Preço do feijão aumenta quase 80% e muda o prato do sergipano
De acordo com o IBGE, o tipo carioca ficou 78% mais caro na capital sergipana em fevereiro
Economia| Por Saullo Hipolito* 15/03/2019 06:00 - Atualizado em 14/03/2019 20:10

A mesa dos sergipanos sofreu uma modificação circunstancial nos últimos dois meses, o feijão aumentou. Com a baixa produção, o alimento chegou mais caro para os vendedores, que, consequentemente, repassam o produto com um valor mais alto para os consumidores. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), esse efeito é decorrente do excesso de chuvas em regiões de produção como São Paulo, Paraná e Mato Grosso.

De acordo com dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de janeiro, divulgados em fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de colheita de feijão no Brasil era de 2,929 milhões de toneladas, representando 1,5% a menos em relação ao resultado do ano passado.

O saldo disso foi o aumento no produto para vendedores e consumidores em todo o país. Em Aracaju, por exemplo, as pessoas têm reclamado do alto valor que encontram e afirmam que vêm procurando meios para substituir o alimento.

“Feijão não pode faltar no nosso prato. É o alimento tradicional do brasileiro, mas com esse aumento a gente compra menos ou substitui por outro alimento com as mesmas proteínas, como o grão de bico”, disse a aposentada Josaildes Silva.

Para o vendedor Antônio Severiano (foto), que vende diversos tipos de feijão no Mercado Central de Aracaju, o aumento também é prejudicial aos vendedores. “A renda fica menor, temos que investir em outras vendas, infelizmente não estou ainda, mas tenho pretensão em ir para a área das frutas”, afirmou.

De acordo com dados do IBGE, divulgados nesta terça-feira (14), o feijão-carioca na capital sergipana recebeu uma alta de 78,46% em seu preço em fevereiro. Outros tipos de feijões que eram vendidos a R$ 3,50 o quilo até dezembro de 2018, foram encontrados custando sete, oito e até nove reais.

“Sabemos que é um preço alto, mas nada podemos fazer se estamos comprando com um valor alto também, infelizmente. Quem comprava cinco, compra dois; quem comprava três, compra um quilo e assim a gente segue”, afirmou o vendedor Zé Bigode.

“Até quando irão aumentar esses valores? A população mais pobre está sendo prejudicada e ninguém está vendo. O aumento do salário mínimo é uma farsa, se compararmos com o aumento dos nossos alimentos”, concluiu a aposentada.

* Estagiário sob supervisão da jornalista Fernanda Araujo.

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Também assinaram o documento os prefeitos de Maruim, Laranjeiras, Barra e Santo Amaro