Marcio Rocha
01/02/2018 14:26:00
Dívida atinge astronômicos R$ 3,6 trilhões

Informação do jornal Correio Braziliense indica que a dívida do governo federal em títulos públicos aumentou em R$ 446,4 bilhões no ano passado, alcançando um total de R$ 3,6 trilhões. Em relação a 2016, o endividamento federal cresceu 14,3%, muito acima da inflação do período, que ficou em 2,95%. Na comparação com o saldo no fim de 2013, antes do início do processo de deterioração das contas públicas, que passaram a ter déficits primários consecutivos a partir do ano seguinte, a dívida ficou 67,7% maior. Os dados foram divulgados ontem pela Secretaria do Tesouro Nacional, que prevê novo salto da dívida neste ano. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), o endividamento federal poderá chegar a R$ 3,89 trilhões no fim de 2018. Isso implicará alta de 11,8% do estoque registrado no ano passado. Em relação a 2013, a expansão poderá chegar a 87,5%. 

 

Rombo custará mais R$ 108,4 bilhões para o Brasil

Na previsão do Tesouro Nacional, só para cobrir o rombo no Orçamento deste ano, o Brasil se endividará em mais R$ 108,4 bilhões, sem contar todos os outros compromissos: 65% desse dinheiro devem ir para cobrir o buraco no sistema de aposentadorias. Nas contas dos técnicos do Ministério da Fazenda, o País deve emitir cerca de R$ 32,3 bilhões de papéis da dívida pública apenas para pagar benefícios rurais. Já R$ 24,7 bilhões serão captados para arcar com benefícios urbanos. Há, ainda, a projeção para aumentar o endividamento para bancar a Previdência dos militares e a compensação do Regime Geral de Previdência. Somente os gastos com a Previdência devem significar aumento de R$ 71,2 bilhões do endividamento brasileiro. Na teoria, o Brasil deveria tomar empréstimos para fazer investimentos, mas o planejamento do Tesouro Nacional mostra que a maior parte do que será enviado de recursos tomados no mercado para o Orçamento será para arcar com despesas correntes. 

 

Queda nos juros incentiva o consumo

Um estudo recente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostra que a taxa de juros das operações de crédito para pessoas físicas vem caindo há treze meses. No mês passado, o índice para o Estado de São Paulo ficou em 5,2%, valor 10% menor que o de dezembro de 2016. Com isso, as empresas estão dando prazos maiores para as compras, aliando isso a preços mais convidativos para a população consumidora. Esse fator alia-se à retomada gradual dos empregos no país, o que promove o aquecimento da economia.

 

Panorama dos salários brasileiros melhora em 2017

Em um movimento contrário dos últimos anos, o mercado de trabalho apresentou um cenário mais otimista em 2017: pisos salariais maiores, mais negociações com ganhos reais e uma queda do número de acordos com redução de jornada e de salários desenharam o panorama dos salários brasileiros no ano passado. O número de reajustes salariais acima da inflação em 2017, ou seja, com ganhos reais, foi de 79,5% — significativamente maior do que em 2016, quando o índice marcou 27,4%. É o que mostra o “Salariômetro”, estudo elaborado desde 2007 pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O piso mediano negociado em 2017 foi de R$1.130 – 18,4% maior que o salário mínimo, de R$ 954, e 3,7% maior do que o mediano negociado em 2016, que havia ficado em R$ 1.089.

 

Reconhecimento 

O empresário dos ramos de contabilidade e comércio, José Marcos de Andrade, fez um reconhecimento público do trabalho positivo que Laércio Oliveira vem fazendo na presidência do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Sergipe. Andrade destacou o crescimento, fortalecimento e integração entre os empresários, trabalhadores e componentes dos setores do comércio, serviços e turismo. Andrade destacou ações como o convênio feito entre a Fecomércio, via Senac e o Banco do Nordeste, que trata de instruir os empresários a captar e investir recursos do BNB em seu negócio, a assinatura do convênio que instalará a unidade do Senac em Propriá, atendendo uma população de mais de 100 mil pessoas na região e a construção e inauguração do Hotel Sesc Atalaia, empreendimento turístico que recebeu investimentos de mais de 45 milhões de reais.

22/01/2018 18:13:00
Vamos cortar despesas desnecessárias?

Todo início de ano é assim, sempre pensamos em como gastar menos, como aproveitar melhor nosso dinheiro e como podemos organizar nossas contas. Isso é um sentimento plural, enraizado em todos os que desejam melhorar a sua vida. Ficar com as contas equilibradas não é tarefa fácil, mas também não é algo impossível. Nessa semana, vamos conversar um pouco sobre isso?

 

Comer fora ou em casa?

Existem despesas que a depender do seu cotidiano, são completamente desnecessárias. Almoçar ou jantar fora com frequência só faz encarecer os seus custos pessoais no final do mês. Antes de fazê-lo, porque não refletir se realmente vale a pena? Refeições em casa, aproveitando a companhia da família, de amigos, é muito melhor e mais barato que fast food e geralmente sozinho. Experimente fazer isso e aproveite melhor o seu tempo, economizando seu dinheiro e aproveitando mais as pessoas próximas a você. Preparar um jantar para curtir com alguma companhia é econômico e prazeroso.

 

TV por assinatura

Seu cotidiano é tão complexo que não dá tempo de chegar e assistir aquele filme que você queria, o programa que você esperava ou se informar? Então você pode estar com uma despesa desnecessária pagando TV por assinatura. Os serviços on demand estão crescendo, como o Netflix, Globo Play e plataformas virtuais de algumas emissoras de TV a cabo. No Brasil não é possível ter acesso a alguns serviços pela internet, como o Globosat Play ainda, pois é necessário ter um vínculo com uma operadora de TV. Entretanto, esse mercado está mudando e vai mudar ainda mais. Ou as empresas terão que se adequar, ou morrerão abraçadas pela ausência de clientes, que estão cada vez mais exigentes e com menos tempo. Não é à toa que o Netflix cresce assustadoramente em volume de assinantes, assim como os aluguéis de filmes pelo Google Play e iTunes também elevaram sua movimentação no ano passado. Repense se é necessário ter 220 canais na sua assinatura, sendo que você assiste apenas quatro ou cinco. A economia do valor para custear um plano razoável de TV (cerca de R$ 250) paga tudo o que você for assistir pela plataforma virtual e ainda sobra um bom dinheiro. Meu amigo Alexandre Viana, que o diga...

 

Plano de telefonia

Seu plano de assinatura está caro? Lhe dá minutagem o suficiente para atender suas necessidades? Se não, pesquise outras operadoras. Os planos com ligações ilimitadas para todas as prestadoras de serviço celular e de telefonia fixa estão bombando e com preços bem cômodos. Cuidado com a fidelização das operadoras, a velha letra miúda... Vale a pena se ligar a um plano por um ano, somente por causa de um aparelho mais caro comprado com “desconto”? O custo do aparelho está embutido na sua assinatura e você nem sabe. Aliás, será que vale a pena ter um aparelho superTOP caro pra caramba, somente para fazer ligações e acessar redes sociais e internet? Se você tem esse perfil, reveja seu plano. Até os pré-pagos estão com ofertas consideravelmente boas. Vale a pena ter telefone fixo em casa ainda? Acredito que não. Plano de minutos ou dados? Seu perfil pode lhe dizer isso, mas hoje em dia as ofertas são atrativas para ambos os perfis de consumidores.

 

Compras no supermercado

Tenho um amigo, André Gusmão, que é obcecado por listas. Lista para tudo! Seu raciocínio está correto no que se refere a compras de supermercado. Faça uma lista, pois isso trará economia para sua casa. Seguindo a lista que você fizer, você corre menos riscos de gastar desnecessariamente com comprar por impulso. Nem sempre as promoções apresentadas nas gôndolas resultam em economia. Observe melhor suas reais necessidades e compre o que realmente precisar. A lista de compras lhe dá um parâmetro do quanto você vai gastar e mantém sua casa organizada sem faltar nada, nem ter nada em excesso. E considerando a validade dos produtos, algumas coisas que você comprar por achar que está mais em conta, pode passar e você perder o dinheiro que gastou na compra.

 

Cheque especial

O custo do cheque especial é alto. De acordo com dados da Anefac divulgados na quarta-feira (17), a taxa de juros do cheque especial está em 295,48% ao ano. Isso significa que R$ 1 mil devido ao cheque especial em janeiro, se tornará R$ 2.950 em dezembro. Os dias sem juros do cheque especial que os bancos alardeiam conceder para o cliente são uma ilusão, pois se ultrapassar o prazo, os juros do período todo serão cobrados. E não considere o cheque especial como renda, pois ele é uma dívida pré-aprovada para você. Assim como o cartão de crédito, que está com a taxa atual de 321,63% anuais. Só utilize se tiver consciência que vai conseguir pagar a fatura integral, pois o pagamento do valor mínimo só vai rolar a dívida por 30 dias e poderá bagunçar sua vida financeira por vários meses. 

15/01/2018 08:58:00
Estamos pagando a conta do “cheque especial” da Petrobrás

Os problemas que toda a população está enfrentando para poder manter seus veículos circulando, considerando que o preço da gasolina está oscilando entre R$ 4 e R$ 4,40 em Aracaju, são grandes e difíceis de entender. Meramente colocam a culpa no governo, sem entender mais a fundo o que provocou todos esses danos. A conta dos combustíveis é a conta que todos estamos pagando pela corrupção. O que aconteceu para chegarmos a esse estágio em 2018, com preços que deverão atingir o dobro do valor cobrado pelos combustíveis em 2011? Tentaremos explicar de forma rápida.

 

Desde 2006, o Governo Federal usou a Petrobrás como o cheque especial de um banco, exercendo o controle dos preços, para controlar a inflação de maneira artificial. Isso transmitia a imagem de um país com a economia controlada e presumivelmente autossuficiente na produção de petróleo, o que criou a margem para manter os preços mais baixos que no mercado internacional. Mesmo com o preço do petróleo disparando por todo o mundo, havia importação de óleo venezuelano, que vinha a preços muito mais baixos. Isso fazia com que os combustíveis não sofressem majoração, porque os preços eram administrados pelo governo que segurava a intenção da Petrobrás de aumentar o valor.

 

A desvalorização artificial do preço do petróleo brasileiro seguia o caminho contrário dos preços de alimentos, bens de consumo e duráveis, que elevavam constantemente. O preço do barril de petróleo em julho de 2008 era de US$ 147 no mercado internacional, o maior preço dos últimos 10 anos. O mesmo barril encerrou 2017 custando pouco mais de 68 dólares, o que deveria puxar para baixo o preço dos combustíveis, certo? Errado! Justamente por não reajustar os combustíveis de acordo com o preço do barril no mercado durante os últimos anos, a Petrobrás, forçada pelo governo, construiu um poço sem fundo de déficit financeiro. A cifra aproxima-se do estratosférico valor de 100 bilhões de reais. Hoje, o custo da corrupção está sendo repassado para a população, já que não promoveram a variação dos preços dos combustíveis por vários anos.

 

Para melhor entendimento do leitor da coluna. Quando o preço do barril do petróleo estava em alta, as contas começaram a ser desequilibradas por meio da intervenção do governo que determinava a venda dos combustíveis sem reajuste. Isso foi perfurando cada vez mais o poço do controle inflacionário artificial. Com o fim do controle do governo sobre os combustíveis, depois da descoberta de trocentos escândalos envolvendo a subtração de centenas de milhões em recursos da própria Petrobrás, a empresa voltou a administrar por conta própria a cotação dos combustíveis. Por isso que o consumidor recebe impactos sucessivos como socos de um boxeador, sem tempo de reação, com um aumento atrás do outro. Esses recursos angariados com os preços astronômicos dos combustíveis no Brasil estão pagando a conta do que foi sublimado por tantos anos da Petrobrás. Obviamente, isso também está aliado à práticas lesivas como os desvios de 200 bilhões anuais oriundos de corrupção, bem como os altos gastos do Governo Federal, além da sua irresponsabilidade fiscal.

 

O maltrato com os recursos da Petrobrás durante tantos anos provocaram essa reação de elevação constante dos preços dos combustíveis, que causa tanta indignação em mim, em você, em todos. E o atual preço regulado com variação constante também irá prejudicar a economia, principalmente em nossa agricultura e pecuária, que depende basicamente do transporte rodoviário para escoar sua produção.

 

A consequência que estamos sofrendo atualmente poderia ter sido evitada com a administração dos preços de acordo com o barril do petróleo ao longo dos últimos anos. A cotação do combustível certamente estaria aproximada do valor atual, mas bens de consumo e alimentos, talvez não estivessem com um custo tão alto para as famílias como tem na atualidade.

 

09/01/2018 06:59:00
Alerte-se para a venda casada, isso é mais comum que parece

Muitas pessoas ao fazerem contratos de financiamento, ou contratar produtos com bancos caem na armadilha da venda casada de produtos. A venda casada caracteriza-se quando o consumidor, ao adquirir um produto ou serviço, leva embutido ou conjuntamente algo do mesmo tipo ou diferente, vendido sob a forma de condição contratual. O instituto da venda casada pode ser visualizado quando o fornecedor de produtos ou serviços condiciona que o consumidor só pode adquirir o primeiro se adquirir o segundo. Isso é ilegal, mas é praticado de forma impiedosa por instituições financeiras.

 

A proibição da prática da venda casada no Brasil, está discriminada no Código de Defesa do Consumidor em seu artigo 39, inciso I, constituindo infração da ordem econômica, o que está explicitado no artigo 36, parágrafo 3, inciso XVIII, da Lei n.º 12.529/2011. O exemplo direto disso é no sistema bancário, onde o consumidor é condicionado a adquirir outros produtos da instituição financeira, como no exemplo citado acima do financiamento habitacional, com a desculpa de ampliar a relação com o banco e baixar as prestações do produto inicial contratado. Bancos costumam realizar empréstimos, somente se houver uma contratação de seguro adicional. Isso não é dito ao cliente. Apenas ao ver o contrato, o consumidor fica sabendo.

 

Mas não é somente nisso. Você sabia que comprar um computador com o sistema operacional embutido também é uma venda casada? Softwares disponibilizados de forma “gratuita” no anúncio de venda de um computador pessoal, também estão inclusos no preço final do produto. Isso é um dos fatores que encarecem os preços de equipamentos de informática no Brasil. Existem outras versões de produto mais baratas, mas com sistemas operacionais que são gratuitos. Esses produtos mais baratos, no fim das contas saem ainda menos custosos que comprar um computador com o sistema operacional mais utilizado, por exemplo, mesmo que o consumidor queira comprar o sistema depois.

 

Outro caso de venda casada que acontece de forma tácita com a população é a chamada “consumação mínima” de alguns estabelecimentos que promovem eventos. O consumidor não é obrigado a consumir o que não deseja, de forma obrigatória, somente para atender as regras de permanência no local. A famosa “perda de comanda” também é uma venda casada. Os estabelecimentos que vendem produtos por meio de controle eletrônico, têm conhecimento de todo o consumo de cada pessoa no local, não podendo ser obrigado o consumidor a ter que manter consigo a comanda de consumação. O mais comum é estabelecer um valor de cobrança que, que não é nem um pouco baixo, para o cliente que perder o documento de controle.

 

A venda casada é proibida e a justiça tem dado ganho de causa aos consumidores que se sentiram lesados pela prática. Desde 2008, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou que o consumidor não está obrigado a adquirir o seguro habitacional da mesma entidade que financia o imóvel ou por seguradora por ela indicada, mesmo que este seguro seja obrigado por lei no Sistema Financeiro de Habitação.

 

Cartões de crédito também não podem ser condicionados à contratação de seguros e títulos de capitalização. O Superior Tribunal de Justiça já emitiu decisão contrária à instituição financeira nesse quesito. Existem várias situações que são consideradas venda casada, não apenas nesses exemplos citados.

 

O que fazer?

 

Quem se sentir vítima da prática ilegal e abusiva da venda casada deve procurar os órgãos de defesa do consumidor. PROCON municipal, estadual, Ministério Público e Delegacia de Defraudações, que também deve atender ao consumidor. O caminho mais simples é esse. Contudo, recomendo a orientação de um advogado especializado no tema, para haver um melhor embasamento jurídico.

 

O que o consumidor deve fazer ao ser colocado numa situação como essa? Aceite o contrato imposto com o condicionante, para depois fazer o seu reclame coma própria empresa, pedindo para invalidar a contratação indevida. Caso não obtenha êxito, parta para a ação judicial, com um advogado. A lei está do lado do consumidor, basta que ele busque o seu direito, pois venda casada é crime contra a ordem econômica e relações de consumo. O fornecedor não pode coagir o consumidor a contratar a mais do que as suas reais necessidades.

18/12/2017 12:37:00
Carga roubada, pirataria e contrabando financiam crime organizado

Comprar produto de carga roubada só serve para alimentar o tráfico de drogas, o crime organizado, financiar a matança generalizada que acontece no cotidiano, alavancar a violência que coloca a mim, você, todos nós atrás das grades e muros para nos proteger, retira a liberdade das pessoas, amplia o comércio ilegal, fortalece o contrabando, prejudica os serviços públicos com a falta de impostos arrecadados, além de muitos outros danos à economia.

 

Diga não ao produto irregular

Compre seus bens de consumo no comércio regular, na loja do centro, do shopping, do supermercado, enfim, do varejo que você conhece e pode confiar. Comprar no comércio é gerar emprego e renda para a população e estado, é dar dignidade para o trabalhador, é fazer circular as riquezas em seu próprio estado e município, é garantir o funcionamento dos serviços públicos, entre outras razões. Comprar no comércio é fazer todo o ciclo produtivo fluir, faz as pessoas crescerem e suas vidas melhorar. Diga não ao produto contrabandeado, não ao produto pirata, não à carga roubada!

 

Prejuízo de R$ 6.1 bilhões

Números divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) indicam que um caminhão carregado foi roubado a cada 23 minutos no Brasil entre 2011 e 2016. No período, aconteceram 97.786 ocorrências de roubo de carga, gerando um prejuízo de 6.1 bilhões de reais. Somente em 2016 foram registradas 22.547 ocorrências de roubo de carga.

 

Varejo terá a primeira alta anual nas vendas desde 2013

O comércio varejista deve ter um aumento nas vendas de 3,7%, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base nos dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de outubro, divulgada pelo IBGE. Se confirmada a previsão, esta será a primeira alta do varejo desde 2013.

 

Resgate do emprego

Em outubro, os dez segmentos que compõem o varejo ampliado tiveram queda de 1,4% em relação ao mês anterior. No entanto, esse fraco desempenho não deve impedir que as vendas fechem o ano de 2017 com alta.  “A inflação baixa, o espaço para cortes nos juros e o resgate gradual do mercado de trabalho deverão proporcionar ao varejo seu primeiro aumento de vendas em quatro anos”, afirmou o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes.

 

PIB Brasileiro deve crescer 1% neste ano

Anteriormente, a projeção dos analistas ouvidos no Boletim Focus, do Banco Central, era de crescimento de 0,5% no ano. Pesquisa feita segunda-feira com analistas de mercado aponta agora para um crescimento de 1% no ano, na média. Em setembro, essa média estava em 0,6%. A perda de ritmo de crescimento ao longo do ano (de 1,3% para 0,7% e, agora, 0,1%) se deveu em grande parte ao desempenho da agropecuária, cujo avanço foi concentrado no primeiro semestre, no terceiro trimestre, caiu 3%. Isso ocorre porque as principais safras do País, como soja e milho, são colhidas na primeira metade do ano.

 

Propulsor

A volta dos consumidores às compras foi o grande propulsor do crescimento econômico no terceiro trimestre do ano. O consumo das famílias cresceu 1,2% em relação ao segundo trimestre do ano, segundo o IBGE. Foi a terceira alta seguida. O arrefecimento da inflação, a queda na taxa de juros e a melhora do mercado de trabalho, com geração de vagas elevando a massa de salários em circulação no País, estão entre os principais fatores que animaram as pessoas a gastarem mais.

 

11/12/2017 11:26:00
Selic atinge mínima histórica, mas efeito no crédito demora

A taxa Selic atingiu ontem a sua mínima histórica, mas os juros médios cobrados pelos bancos seguem distantes dos níveis mais baixos registrados. O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu cortar o juro básico em 0,5 ponto percentual, para 7% ao ano, em decisão unânime e esperada pelo mercado. Foi a décima redução seguida. O Copom sinalizou ainda que haverá um novo corte, em ritmo menor, em fevereiro, mas que ele está atrelado à continuidade das reformas, em especial a da Previdência. Apesar da queda histórica, os juros cobrados pelos bancos não caem com a mesma velocidade e proporção.

 

Alta do calote

Para explicar a diferença, os bancos usam como principal argumento a alta do calote em decorrência da recessão. Isso tem sido válido para as empresas, mas não para os empréstimos pessoais. Em outubro, dado mais recente do Banco Central, a taxa média no crédito pessoal (excluído o consignado) estava em 132% ao ano para uma inadimplência de 8%. Chama a atenção que, no piso, em novembro de 2012 – quando a Selic ia ao menor nível até então, de 7,25% ao ano –, o juro no pessoal estava em 66,3% e a inadimplência era até um pouco maior, de 8,8%.

 

Aumento nos endividados no Brasil

CNC: endividamento das famílias cresceu pelo quinto mês

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) captou a quinta alta consecutiva do porcentual de famílias endividadas, de 62,2%, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) relativa ao mês de novembro. Em comparação a outubro, houve alta de 0,4 ponto porcentual. Em outubro, a taxa foi de 59,6%. Apesar de ter registrado mais famílias endividadas, a proporção das que possuem contas em atraso diminuiu, atingindo 25,8% do total ante 26% em outubro. Essa é a segunda queda mensal consecutiva, após o indicador ter alcançado o maior patamar do ano em setembro (26,5%). Comparado a novembro de 2016, no entanto, houve alta de 1,4 ponto porcentual.

 

Desemprego complica endividamento

A proporção de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes ficou estável em 10,1% entre outubro e novembro, mas apresentou alta em relação aos 9,5% de novembro de 2016. "A taxa de desemprego ainda bastante alta ajuda a explicar a dificuldade das famílias em pagar suas contas em dia e o pessimismo elevado em relação à capacidade de pagamento", afirma Marianne Hanson, economista da CNC.

 

Aracaju tem o menor índice de endividamento do ano

A pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), mostrou que o nível de endividamento das famílias aracajuanas apresentou a menor taxa este ano (56,5%). Em novembro do ano passado a taxa estava em 65,0%. Os números foram apresentados pela Fecomércio nesta semana.

 

Famílias

 O número de famílias endividadas também diminuiu em Aracaju. Em novembro deste ano 109.884 mil famílias estavam endividadas, 49.005 famílias tinham contas atrasadas e 33.924 não tiveram condições de pagar as dívidas atrasadas. Os dados da pesquisa de novembro/2017 foram coletados nos últimos dez dias do mês de outubro/2017.

 

Principais dívidas

Entre as principais modalidades de dívidas, o cartão de crédito lidera, com 90,3% do total das famílias mencionando esse tipo de dívida como principal, seguida de crédito pessoal (19%). Para as famílias com rendimento de até 10 salários mínimos (s.m), 91,7% mencionaram que suas dívidas são com cartão de crédito, já para as famílias com remuneração acima de 10 s.m esse percentual foi de 75,7%. Em se tratando de dívidas com crédito pessoal, para as famílias com remuneração de até 10 s.m, cerca de 18,8% declararam essa modalidade de dívida, já para as famílias com remuneração acima de 10 s.m, 21,6% mencionaram possuir esse tipo de dívida.

28/11/2017 06:28:00
Descontos da Black Friday chegam a 70% e devem permanecer até a próxima semana

Finalmente chegou o período tão esperado por lojistas e consumidores. E para quem deseja aproveitar para fazer as compras de Natal, os descontos da Black Friday chegam a 70%. A temporada de descontos não se resume meramente à sexta-feira de ontem. Começou antes para vários varejistas e deve seguir até o final da próxima semana. As promoções são vistas em lojas do Centro Comercial e nos quatro shoppings do estado, em Aracaju, Socorro e Itabaiana. Os comerciantes estavam ansiosos pela chegada do período.

 

Melhor momento do ano para compras

Laércio Oliveira, presidente da Fecomércio, destacou que esse é o melhor momento do ano para comprar bens de consumo, pois é o período em que os preços estão mais baixos. “Estou observando o comportamento dos empresários do comércio e fiquei muito feliz com o resultado, os preços oferecidos ao consumidor são extremamente atraentes. As lojas estavam tomadas pelo público ontem e isso anima não apenas para esse momento, mas também para os próximos meses, pois temos o Natal e a temporada de liquidações no início do ano. Novembro, dezembro e janeiro são ótimos meses para as compras”, disse Laércio. 

 

Brasil abriu mais 76,6 mil empregos novos em outubro

Na esteira da recuperação gradual da economia e com a expectativa de um fim de ano melhor para o varejo, o País abriu em outubro um total de 76,6 mil vagas de emprego com carteira assinada, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados de Desempregados (Caged) divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. Foi o sétimo aumento consecutivo do número de postos. Em 2017, as novas vagas já somam 302,2 mil. Desde 2013, quando foram criadas 94.893 vagas em outubro, o Brasil não apresentava números tão bons para o mês. O comércio puxou a alta de empregos, com 37,3 mil postos, seguido pela indústria de transformação, com 33,2 mil, e o setor de serviços, com 15,9 mil.

 

Prévia da inflação tem menor índice em novembro desde 1998

Em novembro, o IPCA-15, considerado a prévia da inflação, subiu 0,32%, abaixo dos 0,34% registrados em outubro. Esse foi o menor índice para o mês de novembro desde 1998. No acumulado do ano, o custo de vida avançou 1,52%, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE. O resultado do IPCA-15 foi influenciado pela conta de luz, combustíveis e gás de cozinha mais caros, e já era esperado pelo mercado. As altas foram compensadas pela sexta deflação consecutiva do segmento de alimentação, de 0,25%, contrariando o padrão sazonal de alta de preços no fim do ano. Atualmente, o mercado prevê inflação próxima de 12% no último trimestre. No mesmo período do ano passado, a carestia acumulada foi de 0,74%. Apesar de ser esperada uma pressão maior nesta reta final de 2017, são grandes as expectativas de que o IPCA feche o ano entre 3% e 3,1%, no piso da meta de inflação. 

 

Mais redução de juros

A previsão de que a carestia se mantenha na meta reforça a ideia de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncie mais um corte da taxa básica de juros (Selic), de 0,5 ponto percentual. A manutenção de reduções da taxa referencial do sistema financeiro em 2018, entretanto, não deve se repetir nos níveis atuais, avalia o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes. A expectativa do economista está ancorada nos preços livres, aqueles cujas variações são sensíveis à dinâmica da oferta e demanda. Atualmente, estão em 1,5% no acumulado em 12 meses, mas devem voltar a subir em 2018, pressionados por alguma retomada da demanda das famílias e por pressão dos alimentos. "Os preços livres devem começar a subir lentamente nos próximos meses, o que pode, em última instância, dar argumentos para o BC reduzir o ritmo de corte dos juros", prevê Bentes. 

 

Crédito para pessoas jurídicas caiu 22% em três anos

O saldo das operações de crédito para pessoa jurídica caiu em três anos. Em dezembro de 2014, houve queda de 2,3%, em termos reais, em relação ao ano anterior, atingindo R$ 946,1 bilhões. Em 2015, nova queda de 5,2% e finalmente uma forte retração de 15,5% em 2016 com o saldo recuando para R$ 757,7 bilhões. O levantamento foi feito pela Fecomércio de São Paulo, com base em dados do Banco Central. Isso significa uma redução de quase R$ 212 bilhões, ou 22%, na oferta de recursos entre 2013 e 2016. A taxa efetiva de juros médios cobrados continuou em alta no período. Era de 21,3% ao ano em 2014, foi para 24% em 2015 e 27,5% em 2016. Entre 2013 e 2016, a alta foi de mais de sete pontos percentuais a 17,5%.

 

Contas externas têm o melhor resultado em outubro desde 2007

O aumento das exportações nas últimas semanas ajudou o Brasil a encerrar outubro com o melhor resultado das contas externas para o mês desde 2007. Dados do Banco Central mostram que o déficit das contas externas caiu 90% na comparação com o ano anterior, para US$ 343 milhões no mês passado. Os números indicam ainda que o efeito da gradual retomada da economia começa a ser mais visível na demanda por bens e serviços do exterior e viagens internacionais, além de remessas de lucros e dividendos. Números apresentados ontem indicam que o ajuste das contas externas continua. Ainda influenciado pela mais profunda recessão em décadas, o total das transações do Brasil com o mundo gerou saldo negativo de US$ 3,03 bilhões de janeiro a outubro, valor 82% menor que o visto um ano antes. Parte desse ajuste é resultado da balança comercial, cujo saldo positivo saltou 132% em um ano, para US$ 4,9 bilhões em outubro. A entrada maior de dólares pelo comércio exterior é resultado principalmente das exportações, que tiveram alta mensal de 37%. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços.

 

 

21/11/2017 11:33:00
Comércio sergipano está animado para o final do ano

Comércio animado

Os empresários do comércio sergipano estão animados para o final do ano. A Pesquisa Mensal do Comércio do mês de setembro, realizada pelo IBGE e analisada pela Fecomércio, mostra que o volume de vendas cresceu 2,5% em relação a agosto. A receita nominal de vendas também subiu, atingido a marca positiva de 2,3%. Esse é o reflexo direto da melhoria da renda populacional, conforme explicado em nossa coluna há algumas semanas. O volume de vendas do comércio varejista também cresceu em relação ao mesmo período do ano passado, subiu 0,7%. Já a receita cresceu 2,6%, comparado a 2016. Considerando que o período de maior vendagem do comércio está cada dia mais próximo, a expectativa é de um crescimento ainda maior.

 

Varejo Ampliado

Já o comércio varejista ampliado, o que congrega todas as atividades comerciais, cresceu surpreendentes 8,1% entre setembro de 2016 e deste ano. O número anima cada vez mais os empresários do comércio que estão sentindo a volta da clientela em seus estabelecimentos. A receita nominal cresceu 8,3%, comparado a setembro do ano passado. Os sinais de melhora são claros e evidentes.

 

Laércio

Laércio Oliveira, presidente da Fecomércio, comemorou o resultado e disse que Sergipe está apresentando uma reação positiva. “Após um período de dificuldades, Sergipe começa a apresentar reação positiva, o que sinaliza uma estabilidade para o comércio local. Fatores como a queda da taxa de juros, a inflação estabilizada e sob controle, a diminuição da inadimplência ajudaram a retomar o crescimento do consumo. A recuperação vai acontecer de forma gradativa. Isso já está refletindo no número de empregos do comércio, que já apresenta crescimento desde setembro, gerando novas oportunidades de trabalho. Esses fatores aliados à melhoria das relações trabalhistas vão promover a inclusão de mais sergipanos de volta ao mercado de trabalho”, disse Laércio.

 

Brasil receberá 200,5 bilhões com 13º salário

O pagamento do décimo terceiro salário deve injetar cerca de R$ 200,5 bilhões na economia brasileira este ano, um crescimento de 4,7% na comparação ao ano passado. O valor previsto corresponde a cerca de 3,2% do PIB do País e foi divulgado ontem pelo Dieese. O levantamento não considera trabalhadores autônomos e assalariados sem carteira que devem receber algum tipo de abono de fim de ano. Cerca de 83,3 milhões de brasileiros devem receber o décimo terceiro salário, benefício que é pago aos trabalhadores com carteira assinada, beneficiários da Previdência Social e aposentados e pensionistas da União, dos estados e dos municípios. Em média, cada trabalhador receberá cerca de R$ 2,25 mil. Do total a ser pago, R$ 132,7 bilhões (66,2%) são destinados a trabalhadores formais.

 

Em Sergipe...

...no ano passado, de acordo com o DIEESE, a economia recebeu uma injeção de R$ 1,4 bilhão de reais. A expectativa, considerando o crescimento da renda em proporção aos anos, já que em 2015 o volume amealhado foi de R$ 1,3 bilhão, a expectativa é que com o crescimento da economia, o montante possa chegar a R$ 1,6 bilhão. Com o crescimento da atividade do comércio, certamente o final de ano será melhor para os sergipanos, que irão comprar mais.

 

Serasa Experian: atividade do comércio cresceu em outubro

O movimento dos consumidores nas lojas em outubro registrou alta de 0,8% na comparação com setembro deste ano, já efetuados os ajustes sazonais, segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, divulgado ontem. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve crescimento de 6,5%. No acumulado do ano até outubro, a atividade varejista cresceu 0,3% frente ao período de janeiro a outubro do ano passado. Segundo a Serasa Experian, a data comemorativa do Dia das Crianças, o avanço do crédito, a queda da inflação e a recuperação da renda real e do emprego impulsionaram a movimentação dos consumidores nas lojas. O resultado de outubro foi influenciado pela alta de 6,4% do segmento de móveis, e de 4,1% de eletroeletrônicos e informática. 

 

Todos os estados brasileiros tiveram queda do PIB em 2015

Todos os estados brasileiros registraram queda no PIB em 2015, de acordo com dados das Contas Regionais, divulgados ontem pelo IBGE. A queda ocorreu primeira vez em todas as unidades da federação ao longo da série histórica iniciada em 2002. Naquele ano, o PIB nacional caiu 3,5%.

14/11/2017 09:05:00
Pagamento de 13º salário deve injetar R$ 200,5 bilhões na economia

O pagamento do décimo terceiro salário deve injetar cerca de R$ 200,5 bilhões na economia brasileira este ano, um crescimento de 4,7% na comparação ao ano passado. O valor previsto corresponde a cerca de 3,2% do PIB do País e foi divulgado ontem pelo Dieese. O levantamento não considera trabalhadores autônomos e assalariados sem carteira que devem receber algum tipo de abono de fim de ano. Cerca de 83,3 milhões de brasileiros devem receber o décimo terceiro salário, benefício que é pago aos trabalhadores com carteira assinada, beneficiários da Previdência Social e aposentados e pensionistas da União, dos estados e dos municípios. Em média, cada trabalhador receberá cerca de R$ 2,25 mil. Do total a ser pago, R$ 132,7 bilhões (66,2%) são destinados a trabalhadores formais.

 

Previdência: governo aceita reduzir tempo de contribuição

O governo cedeu ao Congresso e aceitou manter em 15 anos o tempo mínimo de contribuição previdenciária para que os trabalhadores tenham direito a entrar com pedido de aposentadoria. O texto da reforma aprovado por comissão especial da Câmara em maio aumentava o pedágio para 25 anos. Porém, mesmo disposta a enxugar a reforma da Previdência, a equipe econômica ainda enfrenta uma queda de braço com os parlamentares sobre como deve ser o texto enxuto a ser colocado em votação no plenário. O governo defende que a espinha dorsal da reforma precisa ter quatro pontos, mas a base aliada só endossa dois deles. A equipe econômica quer manter na proposta a fixação de urna idade mínima para aposentadoria, com regra de transição; a equiparação entre trabalhadores do setor privado e do serviço público; a mudança na regra de cálculo de benefícios e pensões; e a criação de um fundo de previdência complementar nos estados. Porém, depois de reuniões com líderes esta semana, ficou claro que só duas das medidas têm consenso por ora: idade mínima e equiparação entre trabalhadores para acabar com privilégios do funcionalismo. O restante dessa espinha dorsal, além de mudanças para trabalhadores rurais e no pagamento de benefícios sociais, deve acabar caindo.

 

Serasa Experian: atividade do comércio cresce em outubro

O movimento dos consumidores nas lojas em outubro registrou alta de 0,8% na comparação com setembro deste ano, já efetuados os ajustes sazonais, segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, divulgado ontem. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve crescimento de 6,5%. No acumulado do ano até outubro, a atividade varejista cresceu 0,3% frente ao período de janeiro a outubro do ano passado. Segundo a Serasa Experian, a data comemorativa do Dia das Crianças, o avanço do crédito, a queda da inflação e a recuperação da renda real e do emprego impulsionaram a movimentação dos consumidores nas lojas. O resultado de outubro foi influenciado pela alta de 6,4% do segmento de móveis, e de 4,1% de eletroeletrônicos e informática. 

 

Sicoob é inaugurado em Aracaju

Aconteceu na última quinta-feira, (09), a inauguração  da agência do Sicoob Leste  em Aracaju ao lado. O Sicoob é a maior  instituição de sistema financeiro cooperativo do país. O novo banco em aracaju abrirá cerca de 60 novos empregos, fomentando o mercado, além de trazer mais desenvolvimento para Sergipe, que tem atraído cada vez mais novas oportunidades de negócios. A inauguração contou com a presença do presidente do banco, Nivaldo Nascimento, que estava acompanhado do presidente da Fecomercio Sergipe, Laércio  Oliveira, além do presidente da Fecomércio Alagoas, Dr. Wilton Malta. 



Despedida

Depois de 65 anos de história na educação sergipana, a direção do Grêmio Escolar Graccho Cardoso comunicou que no dia 31 de dezembro de 2017 vai encerrar as atividades na capital. Em uma nota, a instituição justificou que a “legislação inviabiliza a existência” da unidade. Nas redes sociais, vários professores, alunos e ex-alunos, que fazem parte da história do Graccho, lamentaram o fim das atividades. Para a equipe do colégio, a despedida é também sinônimo de gratidão. “Nossa obra não morre aqui. A semente que plantamos nos corações de todos, que experimentaram a sensação de fazer parte desta família, continuará a germinar...”.

07/11/2017 11:24:00
Taxa de desemprego volta a cair

Os dados divulgados pela PNAD Contínua sobre o comportamento do mercado de trabalho no terceiro trimestre reforçam as tendências manifestadas nas pesquisas anteriores. Segundo a pesquisa do IBGE, o desemprego continuou em queda, mas sustentado principalmente pela informalidade e com estabilidade nos rendimentos. A taxa de desemprego caiu de 13%, no segundo trimestre, para 12,4% da população economicamente ativa, o que representa ainda um contingente de 12,9 milhões de desempregados. E o número de empregados com carteira assinada permaneceu estacionado em 33,3 milhões, enquanto o número total de pessoas ocupadas subiu 1,2% em relação ao segundo trimestre, totalizando 91,3 milhões. Em três anos, o País perdeu 3,4 milhões de empregos com carteira assinada.

 

Renda do trabalhador cresce e impulsiona consumo

O mercado de trabalho brasileiro movimentou R$ 188,1 bilhões em salários no terceiro trimestre do ano. O resultado representa quase R$ 7 bilhões a mais em circulação na economia no período de um ano, impulsionando a expectativa de venda para o próximo Natal. Os dados PNAD Contínua, divulgada pelo IBGE. Depois de atingir o auge de R$ 191,5 bilhões no quarto trimestre de 2014, a massa de salários começou uma derrocada até atingir R$ 181,1 bilhões no terceiro trimestre de 2016. De lá para cá, cresceu 3,9%. Isso representa uma recuperação de R$ 7 bilhões na renda dos trabalhadores, o que tem promovido aumento no consumo.

Senac e BNB fazem acordo de cooperação

Laércio Oliveira, presidente do Sistema Fecomércio, Paulo do Eirado, diretor do Senac e Antônio César de Santana, superintendente do BNB em Sergipe, assinaram um Acordo de Cooperação Técnica visando estimular a capacidade empresarial e competitiva dos alunos e egressos do Senac que desejam montar seus próprios negócios. O objetivo é permitir que eles tenham acesso a informações e orientações que os apoiem na realização de financiamentos ou empréstimos no BNB. O convênio vai estimular o empreendedorismo nos alunos formados pelo Senac no estado.

 

Caminho errado da tributação

Em qualquer país, a tributação é feita sobre patrimônio, renda e depois no consumo. No Brasil é o inverso, primeiro se tributa o consumo, depois renda, e quase não se tributa o patrimônio. Temos essas distorções que têm que ser corrigidas. O exemplo está em Portugal, que estimula o empresariado a investir no negócio para gerar emprego e renda para todos. No Brasil é o contrário, desanimam o empresário, com a carga tributária que tira do consumidor e diminui o incentivo ao empresariado. Nesse modelo todo mundo perde. Não adianta arrecadar sem gerar emprego para a população.

 

Escalada de renda das famílias vai ocorrer de forma mais lenta

Com a recuperação do emprego e da renda nos próximos anos, 4,1 milhões de famílias devem ingressar na classe C e 2,9 milhões na classe B ao longo do período 2019-2026. A proporção de domicílios nessas classes deve chegar a 29,8% e 15,7%, respectivamente, superando os patamares anteriores à crise (28,6% e 15,4%, em 2014). Essa escalada da renda vai ocorrer, porém, de forma mais lenta que a observada no período que antecedeu a recessão. Os dados foram levantados e projetados pela consultoria Tendências, com base na PNAD Contínua.

 

Mais uma supersafra em Sergipe

A produção de milho pode bater um novo recorde em Sergipe. De acordo com a Secretaria de Agricultura do Estado, a estimativa de crescimento é de 462% superior ao volume colhido no ano passado. A estimativa é que se chegue a 793 mil toneladas de milho na colheita desse ano. A supersafra de milho mostra que o ano foi bom para o estado no quesito agricultura, pois há poucos meses, houve uma produção fenomenal de feijão, caracterizando a primeira supersafra deste ano. O mercado de agricultura neste ano está pujante, principalmente às chuvas que foram muitas no estado, ao longo deste ano.

 

 

 

 

 

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Colunista Marcio Rocha
Marcio Rocha é jornalista formado pela UNIT e radialista formado pela UFS, especializado em economia, com experiência de quase 20 anos na comunicação sergipana.
Marcio Rocha

 

O conteúdo desta publicação é de responsabilidade do colunista.

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