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Cotidiano / Polícia
17/04/2018 10:40:00- Atualizado em 17/04/2018 10:44:08
Separação teria motivado morte da professora em Campo do Brito (SE)

Por Saullo Hipolito*

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Campo do Brito, concluiu o inquérito sobre a morte da professora Ivania Santana Souza Oliveira. De acordo com a polícia, três pessoas participaram do crime, dois deles já estão presos preventivamente, o último, que seria autor dos disparos, segue foragido. O crime teria sido cometido após separação do casal.

Segundo levantamento policial, não ficou comprovada uma suposta relação conjugal entre Jackson Douglas Passos Carvalho, mandante do crime, e a professora Ivania. De acordo com o levantamento policial, ela residia em Campo do Brito, onde eles se encontravam, enquanto o mandante tinha casa fixa em Itabaiana, de onde comandava todos os seus negócios.

“O que fica bem claro é que o namoro deles era conturbado. Há diversos relatos de familiares apontando que a professora aparecia constantemente com marcas roxas no corpo. Ela também já teria confidenciado para uma irmã que estava sendo agredida por ele, além de já ter sofrido ameaças de morte caso houvesse a separação”, disse a delegada Michele Araújo.

Na manhã desta terça-feira (17), a delegada Michele Araújo detalhou o caso. “Para o crime foi utilizada uma moto Bros preta, que pertencia ao namorado da professora. A moto foi vista com ele e outros elementos num posto de combustível de Itabaiana, onde entende-se que o crime foi organizado. Um desses indivíduos é Antônio Carlos de Jesus Costa, conhecido como "Toninho" ou "Mancha", que pilotava a moto. Ele foi até a escola, junto com outro suspeito que chamou a professora pelo nome, quando ela apareceu, os disparos foram efetuados. Após isso eles fugiram em direção a Lagarto, horas depois retornaram à Itabaiana”, afirma.

Os suspeitos negam participação no crime. Diversos depoimentos direcionam as buscas do suposto atirador. “A descrição de testemunhas indicam que Toninho pilotava a moto, então não tem o porquê de mentir. Ele tem uma marca de nascença no rosto que é inconfundível. Agora trabalhamos na localização do atirador, já temos informações muito relevantes e vamos trabalhar nesse sentido”, afirma Michele Araújo.

Antônio Carlos foi preso em 20 de março passado por agentes da Polícia Civil, sob comando da delegada Michele Araújo. Jackson Douglas, que já havia sido preso, tem passagem anterior pela polícia por envolvimento em crimes patrimoniais. Eles serão indiciados por homicídio qualificado.

A população pode ajudar nas investigações por meio do Disque Denúncia 181.

* Estagiário sob supervisão da jornalista Fernanda Araújo.

Foto: SSP/SE

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