Período junino começa a atrair consumidores à Ceasa
Milho é o produto mais procurado em Aracaju; venda do amendoim cresce embalada pela Copa do Mundo
No País do Forró| Por Saullo Hipolito* 13/06/2018 10:45 - Atualizado em 13/06/2018 11:18

A fartura na mesa de um nordestino cresce com a chegada da época junina, as mais variadas comidas típicas são preparadas com aquele tempero especial e ao embalo de muita animação. Mas para isso, é necessária muita matéria prima. Em Sergipe, as mais variadas iguarias podem ser encontrada na Central de Abastecimento (Ceasa) de Aracaju.

Com uma movimentação considerada pelos comerciantes razoável, a manhã desta quarta-feira (13), dia de Santo Antônio, tem uma concentração enorme de alimentos fresquinhos, mas promete acabar rapidamente ao longo  da semana. “Esperávamos ter uma movimentação maior por conta do Santo Antônio, mas a expectativa é que pela tarde o fluxo aumente e a gente consiga vender os produtos”, disse a comerciante Andrea Barreto.

Andrea, como acontece em muitas outras famílias, está ajudando seu tio na comercialização de milho nesta época. De acordo com ela, os valores não aumentaram em relação ao ano passado. “Estamos vendendo sete espigas por R$ 5 e a “mão” R$ 25. Sempre nessa data eu e outras pessoas da família ajudamos, até porque chega milho de Pernambuco e de outras localidades”, afirma.

Deize Costa vende comidas típicas por todo ano em Nossa Senhora do Socorro, na Grande Aracaju, mas é no mês de junho que ganha força, pois sua clientela passa a fazer encomendas de pratos específicos. “A expectativa é muito boa, já estou vendendo muito. São milhos cozidos, assados a R$ 2, além de canjicas no potinho, onde uma unidade é R$ 3 e duas faço por R$ 5. Estou comprando hoje, mas pretendo voltar porque, graças a Deus, a demanda é alta”, fala a comerciante.

O milho é o produto mais procurado, já que com ele diversos pratos podem ser produzidos. A funcionária pública do Estado Jane Sirley conta com o produto para suas iguarias. “Eu ainda não comprei, como trabalho aqui perto, deixei para a próxima semana, quando começo a fazer minhas compras. Como sou anfitriã, tenho que receber minha família no São João com fartura. Cozinho o que gosto, então o bolo de milho não pode faltar, mas faço canjica, arroz doce, milhos cozido e assado, entre outras coisas”, disse.

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Além de milho, outro alimento que promete acompanhar as mesas do sergipano é o amendoim cozido verde, patrimônio imaterial do Estado. Mas a expectativa vai além do mês junino, de acordo com o vendedor Cristiano Oliveira. O amendoim acompanha os apaixonados pelo futebol e, com a Copa do Mundo batendo à porta, a possibilidade de mais vendas cresce.

“Trabalho aqui há cinco anos e sei que esse ano a venda vai aumentar, tem a época junina, mas no domingo tem o jogo do Brasil, o que aumenta muito a venda. Vendo por latas, como a gente faz uma promoção na lata de R$ 3, eles costumam pedir mais em relação a de R$ 2 reais”, disse Cristiano.

Na Ceasa, há quem escolha comercializar em grandes proporções, como é o caso de André de Souza, que vende sacos de amendoim, batata doce, macaxeira e inhame . “Os sacos de amendoim estão saindo em média por R$ 50, a expectativa é de aumento nas vendas, até porque a safra está boa. Além disso, é importante vender de tudo um pouco porque os compradores já levam tudo na mesma banca, é uma estratégia bacana”, afirma.

* Estagiário sob supervisão da jornalista Fernanda Araujo.

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