Governo quer mandar reforma da Previdência para Congresso em breve
Planalto projeta economia de R$ 1 trilhão com mudanças no sistema
Política| Por Agência Brasil 05/02/2019 19:41

O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, afirmou hoje (5) que o presidente Jair Bolsonaro quer analisar a proposta de reforma da Previdência e mandá-la para o Congresso Nacional o quanto antes. Segundo Rêgo Barros, o presidente entende o “timing” da reforma, afirmando que o a intenção é levar logo o assunto para os parlamentares.

“Ele compreende o timing com relação a essa apresentação. Ele está trabalhando para que isso possa ser feito no prazo menor possível. […] Acreditamos que de forma consensual e democrática o Congresso vai aprovar a proposta do presidente e o país possa alavancar-se”, disse o Porta-Voz durante seu briefing diário, realizado no Hospital Israelita Albert Einstein.

Mais cedo, o vice-presidente, Hamilton Mourão, afirmou que acredita no envio da proposta para o Congresso na segunda quinzena de fevereiro. Rêgo Barros acrescentou que todo o processo está sendo feito com os ministros diretamente envolvidos no tema.

“O presidente está avaliando os pontos da previdência em sinergia com os ministros envolvidos no tema. Para, em seguida, apresentar a linha de ação final ao Poder Legislativo. O processo decisório de um tema tão relevante exige análise e ponderação. A decisão será, então, discutida no âmbito da casa dos legisladores”, disse. 

Conselho de Governo

O porta-voz também falou que a reunião do Conselho de Governo, ocorrida na manhã de hoje, tratou, além da reforma da previdência, de reforma administrativa, com foco em ajuste no orçamento.

A otimização do uso de prédios públicos também esteve na pauta da reunião, conduzida por Mourão enquanto Bolsonaro se recupera de cirurgia em São Paulo. O governo pretende reduzir o número de imóveis de sua propriedade, e aqueles que não estiverem sendo usados poderão ser alienados pela União.

A reunião também tratou de ações no município mineiro de Brumadinho após o rompimento da barragem de rejeitos da Mina Córrego do Feijão e de questões relativas à segurança das barragens.

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