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Cotidiano / Polícia
18/05/2017 12:41:00- Atualizado em 18/05/2017 13:12:29
Proprietários de empresa que oferecia falsos empregos são presos em Aracaju
O golpe teria atingido 500 vítimas só nos últimos cinco meses

Por F5 News

Dois proprietários de uma empresa que oferecia falsas vagas de emprego a jovens de baixa renda em Aracaju (SE) foram presos temporariamente pela Polícia Civil de Sergipe, acusados de estelionato e de fazer parte de uma associação criminosa. Os detalhes da operação denominada Universidade do Crime foram apresentados nesta quinta-feira (18).

Segundo a delegada de Defraudações e Combate à Pirataria, Rosana Freitas, que conduz a investigação, a empresa oferecia falsas vagas de emprego para atrair os jovens de baixa renda. Eles eram submetidos a uma avaliação, mas, em regra, todos eram reprovados e induzidos a pagar, antecipadamente, acima de mil reais por um suposto curso profissionalizante com a promessa de serem empregados.

“As vítimas eram abordadas na rua ou através de ligações de telemarketing e informadas que o curso teria o valor de R$ 130, mas, depois que se efetuava o pagamento no cartão de crédito, o valor cobrado era de dez parcelas de de R$ 130. Isso era frequente e não se tratava de eventual erro. As vítimas solicitavam o cancelamento, mas não eram ressarcidas e, como esses empregos não eram realmente disponibilizados, os pais dos jovens passaram a denunciar a prática criminosa”, afirma a delegada.

Daniel Gonçalves dos Santos, 27, e Bruno de Oliveira Silva Cardoso, 26, são os supostos proprietários do Centro de Treinamento Projotra – Projeto Jovem Trabalhador, localizado na rua Santa Luzia, na capital. Eles eram antigos funcionários das empresas Universidade Corporativa e o Instituto Focos que, segundo a polícia, realizavam a mesma prática criminosa na capital.

As empresas Universidade Corporativa e o Instituto Focos foram fechadas no final do ano passado, quando a investigação teve início. O então proprietário, Rogério dos Santos Basílio, teria fugido com outros integrantes do grupo, levando todo o dinheiro arrecadado e deixando alunos e funcionários no prejuízo. O golpe teria atingido 500 vítimas só nos últimos cinco meses.

“Daniel e Bruno exerciam cargos de gerência e chefia nas empresas, quando houve o fechamento, eles abriram essa terceira empresa no mesmo ramo. Eles utilizaram os computadores e maquinários dessas empresas. Recebemos denúncias também de alguns funcionários, a maioria não tinha a carteira assinada”, explica a delegada.

Mais de 10 empresas ligadas ao grupo já foram identificadas, sendo seis delas em Sergipe. Há indícios de que o grupo também agia em outras capitais, a exemplo de Recife e Natal. Funcionários das empresas investigadas também devem ser indiciados no processo por participação nas fraudes. A polícia ainda procura pelos demais envolvidos, inclusive Rogério dos Santos, que está foragido.

“Certamente existem outros importantes membros que precisam ser identificados. As pessoas que foram vítimas dessa fraude devem procurar qualquer delegacia do estado e registrar Boletim de Ocorrência, que será encaminhado a esta delegacia e anexado à investigação. É importante a população estar ciente do que está contratando”, alerta Rosana Freitas.

Fotos: SSP/SE

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