Expectativas empresariais para 2018
Blogs e Colunas | Rodrigo Rocha 22/01/2018 07:00 - Atualizado em 29/01/2018 10:52

Os resultados econômicos de 2017 de uma forma geral foram positivos e, apesar de tímidos, tiveram um impacto importante nas expectativas, permitindo estimativas mais otimistas para 2018. Mas, afinal de contas, o que esperar para este ano? Será que este ano finalmente será marcado pelo retorno de resultados mais robustos?

 

Inicialmente vale ressaltar que as estimativas para o PIB brasileiro (Produto Interno Bruto, que representa a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços produzidos em determinado período no país) já estão bem melhores, mesmo entre os analistas mais pessimistas.

 

A Confederação Nacional da Indústria – CNI estima um crescimento de 2,6% no PIB do Brasil deste ano, sendo a estimativa ainda mais positiva para o incremento da Indústria, com o valor de 3%. Os investimentos para o aumento da capacidade produtiva do país devem ser de 4%, ainda segundo a mesma instituição.

 

Todos esses números revelam um potencial significativo para a geração de empregos e de renda para a população, tendo impactos positivos na redução do desemprego (para algo em torno de 11,8%) e no aumento do consumo (expandindo para 2,8% em 2018, frente a 1,3% em 2017).

 

Diante dessas estimativas já se verifica que muitos empresários estão retomando projetos de investimentos para ampliação e modernização de negócios existentes e implantação de novos empreendimentos.

 

A partir do momento que se inicia esse movimento positivo este tem o poder de alimentar um ciclo de crescimento virtuoso, levando a economia para um cenário melhor.

 

Ainda existe muita desconfiança sobre o ambiente político, podendo as ações políticas acelerar ou reduzir a velocidade da retomada econômica. Os investimentos que exigem volumes maiores de recursos e mais tempo para gerar seus resultados acabam sendo prejudicados pela incerteza sobre reformas importantes como a tributária e a previdenciária, pairando no ar uma grande dúvida se vão conseguir prosperar. Tais reformas dariam mais credibilidade sobre a capacidade de pagamento do governo e facilitariam o ambiente econômico.

 

Apesar das incertezas, o clima que se percebe entre os empresários, tanto através de pesquisas, quanto pelas conversas mantidas com representantes da classe, é muito melhor que o visto nos anos anteriores, gerando uma grande possibilidade de resultados significativamente positivos para a economia brasileira em 2018.

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Rodrigo Rocha
Doutorando em Ciência da Propriedade Intelectual, Graduado e Mestre em Economia pela UFS. É Superintendente do IEL/SE, Coordena o Núcleo de Informações Econômicas e Supervisiona o Centro Internacional de Negócios da FIES. Lecionou em cursos tecnológicos, graduação e MBA. Faz palestras em Desenvolvimento Econômico, Gestão de Empreendimentos, da Inovação e de Carreiras.

E-mail: o_rocha1@yahoo.com.br


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