Setor de serviços lidera geração de emprego em 2018 em Sergipe
Blogs e Colunas | Marcio Rocha 03/07/2018 13:47

O setor de serviços é reconhecidamente a melhor alternativa para o enfrentamento da crise econômica que levou milhares de sergipanos ao desemprego, por uma infelicidade das políticas executadas no mercado brasileiro. Em tempos de desemprego, o trabalhador que não encontrava alternativa para se reinserir no mercado, partiu para o empreendedorismo, o que mostra a capacidade do trabalhador de reinvenção e busca de oportunidades. No Brasil, o setor de serviços responde por 70% do Produto Interno Bruto (PIB).

O lado positivo do setor de serviços, como uma alternativa ao desemprego, é que o trabalhador pode iniciar sua atividade com poucos recursos, a exemplo de uma pequena empresa de serviços de alimentação, como uma hamburgueria. E nesse insight para voltar a produzir, já segue pelo mercado gerando novas vagas de trabalho para outras pessoas que também enfrentavam o fantasma do desemprego. As diversas atividades do setor não sofrem queda, pois lidam diretamente com as necessidades das pessoas. Obviamente precisam de atualizações e conhecimento adequado de mercado para entrar no ramo e seguir em frente, sem medo de enfrentar as dificuldades iniciais e encontrar-se na região à qual estão inseridos, fazendo parte da vida da comunidade e de toda a cidade.

As atividades são exploradas pelas mais potenciais vertentes, como alimentação, desenvolvimento tecnológico, beleza, limpeza e conservação, reparos de construções ou automotivos, contabilidade, administração, turismo, entre outros, que são modelos de mercado que não são afetados pela sazonalidade, por ter demanda durante todos os períodos do ano, garantindo um fluxo constante de clientes para os empreendimentos. O principal mote do setor de serviços é a prestação de atendimento de qualidade, com profissionais capacitados e processos operacionais adequados para fazer melhor a vida do cliente.

De acordo com dados do CAGED divulgados na quinta-feira (28), o setor em Sergipe está em franco crescimento. Entre os meses de janeiro a maio, foram gerados 1.110 novos postos de trabalho, colocando-se em primeiro lugar na criação de novos postos de trabalho. A atividade inclui também a participação das empresas de terceirização de mão-de-obra especializada, que obtém um destaque importante na criação de oportunidades. As áreas de serviços terceirizáveis requerem profissionais com qualificação específica para o seu exercício mostram que estão em crescimento. Em 12 meses, no período corrente de maio de 2017 a maio deste ano, o total de novos empregos no setor é de 951 profissionais a mais no mercado de trabalho.

Se o setor de serviços aponta crescimento, já é um sinal de que há uma recuperação da economia, pois o ramo abrange um consumo essencial para todas as famílias e empresas. As pessoas passam a demandar por mais serviços especializados, como salões de beleza ou bares e restaurantes no caso pessoal familiar, ou aumento pela demanda de profissionais para trabalharem em condomínios, considerando que novos empreendimentos surgem em uma escala consideravelmente alta.

As pessoas e empresas perderam o medo de promover a terceirização de serviços, como nas residências que contratam empresas especializadas para realização frequente de serviços domésticos, tal qual empreendedores que contratam empresas especializadas para fazer sua segurança patrimonial e cuidar de serviços que antes eram mais custosos com um funcionário orgânico. As contratantes de terceirizadas têm um número maior de colaboradores à sua disposição, sem a necessidade da implicância de encargos. Novos contratos surgem e novas oportunidades de trabalho são abertas. Essa lógica comercial vem fortalecendo o setor de serviços a cada mês, mesmo durante uma crise que se estende por quatro anos, abalando gravemente o arcabouço econômico do estado.

Juros do cheque especial caem em maio

Quase dois anos depois de o Banco Central começar a reduzir os juros básicos da economia, o consumidor começa a sentir a queda das taxas nos empréstimos. Em maio, os juros cobrados das famílias foram, em média, de 31,4% ao ano: os mais baixos desde setembro de 2014. Caíram 1,3 ponto percentual só no mês passado. Após meses de críticas, os bancos reduziram as taxas. No entanto, a queda não foi apenas um movimento voluntário das instituições. O BC pressionou para que os bancos mudassem as regras do cheque especial. A autarquia também mudou as normas para o rotativo do cartão de crédito. Tudo isso ajudou a diminuir o custo do crédito no Brasil, que tende a continuar nos próximos meses.

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Marcio Rocha
Marcio Rocha é jornalista formado pela UNIT e radialista formado pela UFS, especializado em economia, com experiência de quase 20 anos na comunicação sergipana.

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