IBGE: Inflação acelera e fica em 0,54% no segundo mês do ano
Em Aracaju, a aceleração foi impulsionada pelas altas nos preços do feijão-carioca e da batata
Economia| Por Agência IBGE Notícias 12/03/2019 19:04 - Atualizado em 12/03/2019 19:36

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em 0,43% em fevereiro, acima dos 0,32% de janeiro. A aceleração foi puxada pelos grupos de alimentos e de educação, que ficaram acima da inflação, com altas nos preços de 0,78% e 3,53%, respectivamente. No acumulado em 12 meses, a variação foi de 3,89%. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (12).

Na educação, que teve o maior crescimento entre os nove grupos pesquisados, a alta reflete os reajustes do início do ano letivo. Destaque para as mensalidades dos cursos regulares, que subiram 4,58%, e tiveram o maior impacto individual sobre o IPCA de fevereiro.

Entre os grupos, os alimentos exerceram a maior pressão no índice nacional, mas desaceleraram na comparação com janeiro, quando registraram 0,90%. Em Aracaju, a aceleração foi impulsionada pelas altas nos preços do feijão-carioca (78,46%), da batata inglesa (29,59%), entre outros.

De acordo com o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, as hortaliças costumam subir de preço nesse período. “A demanda costuma aumentar nas estações mais quentes, então as variações são mais acentuadas”.

Já os preços do grupo habitação subiram 0,38% em fevereiro, pressionados pela alta de 1,14% na energia elétrica, que impactou o IPCA em 0,04 ponto percentual (p.p.). Gonçalves explica que os preços subiram em razão do aumento das alíquotas do PIS/COFINS na maioria das regiões pesquisadas. Ainda nesse grupo, o preço do gás de botijão caiu 0,72%, mesmo com o reajuste de 1,04% nas refinarias.

Passagens aéreas seguram alta nos preços

O grupo transportes caiu 0,34% e, de acordo com o gerente do IPCA, a queda de 16,65% nos preços das passagens aéreas foi o que segurou a inflação de fevereiro, com o maior impacto individual negativo, de -0,08 p.p. “As passagens têm um peso grande no orçamento das famílias. É um momento de fim de férias, começo das aulas, então os preços começaram a descer, também por conta do aumento no final do ano passado”, disse Gonçalves. 

Além das passagens, outro item do grupo transportes com queda nos preços foi a gasolina, que ficou em -1,26%, o que ajudou a controlar a inflação. O etanol também apresentou queda, de 0,81%, enquanto óleo diesel e gás veicular subiram 0,36% e 7,75%, respectivamente.

O maior impacto positivo nos transportes foi do ônibus urbano, com alta de 1,50% e 0,04 p.p. de contribuição, por conta de reajustes nas tarifas em cinco das 16 regiões pesquisadas.

 

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