Roubo de veículos deixa seguro 10% mais caro em Sergipe
Economia 12/03/2018 17:30 - Atualizado em 12/03/2018 17:39

Por Aline Aragão

Mais de 10 veículos são roubados por dia em Sergipe, segundo dados estatísticos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Este ano, nos meses de janeiro e fevereiro, foram 652 veículos furtados ou roubados no estado. A maior parte das ocorrências é registrada na região metropolitana de Aracaju. Só no último sábado, em menos de 12 horas, três carros foram roubados na capital sergipana.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as estatísticas desse tipo de caso são realizadas semanalmente e é feito um monitoramento pela Divisão de Furtos e Veículos da Polícia Civil e por unidades da Polícia Militar, com o objetivo de identificar os assaltantes que agem nessa modalidade de crime.

E com o esse número alarmante de roubos, o setor de seguros não tem alternativa a não ser subir os preços do seguro veicular, que ficou 10% mais caro nos primeiros meses de 2018, segundo o Sindicato dos Corretores de Seguro de Sergipe (Sincor/SE).

De acordo com Érico Melo, presidente do Sincor, o aumento do sinistro relacionado a roubos e furtos de veículos no estado tem impactado diretamente no preço, já que, na maioria dos casos, a perda é total.

Ele explica ainda que, além do crescimento no número de ocorrências, houve uma mudança nas características da ação criminosa. “Antes tinha muito roubo de motocicletas de baixa cilindradas e de veículos mais antigos, e agora você vê roubo de caminhonete, carros médios e de maior valor, isso vem cada vez mais fazendo com que as seguradoras reajustem o preço para compensar esse movimento”, disse.

Érico destaca ainda que o preço também sofre a influência da situação econômica do país. “Com a queda da taxa de juros e consequentemente também do ganho financeiro das seguradoras, eles estão tendo que ganhar dinheiro no operacional, isso também pressiona os preços”, explica.

Como economizar

Para economizar na hora de contratar o seguro, vale a pena pesquisar e procurar um corretor, mesmo para quem está renovando o serviço.  O profissional irá fazer um levantamento no mercado de acordo com o perfil do cliente e do veículo e indicar as melhores opções.

Também é preciso levar em conta alguns detalhes que muitas vezes só encarecem a apólice, e o corretor poderá tirar todas as dúvidas e ainda ser um forte aliado no caso de um sinistro.

Pirataria

Paralelo ao mercado de seguros, o setor de proteção veicular tem crescido de forma expressiva em todo estado. Com valores mais baixos e várias opções de coberturas, tem atraído cada vez mais os consumidores. O problema, segundo Érico Melo, é se trata de um serviço clandestino, sem regulação.

“O mercado de seguros é regulado pelo mercado e pelo governo para proteger o consumidor, mas, no caso do seguro pirata, não existe proteção, o problema disso é que as pessoas só vão saber que foram enganadas quando precisarem”, alerta.

Foto: Ilustrativa

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