Rodrigo Rocha
26/02/2018 07:00:00
Aumentando a competitividade através da interação com as ICT’s

A grande maioria das empresas é de micro e pequeno porte, tendo, por isto, muita dificuldade de realizar investimento no desenvolvimento de projetos inovadores. O desafio financeiro gera também maior deficiência na atração e retenção de profissionais com capacidade de realizar pesquisas internas para o desenvolvimento de produtos novos ou significativamente melhorados.

 

Diante desta realidade surge a possibilidade de realizar parcerias com Instituições de Ciência e Tecnologia - ICT’s (universidades e institutos de apoio e de desenvolvimento de pesquisas), que possuem uma estrutura preparada para a realização de atividades de inovação.

 

Porém a interação entre as ICT’s e as empresas geralmente não é muito fácil de ocorrer, devido a algumas questões referentes às culturas organizacionais, que não estimulam a interligação entre estas realidades tão distintas, mas que podem ser fortemente complementares.

 

Pelo lado das empresas existe um desejo de imediatismo nas soluções, uma dificuldade de estruturar as informações necessárias ao desenvolvimento de qualquer projeto inovador e uma aversão muito grande a qualquer tipo de risco financeiro. Já pelo lado das ICT’s o grande problema é mensurar os custos reais e potenciais resultados que serão obtidos, caso o projeto obtenha êxito.

 

Essas barreiras podem ser superadas através de um maior diálogo, que pode ser mais facilmente conduzido por instituições que possuem experiência em promover ações voltadas para uma maior integração entre os centros de conhecimento e os empresários, facilitando a comunicação entre as partes.

 

Instituições como o Instituto Euvaldo Lodi – IEL, Federação das Indústrias do Estado de Sergipe – FIES, SENAI, SEBRAE, SERGIPETEC, ITP, entre outras, realizam diversos eventos justamente com o objetivo de tentar estimular uma maior interação entre a classe empresarial e as ICT’s. Porém ainda existem muitas empresas e pesquisadores que possuem alguma resistência a estas ações complementares e que aos poucos estão aderindo às ações de interação, fortalecendo esse movimento tão positivo para ambas as partes.

 

É um processo lento, mas que está acontecendo de forma contínua e que conseguirá criar um ambiente cada vez mais propício ao desenvolvimento de projetos inovadores e com capacidade de trazer maior competitividade para as empresas sergipanas em um cenário de enorme concorrência, enfrentado pelas empresas.

29/01/2018 07:00:00
Preparando-se para Aumentar as Vendas com a Exportação

Muitos empresários tem curiosidade sobre o comércio exterior, mas poucos acreditam nesta possibilidade. Várias instituições, entre elas a Federação das Indústrias do Estado de Sergipe – FIES, através do seu Centro Internacional de Negócios – CIN/SE e o SEBRAE, desenvolvem diversas ações com o objetivo de promover o acesso a informações e serviços relevantes para que mais empresas sergipanas consigam ultrapassar as fronteiras comerciais do Brasil.

 

Para os empresários que tem mais que um sonho, mas o objetivo concreto de ver seus produtos sendo vendidos internacionalmente é importante apontar que apesar de não existir uma barreira intransponível, existe toda uma preparação necessária para evitar que este sonho se torne em um pesadelo.

 

Como em tudo no mundo dos negócios o primeiro passo é buscar informações qualificadas, levantando inicialmente dados sobre:

1. Principais países consumidores do tipo de produto da empresa;

2. Principais concorrentes internacionais (empresas que exportam para estes países);

3. Preços praticados no mercado internacional;

4. Possíveis barreiras existentes (tarifárias e não tarifárias)

5. Modalidades de exportação (direta ou indireta e suas implicações em seguros, fretes, etc.)

 

A partir dessas informações e após a estruturação dos dados internos sobre capacidade e eficiência produtiva e custos de produção e exportação, é possível iniciar uma análise mais profunda sobre o potencial exportador da empresa.

 

Essa análise precisa levar em consideração várias questões que mostrem o diferencial competitivo da empresa nesses potenciais mercados internacionais, sendo importante se diferenciar pelas características dos produtos e não apenas por causa do preço.

 

Para se ter segurança da fidelidade dessas informações em relação à realidade enfrentada vale a pena contar, sempre que possível, com o apoio de instituições e empresas que possam apoiar na validação e qualificação dos estudos realizados, permitindo a tomada de decisão com maior segurança.

 

Após o cumprimento destas etapas a empresa estará pronta para participar de missões empresariais e rodadas de negócios onde terá condições de negociar diretamente com compradores internacionais, empresas comerciais exportadoras e trading companies.

 

Um fato que estimula muitas empresas a buscarem a internacionalização é a possibilidade de poder ter maior estabilidade em suas vendas, a partir do aproveitamento de sazonalidades e ciclos econômicos. De forma prática a empresa pode continuar vendendo no mercado externo, quando este estiver aquecido e o interno estiver desaquecido e vice-versa (ciclos econômicos).

 

No caso da sazonalidade tem alguns produtos que vendem mais em determinadas épocas do ano e que durante a baixa temporada de vendas no mercado interno a produção pode ser direcionada para outros países que estiverem em alta, mantendo certa estabilidade nas vendas (um exemplo prático é a moda praia que pode ser direcionada para países que estejam no verão durante o inverno local).

 

Cabe aqui destacar a importância de manter a regularidade no atendimento das demandas de compradores internacionais, pois muitas empresas conseguem superar esses desafios e quando a economia interna aquece deixam de atender aos pedidos internacionais. Esse tipo de atitude gera a quebra de confiança e no momento em que a economia interna desaquecer a empresa enfrentará resistência para voltar a vender para o mercado externo.

 

Apesar dos desafios, as empresas que tiverem o objetivo de exportar devem se preparar bastante para conseguir aproveitar as grandes oportunidades que existem nos mercados internacionais, e assim conseguirem aumentar suas vendas e, consecutivamente, crescer de forma sustentável ao longo do tempo.

22/01/2018 07:00:00
Expectativas empresariais para 2018

Os resultados econômicos de 2017 de uma forma geral foram positivos e, apesar de tímidos, tiveram um impacto importante nas expectativas, permitindo estimativas mais otimistas para 2018. Mas, afinal de contas, o que esperar para este ano? Será que este ano finalmente será marcado pelo retorno de resultados mais robustos?

 

Inicialmente vale ressaltar que as estimativas para o PIB brasileiro (Produto Interno Bruto, que representa a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços produzidos em determinado período no país) já estão bem melhores, mesmo entre os analistas mais pessimistas.

 

A Confederação Nacional da Indústria – CNI estima um crescimento de 2,6% no PIB do Brasil deste ano, sendo a estimativa ainda mais positiva para o incremento da Indústria, com o valor de 3%. Os investimentos para o aumento da capacidade produtiva do país devem ser de 4%, ainda segundo a mesma instituição.

 

Todos esses números revelam um potencial significativo para a geração de empregos e de renda para a população, tendo impactos positivos na redução do desemprego (para algo em torno de 11,8%) e no aumento do consumo (expandindo para 2,8% em 2018, frente a 1,3% em 2017).

 

Diante dessas estimativas já se verifica que muitos empresários estão retomando projetos de investimentos para ampliação e modernização de negócios existentes e implantação de novos empreendimentos.

 

A partir do momento que se inicia esse movimento positivo este tem o poder de alimentar um ciclo de crescimento virtuoso, levando a economia para um cenário melhor.

 

Ainda existe muita desconfiança sobre o ambiente político, podendo as ações políticas acelerar ou reduzir a velocidade da retomada econômica. Os investimentos que exigem volumes maiores de recursos e mais tempo para gerar seus resultados acabam sendo prejudicados pela incerteza sobre reformas importantes como a tributária e a previdenciária, pairando no ar uma grande dúvida se vão conseguir prosperar. Tais reformas dariam mais credibilidade sobre a capacidade de pagamento do governo e facilitariam o ambiente econômico.

 

Apesar das incertezas, o clima que se percebe entre os empresários, tanto através de pesquisas, quanto pelas conversas mantidas com representantes da classe, é muito melhor que o visto nos anos anteriores, gerando uma grande possibilidade de resultados significativamente positivos para a economia brasileira em 2018.

08/01/2018 07:00:00
Ganhando Competitividade com a Gestão de Processos

Fazer a gestão dos processos de uma empresa pode parecer difícil, mas é possível de ser feita em qualquer empresa e pode não ser tão complicado quanto parece, desde que seja inserida da forma correta na cultura da empresa.

 

Para evitar possíveis resistências dos colaboradores é importante apresentar as motivações para implantação, mostrando os maiores benefícios, como por exemplo, a redução dos erros, a diminuição da reclamação dos clientes e principalmente o aumento dos resultados financeiros, pela fidelização e atração de clientes que ficarão muito satisfeitos pelo atendimento de qualidade.

 

Tudo que acontece dentro de uma empresa depende de um processo com começo, meio e fim. Quando não existe um procedimento desenhado para as atividades desenvolvidas na empresa, muitas vezes o processo fica solto, permitindo a existência de muitas falhas que geram retrabalho e custos desnecessários.

 

Além desses problemas já mencionados, a falta de um padrão para a execução das tarefas pode criar os chamados “donos do processo”, que quando se ausentam porque pedem demissão, por doença, ou simplesmente por férias, gera um grande transtorno na empresa que poderia ser facilmente evitado se houvesse uma descrição do processo, expondo pelo menos as informações mais críticas para o alcance dos resultados esperados.

 

Diante desses prováveis problemas é importante mapear pelo menos os processos mais decisivos para o bom funcionamento da empresa, identificando também quais indicadores são fundamentais para medir a eficiência (melhor uso possível dos recursos disponíveis), a eficácia (alcance dos objetivos) e a efetividade (entrega de acordo com a expectativa do cliente interno ou externo).

 

Após a fase inicial de implantação da cultura e de uma estruturação básica, as empresas devem buscar se aperfeiçoar cada vez mais na gestão dos processos, implantando um sistema de gestão da qualidade dos processos que permitirá o avanço para a implantação da ISO 9001– International Organization for Standardization, que dá o direito de usar um selo de qualidade, reconhecido internacionalmente, que gera diferencial competitivo perante os concorrentes.

 

Para a implantação da ISO é importante o apoio de empresas ou instituições especializadas, que facilitam os caminhos até a perfeita adequação dos processos às exigências para a obtenção do selo da ISO 9001.

 

Vale ressaltar que a implantação do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) não deve engessar o funcionamento da empresa, sendo necessárias revisões sempre que se identificarem possibilidades de melhorias nos processos. Com o SGQ funcionando bem a empresa passa a ter um controle mais efetivo sobre as suas atividades, ganhando muita competitividade no mercado onde atua.

29/12/2017 07:00:00
Ano Novo com Planejamento e Sucesso

Ano novo chegando e junto com ele a maioria das pessoas aproveita para imaginar quais os projetos de vida que pretendem tentar alcançar ao longo do novo ano. Muitos empresários também costumam fazer uma avaliação das ações que deram bons resultados e das que não foram tão assertivas.

 

Nessa hora sempre surgem vários questionamentos sobre os motivos que fizeram determinadas ações não darem o resultado esperado pela empresa. Além de olhar para os fatores externos, este tipo de análise também exige muita serenidade, para assumir as próprias falhas e, assim, conseguir evoluir.

 

É preciso verificar se as ações foram bem planejadas, levantando todas as informações relevantes e definindo metas específicas, mensuráveis e desafiadoras, porem, atingíveis no tempo previamente determinado. Se foram bem planejadas, mas não tiveram os resultados esperados, será que a execução seguiu realmente o planejado? Essa fase de colocar o planejamento em prática exige um acompanhamento frequente, possibilitando as devidas correções no momento certo.

 

São essas etapas que diferenciam um simples desejo de um objetivo concreto, apontando todos os passos para se chegar aos resultados desejados. Permite também que ao final das ações se faça uma avaliação mais apurada sobre as causas dos possíveis desvios no caminho, que inviabilizaram o alcance das metas, facilitando que em outras ações não ocorram tais falhas.

 

Outro erro comum é querer desenvolver muitas ações ao mesmo tempo sem possuir uma estrutura adequada para desenvolvê-las de forma minimamente adequada, impossibilitando o alcance dos resultados esperados. Este problema pode ser facilmente identificado se o planejamento for realizado corretamente, apontando os recursos necessários para se atingir cada meta.

 

Por razões diversas, vários empresários não possuem muita afinidade com esse processo de planejamento, execução, avaliação e correção, sendo nestes casos fortemente recomendada a contratação de algum colaborador com conhecimento sobre o tema, para dar assistência nesse processo. Além disso, é recomendável também a utilização, sempre que possível, dos serviços de empresas e instituições reconhecidas pela experiência na área, que poderão dar um suporte robusto principalmente na fase inicial, evitando que toda a execução ocorra com problemas devido a equívocos que poderiam ser evitados já no início do processo.

 

Com um bom planejamento feito, a empresa está pronta para começar o ano com força total e assim alcançar todos os objetivos estratégicos traçados. Desejo que o sucesso esteja presente na sua empresa e na sua carreira em 2018, gerando resultados positivos e crescentes, de forma e sustentável ao longo do tempo!

27/11/2017 07:00:00
Gestão do Desempenho das pessoas nas empresas

O que faz algumas pessoas alcançarem melhores resultados que outras dentro de uma empresa? Muitos podem achar que apenas tendo um conhecimento muito aprofundado e todas as condições materiais necessárias, qualquer um conseguiria ter resultados excelentes. Porém, na prática, muitas vezes apesar de existirem todas as condições, os bons resultados não aparecem.

Existem vários casos em que equipes apresentam desempenhos ruins e, ao trocar o gestor, tudo melhora, mostrando que o grande problema estava na liderança. Vale destacar que este mesmo líder que não deu certo em uma determinada situação em outras pode conseguir ter um bom desempenho. A grande questão que surge destas constatações é: o que é necessário para conseguir alcançar resultados de excelência?

Diante dessa pergunta cabe ressaltar que não existe fórmula mágica e muito menos uma receita que se aplique a qualquer situação. Lidar com pessoas envolve muitas variáveis e inclusive muitas delas difíceis de serem descobertas, exigindo tempo, paciência e principalmente dedicação para compreender as dificuldades e encontrar as soluções mais adequadas.

Quando a empresa tem condições, pode realizar o mapeamento de perfis, facilitando bastante a identificação da pessoa certa para cada tipo de função a ser desempenhada. Mas essa é uma técnica que exige investimento de tempo e recursos financeiros, de que a grande maioria das empresas não dispõe.

Para a maioria das empresas é possível realizar investimentos menores para implantar, preferencialmente com a ajuda de consultorias (com contratos menos abrangentes), algumas ferramentas de gestão de desempenho dos colaboradores, para criar indicadores práticos que mostrem se eles estão conseguindo obter os resultados esperados e oferecer capacitações para evoluírem. Tais indicadores servem também, quando se verifica que o colaborador não está fazendo a sua parte, para poder se tomar, de forma criteriosa, a decisão mais drástica, que é a demissão.

Cada empresa exige uma lógica própria para ter o melhor de seus funcionários. Tem segmentos onde existe uma necessidade de maior rigidez com horários e padrões de desempenho, como, por exemplo, em uma indústria mais tradicional, onde um pequeno erro pode parar a produção por horas e gerar prejuízos significativos para a empresa. Em outros segmentos permite-se maior flexibilidade, como em uma empresa de projetos, onde a maior exigência é com os prazos e a qualidade das entregas.

Entre os extremos da maior rigidez ou da maior flexibilidade, existem infinitas possibilidades e por isso apenas os gestores, com conhecimento e experiência, podem definir a melhor forma de conduzir suas equipes para obterem alta performance. Mas, mesmo com conhecimento e experiência, sempre surgem dúvidas e é por isso que muitas vezes um olhar externo, de uma consultoria especializada, pode ajudar a conhecer outras possibilidades para que a empresa consiga aperfeiçoar o seu modelo de gestão de desempenho e, assim, consiga alavancar significativamente seus resultados.

20/11/2017 07:00:00
A Comunicação eficaz e o sucesso empresarial

Por melhores que sejam os produtos ou serviços de uma empresa, os resultados jamais serão excelentes se não houver uma boa comunicação. Uma boa comunicação não significa apenas fazer propagandas em rádio e TV para os clientes, pois deve começar internamente, entre empresários, gestores e colaborares.

A maioria das empresas não possui uma comunicação interna eficaz, que facilite o entendimento das informações por parte de todos os envolvidos nos processos, simplesmente por não saberem exatamente o que deve ser comunicado e a melhor forma de se fazer entender.

Diante disso o primeiro ponto importante a ser trabalhado é definir quais são as informações relevantes e qual o meio mais eficiente para repassá-las aos que necessitam de tal conhecimento. Para que essas definições sejam bem específicas e objetivas, precisa-se ter um mapeamento de todas as áreas, com seus objetivos e metas, comunicando sobre os resultados que estão sendo alcançados, apontando possíveis causas de problemas e soluções, bem como reconhecendo os colaboradores que conseguem alcançar suas metas com excelência.

Existem comunicações que precisam ser feitas diariamente e outras com temporalidades diferentes (semanais, mensais, etc) e por isso deve-se avaliar a necessidade de cada uma, para evitar também o excesso de comunicação, que não contribui para melhorar os resultados, gerando muitas vezes o efeito contrário, por se tornarem cansativas e fazendo com que informações realmente importantes se percam.

Com uma comunicação interna mais eficaz, a comunicação externa, com clientes e parceiros, tem potencial para ser muito mais assertiva, evitando, por exemplo, que um cliente, ao realizar contato com duas ou mais pessoas da empresa, receba respostas diferentes para o mesmo questionamento, o que gera grande insatisfação.

Conforme explicado anteriormente, verifica-se que com uma avaliação adequada sobre o que, como, quando e para quem comunicar as informações relevantes, pode-se obter resultados que garantam um sucesso muito maior para as empresas.

30/10/2017 07:00:00
A importância das pesquisas para a Tomada de Decisão

Como já falado em outras publicações, gerenciar uma empresa exige a tomada de decisões constantemente. Porém, muitas informações relevantes não estão disponíveis através das rotinas administrativas diárias do empreendimento. Diante disso, faz-se necessária a contratação de pesquisas ou buscar pesquisas realizadas por terceiros, que sejam confiáveis e que tragam informações relevantes para o negócio.

Para conhecer, por exemplo, a opinião dos clientes sobre seus produtos ou serviços ou para realizar uma pesquisa de clima organizacional, faz-se necessário aplicar questionários através de pesquisa realizada pela própria empresa ou por terceiros. Mas independente de quem vai realizar o levantamento, muitas empresas acabam falhando na fase mais importante, que é executar ações com base nas pesquisas. Muitas vezes nada é feito com a análise dos resultados ou pior, nem sequer é analisado o resultado.

Quando um questionário é aplicado, o respondente espera que os itens que foram avaliados negativamente tenham algum tratamento ou pelo menos um retorno e se nada é feito acaba gerando mais insatisfação do que antes da pesquisa ser realizada, pois se tem a impressão de que a empresa tem conhecimento de determinado problema e que nada faz para resolvê-lo ou nem tenta, ao menos, justificá-lo.

Diante disso, torna-se fundamental estruturar um processo para decidir quando realizar pesquisas, quem fará as avaliações e qual procedimento adotar em relação aos resultados. Todo esse caminho crítico torna-se mais fácil se o instrumento de coleta das informações for cuidadosamente elaborado, pois muitas pesquisas também geram problemas por terem perguntas para as quais a empresa já sabe, previamente, que não tomará nenhuma atitude.

Além das pesquisas próprias, existem também pesquisas realizadas por terceiros e que permitem avaliar cenários econômicos e sociais em que a empresa está inserida, facilitando a tomada de decisões mais acertadas. Existem, por exemplo, pesquisas que mostram se o segmento econômico a que pertence está expandindo, reduzindo ou estagnado, permitindo à empresa avaliar se está dentro da tendência do setor ou se está seguindo um caminho diferente e, assim, avaliar desafios e oportunidades.

Existem diversas possibilidades de pesquisas, porém a parte mais importante é a ação efetivamente realizada a partir da análise dos seus resultados. Todas as empresas devem tomar determinadas decisões embasadas em pesquisas, mas para isto precisam ter pessoas preparadas para avaliar os resultados e indicar o melhor caminho a ser seguido, tornando a empresa competitiva ao longo do tempo.

09/10/2017 07:00:00
Gestão à Vista

Um empresário todos os dias tem que tomar muitas decisões, sobre muitos assuntos. Quando a empresa é de micro e pequeno portes,  geralmente passa pela mesa do proprietário do empreendimento todo tipo de assunto, desde a compra de material de limpeza até a aquisição de novas máquinas, abrindo espaço para erros que podem ser muito prejudiciais ao futuro do empreendimento.

Diante da necessidade de se deliberar sobre tantas coisas, é extremamente relevante ter uma forma rápida e fácil de se conhecer o histórico e avaliar o possível impacto de cada decisão, no curto, médio e longo prazos.

Para se poder decidir com maior tranquilidade, é necessário ter acesso a informações de qualidade, de forma rápida e confiável, através de uma gestão estratégica do conhecimento existente na empresa. Para isso deve-se ter um sistema ou alguma ferramenta que apresente a situação atual e o histórico das informações relevantes para tomada de determinada decisão, preferencialmente tal informação deve estar apresentado de forma visual, como, por exemplo, em um gráfico.

A definição de quais indicadores serão acompanhados é um passo muito importante para não se perder o foco, que deve ser nas ações que realmente vão impactar nos resultados esperados. Após essa definição, inicia-se a “gestão à vista” propriamente dita, pois os indicadores que dependem diretamente dos colaboradores devem estar expostos em um lugar que todos possam ver o desempenho que seria esperado e o que efetivamente está ocorrendo.

A empresa deve adotar medidas de disseminação da cultura de acompanhamento por parte dos colaboradores, para que eles se comprometam e assumam a responsabilidade pelo alcance das metas, apoiando a gestão, através, por exemplo, da sugestão de possíveis soluções para os problemas enfrentados.

Esse tipo de gestão, quando bem conduzido, tem um grande impacto no engajamento dos colaboradores, aproximando-os dos gestores, ao terem uma visão mais clara dos desafios que precisam ser superados, para alcançar resultados positivos para a empresa.

A partir da implantação da cultura da gestão à vista, será possível ter, por exemplo, um “Painel de Gestão” (dashboard), que permite a visualização de vários indicadores em uma única folha (ou tela), dando uma visão mais ampla e possibilitando decisões mais acertadas que as tomadas baseadas em informações isoladas.

02/10/2017 07:00:00
A Importância do Planejamento para a Construção dos Resultados Desejados

A construção de um bom planejamento pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma empresa. Sem saber para onde está indo e como chegará em tal destino, cai-se em uma zona onde não existe a possibilidade de se avaliar, com segurança, se o caminho percorrido está levando aos resultados desejados.

 

Planejar é um importante instrumento para se antecipar aos possíveis problemas na execução das ações estratégicas e já ter possíveis soluções para os desafios que podem aparecer. Porém para o planejamento ser realmente útil ele precisa ser feito levando-se em consideração as reais possibilidades, sendo muito comum encontrar planejamentos desconectados da realidade e que acabam sendo engavetados e não servindo para cumprir o objetivo para o qual foi elaborado: auxiliar na gestão dos recursos limitados, para construção de um determinado futuro desejado.

 

Um importante passo para elaborar um planejamento realista é construir um cenário com as premissas para que os resultados ocorram conforme planejado, sendo comum também a criação de cenários alternativos (geralmente um otimista e um pessimista), explorando outras possibilidades de futuro.

 

Com essa visão ampliada torna-se mais completa a análise dos possíveis desafios a serem superados na busca pelos resultados desejados. Diante do conhecimento dessas possibilidades, o planejamento precisa ter um desenho muito claro das forças e fraquezas (ambiente interno) e das oportunidades e ameaças (ambiente externo). No ambiente interno é possível ter controle, pois são variáveis que se podem tomar decisões para corrigir diretamente os desvios, bem como fortalecer os pontos positivos.

 

Porém o ambiente externo demanda estratégias mais estruturadas para proteção contra as ameaças, bem como para aproveitar as possíveis oportunidades. As empresas precisam estar atentas para detectar, ainda durante a fase de planejamento, possibilidades de mudanças significativas no cenário (positivas ou negativas) e já possuir, de forma antecipada, caminhos alternativos que podem ser trilhados.

 

Uma vez o planejamento elaborado, inicia-se a execução, que precisa ser bem coordenada para evitar que as rotinas acabem tirando a atenção das ações planejadas. Para reduzir esse risco é de fundamental importância que o responsável pela execução tenha as condições necessárias para manter todos engajados e com o ritmo necessário.

 

Por melhor que tenha sido o planejamento e seja a execução, é imprescindível o acompanhamento contínuo dos ciclos dos resultados das ações, para se fazerem os aperfeiçoamentos necessários, que garantirão o alcance dos resultados desejados.

 

Esse conteúdo nada mais é do que uma visão bem resumida do ciclo do PDCA (Planejar/Desenvolver/Checar/Agir), sendo fundamental que ele ocorra de forma contínua, incorporando os aprendizados aos ciclos seguintes e fazendo, assim, com que o futuro construído seja cada vez mais próximo do desejado.

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Colunista Rodrigo Rocha
Rodrigo Rocha
Doutorando em Ciência da Propriedade Intelectual, possui Graduação em Ciências Econômicas (2005) e Mestrado em Economia (2008) pelo Programa de Mestrado em Desenvolvimento Regional e Gestão de Empreendimentos Locais pela Universidade Federal de Sergipe. Atualmente é Superintendente do Instituto Euvaldo Lodi - Núcleo Regional de Sergipe (IEL/SE), Coordenador do Núcleo de Informações Econômicas e Supervisor do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES). Lecionou diversas disciplinas em cursos de níveis tecnológico, graduação e MBA. Tem formação em Coaching e Mentoring, experiência em Pesquisas Econômicas diversas e realiza palestras nas áreas de Desenvolvimento Econômico, Gestão de Empreendimentos Locais, Gestão da Inovação e Gestão de Carreiras.

 

O conteúdo desta publicação é de responsabilidade do colunista.

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