Saúde
Pediatra explica diagnóstico e tratamento dos casos de fimose
Em homens adultos, pode provocar, além do câncer de pênis, problemas no desempenho sexual
Cotidiano 15/04/2019 06:22 - Atualizado em 14/04/2019 13:40

Aos 4 anos de idade, o vendedor Paulo Roberto Feitosa, 27, passou por uma cirurgia de fimose. Ele explica que era muito pequeno e não lembra de muita coisa, mas, a sua mãe Nadja Feitosa, 49, lembra muito bem o que passou com ele quando era pequeno.

“Ele já nasceu com fimose e na hora do banho eu sempre fazia o exercício para ver se melhorava o problema. Levei ao médico, que optou por uma intervenção cirúrgica ainda criança. Assim, foi feita uma cirurgia simples e que não causou nenhum transtorno para ele que hoje leva uma vida normal”, explicou.

A fimose é o excesso de pele que recobre o pênis dificultando que a glande (cabeça do pênis) seja exposta. É uma condição comum em bebês e pode se estender na adolescência necessitando de uma intervenção cirúrgica para a remoção da pele.

É um procedimento simples e que é tratada pelos médicos como uma cirurgia eletiva. É uma cirurgia fornecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas que necessita do acompanhamento do pediatra do Programa de Saúde da Família (PSF), para verificar a possibilidade do procedimento e adotar a conduta correta para o tratamento e acompanhamento via ambulatorial.

De acordo com a pediatra e coordenadora da Pediatria do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Cristiane Barreto, esses casos não são comuns de acontecerem no Huse e são tratados nas Unidades de Saúde do município.

“Essas são cirurgias eletivas e o acompanhamento do pediatra é feito ambulatorialmente pelo médico do Programa de Saúde da Família. É uma cirurgia simples com anestesia geral e no dia seguinte a criança é liberada para casa. O procedimento cirúrgico só é recomendado pelo pediatra, caso a pomada específica para o caso não resolva”, explicou.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico da fimose é feito apenas pelo exame físico, durante avaliação clínica pelo pediatra (quando criança), ou urologista (quando adulto). Eles conseguem constatar que a glande não consegue ser exposta quando a pele é retraída.

O tratamento é feito com pomadas a base de corticoides que possuem propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e antibióticas facilitando que a pele deslize sobre a glande, exercício de retração da pele do prepúcio sem forçar demais ou causar dor, cirurgias em casos mais extremos e quando tratamento não surtir efeito.

Não é possível prevenir a fimose, uma vez que a formação da pele que encobre a glande ocorre ainda na vida fetal e varia conforme cada caso, baseado na genética de cada pessoa.

Fonte: SES

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