Quarto envolvido no latrocínio de sargento Borges morre em confronto
Outros dois suspeitos estão mortos. Polícia contesta versão de adolescente envolvido
Cotidiano| Por Will Rodriguez e Fernanda Araujo 11/10/2018 12:17 - Atualizado em 11/10/2018 12:37

A Polícia Civil não tem dúvidas da participação de Marcelo Henrique, 24 anos, na morte do sargento Borges, vítima de latrocínio em uma residência na zona de Expansão de Aracaju, em setembro deste ano.

O acusado morreu em confronto com agentes do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) e da Polícia Militar, durante uma operação realizada nessa quarta-feira (10), na zona rural da cidade de Itaporanga D’Ajuda, região metropolitana de Aracaju (SE). Com ele, foram apreendidos um quilo de maconha e um revólver.

Segundo o delegado André Davi, o acusado era traficante conhecido na região onde aconteceu o latrocínio. A polícia afirma que ele participou da ação e que evidências apontam que foi o mandante do crime. “Acreditamos que pode haver mais um participante. Tenho certeza que a dinâmica do crime será descortinada”, disse.

Marcelo, conhecido como ‘Marcelo Cheiradão’, assim como os demais suspeitos de participação no crime que também estão mortos, têm passagem pela polícia e, segundo as investigações, são apontados como responsáveis por outros assaltos naquela região, conforme destacou o delegado. “Inclusive achamos com eles materiais que usavam para os assaltos. Agiam com número elevado de marginais para dominar a área. Dois ou três entravam na residência e os outros esperavam no carro. Essa era a dinâmica do crime”, afirmou André Davi.

Divergências

Um adolescente de 16 anos que também teria participado da ação criminosa segue custodiado. Nessa quarta-feira (10), durante audiência na Vara da Infância, o menor teria apresentado outra versão para o crime, indicando a participação de menos pessoas do que as apontadas no inquérito.

“A única pessoa que apresentou uma versão à polícia foi o adolescente que não tem histórico de antecedentes. É uma versão, a meu ver, muito fantasiosa. Não é o primeiro assalto que eles praticam em Matapoã e em todos os assaltos naquela região o número mínimo de participação é de cinco, seis pessoas, nunca fizeram com dois elementos apenas”, disse o delegado.

Outra questão que a Justiça ainda busca esclarecer é quanto à origem do quinto disparo, que atingiu o sargento Borges pelas costas durante o assalto praticado enquanto o policial comemorava a sua promoção na Corporação junto de familiares na residência de veraneio do povoado Matapoã, zona de expansão da capital. O exame balístico ainda não foi divulgado.

A Polícia Civil continua as incursões investigativas porque não descarta o envolvimento de outros criminosos. Denúncias anônimas podem ser feitas através do Disque Denúncia 181.

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