Marcio Rocha
14/11/2017 09:05:00
Pagamento de 13º salário deve injetar R$ 200,5 bilhões na economia

O pagamento do décimo terceiro salário deve injetar cerca de R$ 200,5 bilhões na economia brasileira este ano, um crescimento de 4,7% na comparação ao ano passado. O valor previsto corresponde a cerca de 3,2% do PIB do País e foi divulgado ontem pelo Dieese. O levantamento não considera trabalhadores autônomos e assalariados sem carteira que devem receber algum tipo de abono de fim de ano. Cerca de 83,3 milhões de brasileiros devem receber o décimo terceiro salário, benefício que é pago aos trabalhadores com carteira assinada, beneficiários da Previdência Social e aposentados e pensionistas da União, dos estados e dos municípios. Em média, cada trabalhador receberá cerca de R$ 2,25 mil. Do total a ser pago, R$ 132,7 bilhões (66,2%) são destinados a trabalhadores formais.

 

Previdência: governo aceita reduzir tempo de contribuição

O governo cedeu ao Congresso e aceitou manter em 15 anos o tempo mínimo de contribuição previdenciária para que os trabalhadores tenham direito a entrar com pedido de aposentadoria. O texto da reforma aprovado por comissão especial da Câmara em maio aumentava o pedágio para 25 anos. Porém, mesmo disposta a enxugar a reforma da Previdência, a equipe econômica ainda enfrenta uma queda de braço com os parlamentares sobre como deve ser o texto enxuto a ser colocado em votação no plenário. O governo defende que a espinha dorsal da reforma precisa ter quatro pontos, mas a base aliada só endossa dois deles. A equipe econômica quer manter na proposta a fixação de urna idade mínima para aposentadoria, com regra de transição; a equiparação entre trabalhadores do setor privado e do serviço público; a mudança na regra de cálculo de benefícios e pensões; e a criação de um fundo de previdência complementar nos estados. Porém, depois de reuniões com líderes esta semana, ficou claro que só duas das medidas têm consenso por ora: idade mínima e equiparação entre trabalhadores para acabar com privilégios do funcionalismo. O restante dessa espinha dorsal, além de mudanças para trabalhadores rurais e no pagamento de benefícios sociais, deve acabar caindo.

 

Serasa Experian: atividade do comércio cresce em outubro

O movimento dos consumidores nas lojas em outubro registrou alta de 0,8% na comparação com setembro deste ano, já efetuados os ajustes sazonais, segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, divulgado ontem. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve crescimento de 6,5%. No acumulado do ano até outubro, a atividade varejista cresceu 0,3% frente ao período de janeiro a outubro do ano passado. Segundo a Serasa Experian, a data comemorativa do Dia das Crianças, o avanço do crédito, a queda da inflação e a recuperação da renda real e do emprego impulsionaram a movimentação dos consumidores nas lojas. O resultado de outubro foi influenciado pela alta de 6,4% do segmento de móveis, e de 4,1% de eletroeletrônicos e informática. 

 

Sicoob é inaugurado em Aracaju

Aconteceu na última quinta-feira, (09), a inauguração  da agência do Sicoob Leste  em Aracaju ao lado. O Sicoob é a maior  instituição de sistema financeiro cooperativo do país. O novo banco em aracaju abrirá cerca de 60 novos empregos, fomentando o mercado, além de trazer mais desenvolvimento para Sergipe, que tem atraído cada vez mais novas oportunidades de negócios. A inauguração contou com a presença do presidente do banco, Nivaldo Nascimento, que estava acompanhado do presidente da Fecomercio Sergipe, Laércio  Oliveira, além do presidente da Fecomércio Alagoas, Dr. Wilton Malta. 



Despedida

Depois de 65 anos de história na educação sergipana, a direção do Grêmio Escolar Graccho Cardoso comunicou que no dia 31 de dezembro de 2017 vai encerrar as atividades na capital. Em uma nota, a instituição justificou que a “legislação inviabiliza a existência” da unidade. Nas redes sociais, vários professores, alunos e ex-alunos, que fazem parte da história do Graccho, lamentaram o fim das atividades. Para a equipe do colégio, a despedida é também sinônimo de gratidão. “Nossa obra não morre aqui. A semente que plantamos nos corações de todos, que experimentaram a sensação de fazer parte desta família, continuará a germinar...”.

07/11/2017 11:24:00
Taxa de desemprego volta a cair

Os dados divulgados pela PNAD Contínua sobre o comportamento do mercado de trabalho no terceiro trimestre reforçam as tendências manifestadas nas pesquisas anteriores. Segundo a pesquisa do IBGE, o desemprego continuou em queda, mas sustentado principalmente pela informalidade e com estabilidade nos rendimentos. A taxa de desemprego caiu de 13%, no segundo trimestre, para 12,4% da população economicamente ativa, o que representa ainda um contingente de 12,9 milhões de desempregados. E o número de empregados com carteira assinada permaneceu estacionado em 33,3 milhões, enquanto o número total de pessoas ocupadas subiu 1,2% em relação ao segundo trimestre, totalizando 91,3 milhões. Em três anos, o País perdeu 3,4 milhões de empregos com carteira assinada.

 

Renda do trabalhador cresce e impulsiona consumo

O mercado de trabalho brasileiro movimentou R$ 188,1 bilhões em salários no terceiro trimestre do ano. O resultado representa quase R$ 7 bilhões a mais em circulação na economia no período de um ano, impulsionando a expectativa de venda para o próximo Natal. Os dados PNAD Contínua, divulgada pelo IBGE. Depois de atingir o auge de R$ 191,5 bilhões no quarto trimestre de 2014, a massa de salários começou uma derrocada até atingir R$ 181,1 bilhões no terceiro trimestre de 2016. De lá para cá, cresceu 3,9%. Isso representa uma recuperação de R$ 7 bilhões na renda dos trabalhadores, o que tem promovido aumento no consumo.

Senac e BNB fazem acordo de cooperação

Laércio Oliveira, presidente do Sistema Fecomércio, Paulo do Eirado, diretor do Senac e Antônio César de Santana, superintendente do BNB em Sergipe, assinaram um Acordo de Cooperação Técnica visando estimular a capacidade empresarial e competitiva dos alunos e egressos do Senac que desejam montar seus próprios negócios. O objetivo é permitir que eles tenham acesso a informações e orientações que os apoiem na realização de financiamentos ou empréstimos no BNB. O convênio vai estimular o empreendedorismo nos alunos formados pelo Senac no estado.

 

Caminho errado da tributação

Em qualquer país, a tributação é feita sobre patrimônio, renda e depois no consumo. No Brasil é o inverso, primeiro se tributa o consumo, depois renda, e quase não se tributa o patrimônio. Temos essas distorções que têm que ser corrigidas. O exemplo está em Portugal, que estimula o empresariado a investir no negócio para gerar emprego e renda para todos. No Brasil é o contrário, desanimam o empresário, com a carga tributária que tira do consumidor e diminui o incentivo ao empresariado. Nesse modelo todo mundo perde. Não adianta arrecadar sem gerar emprego para a população.

 

Escalada de renda das famílias vai ocorrer de forma mais lenta

Com a recuperação do emprego e da renda nos próximos anos, 4,1 milhões de famílias devem ingressar na classe C e 2,9 milhões na classe B ao longo do período 2019-2026. A proporção de domicílios nessas classes deve chegar a 29,8% e 15,7%, respectivamente, superando os patamares anteriores à crise (28,6% e 15,4%, em 2014). Essa escalada da renda vai ocorrer, porém, de forma mais lenta que a observada no período que antecedeu a recessão. Os dados foram levantados e projetados pela consultoria Tendências, com base na PNAD Contínua.

 

Mais uma supersafra em Sergipe

A produção de milho pode bater um novo recorde em Sergipe. De acordo com a Secretaria de Agricultura do Estado, a estimativa de crescimento é de 462% superior ao volume colhido no ano passado. A estimativa é que se chegue a 793 mil toneladas de milho na colheita desse ano. A supersafra de milho mostra que o ano foi bom para o estado no quesito agricultura, pois há poucos meses, houve uma produção fenomenal de feijão, caracterizando a primeira supersafra deste ano. O mercado de agricultura neste ano está pujante, principalmente às chuvas que foram muitas no estado, ao longo deste ano.

 

 

 

 

 

25/10/2017 15:40:00
FGV: confiança do consumidor subiu em outubro

A confiança do consumidor subiu novamente em outubro e voltou ao nível  anterior ao agravamento da crise política em maio, com a delação da JBS. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) repetiu em outubro a alta de 1,4 ponto registrada em setembro e chegou a 83,7 pontos, maior nível desde março de 2017 (85,3). De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, o indicador avançou 3,8 pontos quando comparado a outubro de 2016. A FGV atribui o avanço na confiança do consumidor a uma recuperação mais consistente da economia.

 

Presidente do TST garante que nova lei trabalhista será cumprida

Presidente do Tribunal Superior do Trabalho, o ministro Ives Gandra Filho chama de "suicídio institucional" a reação de juízes, procuradores e fiscais do Trabalho às mudanças promovidas pela reforma trabalhista. A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) publicou 125 enunciados declarando a suposta inconstitucionalidade de artigos da Lei 13.467 e incentivando o não cumprimento da nova legislação. "A Anamatra já fez outras jornadas com enunciados que nunca nos influenciaram aqui no TST", disse Gandra ao Valor Econômico Ele afirma que os enunciados foram aprovados por uma "minoria" de juízes "que faz muito estardalhaço". "A lei será cumprida", garantiu, advertindo para o risco de o Congresso extinguir a Justiça do Trabalho. 

 

Brasileiros do Senai e Senac massacram rivais em competição mundial

Quando o assunto é desempenho de profissões técnicas, é o Brasil quem ganha de diversos países por 7 a 1, promovendo um verdadeiro massacre de alta qualidade educacional. Confirmando a qualidade do ensino do Sistema S, a exemplo do Senac e Senai e do trabalho desenvolvido em diversos ramos, os brasileiros conquistaram 7 medalhas de ouro, 5 de prata e 3 de bronze, além de 26 certificados de excelência, na WorldSkills 2017, maior competição de modalidades que correspondem às profissões técnicas da indústria e do setor de serviços. As vitórias garantiram o segundo lugar no torneio finalizado quarta-feira em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Realizada entre os dias 15 e 18 deste mês, a WorldSkills reuniu 1.256 jovens de 68 países em 52 ocupações técnicas. A delegação brasileira contou com 56 pessoas, composta por alunos do Senai e Senac. Os competidores são estudantes de cursos de educação profissional de até 23 anos de idade no ano em que se realiza o torneio. Em Abu Dhabi, eles formaram a equipe que ganhou o nome Top One, que concorreu em 50 modalidades.

 

Setor terciário volta a gerar empregos em Sergipe

Após sofrer com os rebates da crise econômica em todo o país, o setor terciário voltou a gerar vagas de emprego para a população sergipana. Na última análise do Ministério do Trabalho, os subsetores de comércio e serviços em Sergipe apontaram crescimento de postos de trabalho com carteira assinada. Os números são relacionados ao mês de setembro. A atividade de serviços de utilidade pública cresceu em 25 novas oportunidades de trabalho. O setor de serviços apontou um crescimento de 33 novas vagas. Já o comércio inicia sua temporada de contratações antes mesmo do esperado, que seria no mês de outubro, com crescimento de 272 postos de trabalho em setembro. Os números são o reflexo da confiança dos empresários no momento econômico, que sinaliza melhora para os próximos meses, seguindo o ritmo ascendente.

 

Recuperação

O presidente do Sistema Fecomércio, o deputado federal Laércio Oliveira, manifestou muito ânimo com os resultados antecipados de contratações nos setores e destacou que, principalmente as atividades relacionadas aos serviços estão com saldo positivo durante todo o ano. “Os números são animadores e refletem a confiança no melhor momento econômico que estamos vivendo, diante dos últimos dois anos que foram sofríveis para todo o setor produtivo. Ressalto que somadas, as atividades de serviços em todas suas esferas estão com saldo positivo de 1.113 novas oportunidades de trabalho. O comércio começa a apontar uma recuperação que nos anima para o final do ano, pois está chegando a melhor temporada de vendas para as empresas. Então são números que devemos comemorar. Em nível nacional, já são seis meses seguidos com crescimento do emprego, com mais de 208 mil novos postos de trabalho. Estamos deixando a crise para trás”, ressaltou.

 

Saques do PIS/Pasep podem canalizar R$ 5 bilhões para o varejo

A Agência Brasil informa que governo libera hoje os saques do PIS e do Pasep para idosos com mais de 70 anos. Nesta primeira fase do programa, a expectativa da Caixa Econômica Federal é de que 3,6 milhões de pessoas sejam beneficiadas. A partir do dia 17 de novembro, os pagamentos começam a ser feitos para aposentados. Em dezembro, os saques também serão autorizados para mulheres a partir de 62 anos e para homens a partir dos 65. Não há data limite para que o dinheiro seja retirado e os beneficiários que ainda não atingiram a idade mínima poderão aguardar o aniversário para sacar. O chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes, avaliou que o impacto será ainda melhor do que o das contas inativas do FGTS: “o setor de comércio deve se beneficiar mais com o PIS/Pasep do que com o FGTS. A gente estima que de R$ 16 bilhões, talvez mais de R$ 5 bilhões acabem chegando no varejo”. Bentes ressaltou que muitos consumidores devem utilizar os recursos do PIS e do Pasep para quitar dívidas.

 

Formalização de autônomos cresceu mais de 10% em dois anos

Apesar de a recessão ter inchado o grupo dos trabalhadores sem carteira assinada, entre os autônomos e empregadores a formalização deu um salto de 2014 a 2016. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados ontem pelo IBGE, mostram que cresceu mais de 10% o número de contas próprias ou empreendimentos registrados no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) nesse período. Enquanto entre 2014 e 2016 o número de trabalhadores por conta própria subiu 5%, os com CNPJ cresceram 14%, e os informais, 6%. Já a quantidade de empregadores nesse mesmo período cresceu 11%, sendo que o aumento de formais foi de 12% e o de informais, apenas 5,8%. Para Adriana Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, o salto é reflexo, em grande parte, da entrada em vigor, em 2009, da lei que criou o Microempreendedor Individual (MEI) e facilitou a formalização de profissionais de mais de 200 tipos de ocupações.

 

Prévia do PIB recua 0,38%, mas não muda tendência de recuperação

Após dois meses seguidos de alta, o IBC-Br, indicador divulgado pelo BC e conhecido como “prévia do PIB”, registrou queda de 0,38% em agosto na comparação com o mês anterior. O recuo, no entanto, não muda a tendência de recuperação da economia brasileira, na avaliação de economistas. Indicadores do mês de setembro, já conhecidos, e que também servem como termômetro do ritmo de atividade, mostram que a trajetória de retomada continua e que a queda de agosto foi um soluço. Em setembro a produção de veículos cresceu 3,9% em relação a agosto. O fluxo de cargas pesadas nas rodovias aumentou 0,7% no mesmo período. E as vendas do comércio varejista tiveram desempenho positivo, apesar da retração de 1,1% na expedição de papelão ondulado. No mês passado, a receita de vendas do comércio varejista brasileiro apresentou crescimento de 2,4%, em comparação com o mesmo período de 2016, descontada a inflação, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), que considera as vendas de veículos e materiais de construção. Dados preliminares da Associação Comercial de São Paulo de outubro mostram que o movimento do varejo na cidade de São Paulo continua positivo este mês e aumentou 3% em relação a igual período de 2016. Um termômetro ainda mais abrangente é o Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace), do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas. Ele reúne oito índices, entre indicadores da economia real, do mercado financeiro, do mercado de ações e comércio exterior. Em setembro, o Iace subiu 1,8% ante agosto, na terceira alta mensal seguida.

 

Salários voltam a ter aumento real após três semestres de perdas

Levantamento do Dieese mostra que as negociações salariais voltaram a ficar positivas no primeiro semestre deste ano, após três semestres seguidos de perdas nos ganhos dos trabalhadores. A variação real média dos reajustes de janeiro a julho de 2017 foi de 0,32%. Cerca de 60% das negociações salariais conquistaram aumento real. O principal fator nesse movimento ainda é a inflação baixa, que ajudou nas negociações: “O que chama a atenção é a interrupção da trajetória que começou em 2015 e se aprofundou em 2016. A retomada se deve à queda da inflação anual, que chegou a bater 11% em 2016 e agora está em 1,71%. O segundo fator é que os indicadores apontam que já chegamos ao fundo do poço. É um cenário menos ruim para as negociações do que se viu em 2016”, explicou José Silvestre, coordenador de Relações Sindicais do Dieese. No primeiro semestre, apenas 10% tiveram perdas. Esse resultado de 60% de convenções com ganhos reais foi a média do semestre. Ao se comparar mês a mês, a situação é mais positiva nas negociações recentes: em janeiro, foram 42% acima da inflação; em junho, esse percentual subiu para 80% e não houve acordos com perda salarial, segundo Silvestre.

 

 

09/10/2017 17:08:00
Problemas conjunturais e estruturais inviabilizam manter uma empresa

Empreender no Brasil não é uma tarefa fácil. Na crise, os desafios ficam ainda maiores. Em 2015, apenas 37,8% das 733,6 mil empresas criadas cinco anos antes ainda se mantinham ativas. É o que aponta o último levantamento Demografia das Empresas, divulgado ontem pelo IBGE. Os dados mostram ainda que, pelo segundo ano consecutivo, o saldo de criação de empresas ficou negativo. Analistas observam que 2015 foi difícil para empreendedores porque, além da recessão, que se manifestou com força naquele ano, a inflação subiu para 10,67%, levando muitas famílias a segurarem os gastos. A queda no consumo, intensificada pelo aumento do desemprego e pelas altas taxas de juros, tornou inviável a operação de muitas empresas e inibiu os investimentos na criação de novas. O problema no Brasil, no entanto, não é apenas conjuntural, de acordo com o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes. “É, também, estrutural. A alta carga tributária e o custo Brasil tornam muito difícil abrir, manter e até fechar uma empresa”, destacou. Para o economista, o retrato de 2016 virá tão ruim quanto o divulgado ontem. As micro e pequenas empresas (MPEs) foram as que mais sofreram no período de crise. Ciente da representatividade delas, que respondem por 98% do contingente de pessoas jurídicas no País, por 27% do PIB, e por 60% dos empregos, o governo criou ontem a Semana Nacional do Crédito. Ao longo do mês, sete bancos destinarão R$ 9 bilhões em recursos a empreendimentos de menor porte. Embora considere a iniciativa louvável, Fabio Bentes, da CNC, ressalta que é preciso mais. “O governo deve avançar na agenda reformista e sinalizar para os investidores a intenção de reduzir o custo de operar no País”, destacou.

 

Laércio Oliveira: lei da terceirização beneficia o setor de turismo

O seminário “Desafios da Aviação”, realizado pela CNC, reuniu os principais líderes de entidades ligadas ao turismo, um grande gerador de serviços que é sempre esmagado por impostos e taxas. O resultado é muitas vezes a inviabilização de negócios devido aos altos custos, como destaca o Portal Radar. O vice-presidente da CNC e deputado federal, Laércio Oliveira, foi o relator e defensor da lei da terceirização – que demorou 20 anos para ser aprovada – e responsável pela emenda do trabalho intermitente. De acordo com Laércio, a aprovação da reforma irá beneficiar diversos segmentos que envolvem o turismo, como prestação de serviços, de hospedagem, entre outros. Isso graças à redução de custos operacionais, alteração de taxas e recolhimento de impostos. Laércio ainda ressaltou a importância dos presentes no seminário não cruzarem os braços, pois ainda existe “um longo e árduo caminho a percorrer”. O executivo alertou que é necessário que os empregadores levem a informação correta aos seus funcionários e sindicatos ligados às suas atividades. “A lei vem para beneficiar a todos, vide o aumento do número de índice de crescimento de contratações após a aprovação da lei”, finalizou. 

 

Governo vai adiar pacote de medidas até fim da denúncia

O Valor Econômico destacou que o governo deve adiar, para o fim de outubro ou até para novembro, o pacote de medidas, anunciado há dois meses, com o objetivo de gerar receitas e cortar despesas em 2018. A equipe econômica alega que as medidas, que desagradam a funcionários públicos e empresas, são necessárias para o cumprimento da meta fiscal no próximo ano. Mas, pressionado pela base parlamentar que apoia seu governo, o presidente Michel Temer deve postergar o pacote, como já fez com a reforma da Previdência Social. A preocupação do Palácio do Planalto é com a segunda denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente, que precisa do apoio de sua base para que a Câmara dos Deputados rejeite a abertura da ação penal. O adiamento prejudica o esforço fiscal previsto para o próximo ano, quando o déficit primário das contas públicas (que não considera a despesa com juros da dívida) deverá ser de R$ 159 bilhões. 

 

Empréstimos do BNDES devem crescer 50% em 2018

Os empréstimos do BNDES devem oscilar entre R$ 110 bilhões e R$ 120 bilhões em 2018, um crescimento de até 50% em relação aos R$ 80 bilhões previstos para este ano, disse ontem o diretor da área financeira da instituição, Carlos Thadeu de Freitas. "Hoje, o que puxa a economia ainda é o consumo, apesar de restrições, mas no ano que vem será o investimento que está num patamar pífio", disse Freitas em entrevista à Reuters. Neste ano até agosto, os desembolsos do BNDES somam cerca de R$ 45 bilhões, com isso, a expectativa do banco é de uma aceleração nos últimos meses do ano. 

 

Política de preços da Petrobras tem efeito na inflação

Depois de cinco reduções seguidas, o preço do diesel volta a subir 0,5% hoje, como informa a Agência Brasil. Já o preço da gasolina se mantém em baixa desde o dia 29 do mês passado, acumulando retração de 7%. O novo reajuste definido pela Petrobras para esse combustível, de menos 0,7%, entra em vigor também nesta sexta-feira. Considerando os reajustes para cima e para baixo observados desde o dia 30 de setembro, o preço do diesel às distribuidoras caiu 6,7%. A mudança na política de preços dos combustíveis passou a ser adotada pela Petrobras no início de julho nas refinarias. Desde então, os preços da gasolina e do diesel estão sendo alterados, às vezes, de um dia para o outro. A estatal afirma que a ideia é repassar com maior frequência as flutuações do câmbio, do petróleo e, com isso, permitir “maior aderência dos preços do mercado doméstico ao mercado internacional no curto prazo”, dando condições de competir “de maneira mais ágil e eficiente”.

 

Movimento no comércio cresceu 3,4% em um ano

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas registrou, em setembro, alta de 1,0% perante agosto, já efetuados os ajustes sazonais. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve alta de 3,4%. Foi o melhor resultado neste critério de comparação desde julho de 2015. No acumulado do ano até setembro deste ano, a atividade varejista recuou 0,4% frente ao período de janeiro a setembro do ano passado. Segundo os economistas da Serasa Experian, a retomada do crescimento da massa real de rendimentos, alavancada pela queda da inflação e pelo início de recuperação do nível de emprego formal, tem contribuído para a definição de uma tendência positiva da atividade varejista. Neste contexto, reduções das taxas de juros, a volta do crédito e a melhor confiança dos consumidores, amplificam este movimento. No mês de setembro, todos os segmentos varejistas pesquisados registraram crescimento: supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (1,2%), móveis, eletroeletrônicos e informática (4,1%), combustíveis e lubrificantes (1,2%), veículos, motos e peças (1,3%), tecidos, vestuário, calçados e acessórios (0,4%), material de construção (3,3%). 

 

 

02/10/2017 11:13:00
Sistema S faz o que o governo deveria fazer

Em um país no qual se lamenta as sucessivas denúncias de verdadeiros saques aos cofres públicos, com escândalos que atingem todas as correntes políticas nacionais, sem poupar ninguém, quem sofre as consequências é a população que fica desassistida de saúde, educação de qualidade, capacitação profissional, moradia, transporte público eficaz e com índices econômicos desanimadores. Ações práticas, principalmente na estrutura de promoção do bem-estar da população, não existem quando se trata do ente público para sua realização.

Educação, saúde, lazer, esporte, arte, cultura e capacitação profissional são partes integrantes de uma premissa que muitos apregoam nos discursos políticos, mas de fato não se vê, nas pessoas e famílias, qualidade de vida. Esse conjunto de fatores é determinante para uma sociedade mais justa, igualitária e produtiva.

Os fatores citados também garantem não apenas a qualidade de vida da pessoa, mas a sua melhora enquanto trabalhador, pois envolve uma questão que é fundamentada no sonho de cada cidadão brasileiro, ter uma vida melhor. Investir nesses elementos é importante para poder ter pessoas mais preparadas física e mentalmente, com saúde e qualificação para enfrentar o cotidiano, gerando um melhor trabalho e mais produtividade.

O que os governos fazem mal ou não fazem é promovido por entes federativos que criaram e administram serviços sociais e educacionais. Esses entes federativos juntos são conhecidos como Sistema S. Divididos em categorias de atividades produtivas, o SESC e o SENAC são mantidos pelos empresários do setor terciário, o comércio de bens, serviços e turismo; SESI e SENAI na atividade industrial, custeados pelos empresários da indústria; o SEST e SENAT, que são sustentados pelos empresários do setor de transportes e o SENAR, alimentado pelo setor agropecuário.

Esses entes, coordenados pelas suas federações, a exemplo da Fecomércio, pelo comércio, e confederações, como a CNC, Confederação Nacional do Comércio, são partes integrantes do sistema que mais revoluciona o modo de produção nacional e mais promove qualidade de vida para o trabalhador. Já percebeu que um trabalhador que usa os serviços do Sistema S é mais bem preparado para o exercício da sua atividade, tem melhor humor no trabalho e produz com mais qualidade? Esse é o resultado de serviços que são pensados e planejados para atender às principais demandas da população trabalhadora. O pensamento da classe empresarial, seu modo administrativo e sua cultura sendo aplicada nas entidades resultam na maior rede de atendimento aos trabalhadores do país. Enquanto isso, parques públicos, praças esportivas e escolas da administração pública não saem do lugar.

As unidades escolares e pedagógicas do Sistema S, como o Senac, por exemplo, são as que mais promovem qualificação profissional de qualidade no Brasil. Um profissional formado pelo SENAC sai com uma grande vantagem na chance de conquistar uma vaga no mercado de trabalho, pois há 71 anos a entidade é vista como referência no quesito formação profissional.

O que já é feito há sete décadas só foi pensado efetivamente pelos governos, nos últimos dez anos, quando houve o “boom” de escolas profissionalizantes públicas. Ou seja, os empresários estão dando volta de vantagem no poder público nesse aspecto há vários anos.

Iniciativas como o Sistema S devem ser mantidas, pois atendem as principais necessidades de formação profissional para preencher as vagas no mercado de trabalho ofertadas pelas empresas. São elas que oferecem 93% dos empregos gerados no Brasil, sendo sinônimo de crescimento econômico, produtividade e verdadeira qualidade de vida para o trabalhador, por meio do Sistema S. Para entender melhor, basta comparar o que existe na iniciativa pública e comparar com o que é desenvolvido pelo Sistema S. Enquanto os recursos rendem no Sistema S, no poder público, parece que caem em um saco sem fundo e se perdem no abismo da corrupção. Se o poder público aprendesse a desenvolver ações como o Sistema S faz, certamente o Brasil seria um país melhor, mais desenvolvido e mais produtivo. 

25/09/2017 11:16:00
Buracos de Aracaju, transtorno que fortalece a economia e gera emprego

Se existe uma coisa que não se suporta mais em Aracaju é o grande número de buracos nas ruas da cidade. Em todas as vias de grande fluxo da capital sergipana, o exercício de direção defensiva e reflexos no trânsito é praticado pelos condutores de veículos, de qualquer tamanho que seja. A condição das vias aracajuanas pede perícia aos motoristas, que precisam praticar uma prova de cross-country ou slalom para desviar dos buracos que se multiplicam a cada dia na cidade. Um verdadeiro exercício de paciência e longanimidade para os contribuintes, que vem sofrendo com uma série infindável de prejuízos pelos danos causados em seus veículos.

 

Entretanto, os buracos que tanto atormentam a população também são motivo de crescimento no volume de serviços de uma atividade econômica. Nunca se viu oficinas automotivas com tantos serviços de reparos em execução. Estive conversando com alguns proprietários de oficinas mecânicas, que disseram ter aumento de mais de 50% no volume de serviços realizados, com a chegada de novos e inesperados clientes. A média de aumento dos consertos solicitados nas empresas do setor percorre a casa dos 30%, o que é bom para o setor de serviços automotivos e comércio de peças para veículos. Os buracos promoveram novas contratações de profissionais, já que as oficinas estão com demanda muito maior. Todos os donos de empresas da atividade de serviços de suspensão disseram ter aumentado seu quadro de funcion&aac ute;rios em cerca de um terço.

 

Os serviços mais solicitados vão dos mais simples aos de maior complexidade. Os mais corriqueiros são pneus estourados quando o condutor cai em um buraco nas ruas e avenidas da cidade, o que elevou o aumento de vendas de pneus nas lojas do setor. Os mais complexos são a feitura completa do conjunto de suspensão dos veículos, principalmente na parte dianteira, que possui uma arquitetura mais aprimorada, com uma maior quantidade de peças exigidas. De acordo com um dos proprietários de oficinas com quem conversei, os danos acontecem muito em partes internas, que se danificam com os impactos mais fortes, quase todos na parte dianteira dos carros. Vale ressaltar que os veículos são projetados para ruas pavimentadas, nas quais não deveriam existir buracos. Até mesmo os veículos maiores, como picapes e “off roads” sofrem mais com as armadilhas das vias, que com terrenos acidentados, para os quais são projetados.

 

Serviços de alinhamento e balanceamento também têm sido muito procurados pelos condutores aracajuanos, pois a batida em um buraco leva ao completo desequilíbrio do veículo, que adquire tendências para “puxar” para um dos lados. Um perigo oculto que pode provocar um acidente sério, se não tratado a tempo. De fato, é importante que o condutor procure uma oficina especializada para fazer os reparos e verificações necessárias, pois após um grande impacto, o proprietário do veículo precisa garantir que ele esteja em condições de rodar com segurança.

 

A Prefeitura de Aracaju está colocando suas equipes na rua para solucionar o problema, justiça seja feita. A população reclama, mas os serviços estão sendo realizados. Contudo, as condições climáticas não estão ajudando o trabalho da intendência municipal. Pois quando os reparos são feitos, vem uma das chuvas torrenciais que estão atingindo a capital com frequência e reabrem os buracos. A alegria dos mecânicos é conquistada com a tristeza de outros, mas o que importa de fato é que tenhamos não apenas as vias seguras para o trânsito, mas também que os veículos estejam em boas condições.

 

Esse conjunto de fatores termina provocando o aumento nas vendas de pneus, amortecedores, bandejas e rodas, o que tem incrementado as vendas dos comerciantes do setor e a realização de serviços por parte de concessionárias e oficinas, ajudando na contratação de novos profissionais de vendas e especialistas em mecânica automotiva.

 

Enquanto o problema permanecer, o condutor entende que é um transtorno, sim. Todavia, é deve refletir que o investimento no reparo deve ser feito, para não criar problemas maiores. O dinheiro aplicado no conserto pode ser o silente salvador de vidas em situações mais complicadas.

 

20/09/2017 08:57:00
CNC aponta que brasileiros voltaram às compras com recursos do FGTS

O número de brasileiros que foi às compras com os recursos liberados das contas inativas do FGTS foi três vezes maior que o estimado. A informação é da Confederação Nacional do Comércio (CNC), que informa que 27,8% dos brasileiros que sacaram os valores contidos nas contas inativas, utilizaram o dinheiro para compras no comércio. A informação é resultado do estudo “Sondagem do Consumidor”. A pesquisa inicial mostrou que apenas 9,6% estavam pretensos a usar o dinheiro para bens de consumo. O resultado surpreendeu. O chefe da Divisão Econômica da CNC, Fábio Bentes, lembrou, entretanto, que o crescimento do PIB provocado pelo aumento nas vendas só se manterá se houver resultados positivos no mercado de trabalho. 



Cidade Inteligente

A Câmara Empresarial de Tecnologia da Informação da Federação do Comércio realizou uma reunião na Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo (SEMICT), onde empresários e representantes do setor produtivo dialogaram sobre o programa “Aracaju, Cidade Humana e Criativa”, apresentado pelo secretário Jorge Santana. Em sua apresentação, Santana explicou como funciona uma cidade com maior inserção de ferramentas de Tecnologia, Informação e Comunicação (TIC), formando o projeto “Cidades Inteligentes”, aplicado em várias cidades brasileiras e mundiais. O secretário valorizou a iniciativa, apresentando para os empresários de TI o projeto e destacando que todos podem contribuir para fazer uma cidade mais eficiente, com melhoramento da qualidade de vida e conectividade da popula&cce dil;ão. Com o programa em execução, o secretário espera resultados concretos no desenvolvimento socioeconômico e cultural da cidade onde o principal ator é o cidadão.

 

Startups

A reunião da Câmara da Fecomércio contou também com a apresentação de projetos e soluções das startups locais. Foi apresentado o “Tagpoint”, um mecanismo de comunicação por meio de beacons para celulares que contempla várias funcionalidades, entre elas nas ofertas e descontos exclusivos para o consumidor, no momento em que estiver passando por algum estabelecimento comercial. Também foram mostrados o aplicativo Explicaê, que tem uma plataforma educacional inteligente direcionada para os estudantes que farão o Enem; o Neo Mentoring, que oferece serviços de diversas mentorias para as empresas; e o Permuta Nordeste, um sistema de trocas de produtos e serviços para empresas através de uma moeda de troca.

 

Conquistando o Espaço com Drones

O aperfeiçoamento profissional é uma modalidade de ensino que prepara as pessoas para o mundo do trabalho. Ele serve para atualizar ou complementar os conhecimentos que o trabalhador já possui. Pensando nisso, o Senac de Sergipe tem buscado novas alternativas para qualificar os trabalhadores do comércio sergipano. Em uma de suas inovações, surgiu a oficina “Conquistando o Espaço com Drones”, que ensina a operar os aparelhos, normas de legislação, ética e técnica para trabalhar com o equipamento. O sucesso da turma provocou a abertura de uma segunda oficina, que será iniciada no dia 25 de setembro.

 

Preço do feijão cai 400% em Sergipe, no último ano

A supersafra de feijão em Sergipe trouxe uma notícia excelente para o setor produtivo do estado. A queda drástica no preço para o consumidor e o disparo no aumento das vendas do produto nas feiras e supermercados. O quilo do cereal chegou a custar R$ 12 no mês de novembro do ano passado, hoje está sendo encontrado a R$ 2,50 no comércio de Sergipe. A estimativa de crescimento na tonelagem produzida em terras sergipanas é de 251%, ultrapassando o volume de 9.600 toneladas. A supersafra é o resultado de três fatores, a confiabilidade no cultivo, já que no ano passado houve uma variedade maior de plantações em Sergipe, e deu problema por causa da falta de chuvas aliada ao fator climático, o que forçou o plantio do feijão para este ano, que é uma planta mais resistente, e a distribuição de sementes de forma gratuita com os agricult ores familiares, que deu esse estrondeante resultado. Juntamente com o feijão, a safra de milho também deverá dar resultados muito positivos neste ano.

11/09/2017 16:32:00
Aumentos sucessivos nos combustíveis vão levantar a inflação

Os aumentos recorrentes no preço dos combustíveis não trarão boas notícias nos próximos dias. Já não basta a própria dor de cabeça em ter que comprar gasolina por mais de R$ 4, preço praticado em Aracaju, todo o setor produtivo sofre o impacto com o aumento dos combustíveis. Quase tudo no Brasil, que é um país tecnologicamente atrasado em logística, é transportado por rodovias, ao contrário dos países de primeiro mundo, que utilizam mais os trens para transporte. O aumento de 10,2% na gasolina e elevação de 6% no preço do diesel vão puxar para cima os preços dos produtos brasileiros. Nos próximos dias encontraremos preços mais caros nas gôndolas dos supermercados. Isso não é culpa dos empresários, mas de um governo que mexe aleatoriamente nos seus pre&ccedi l;os administrados. A inflação vai subir, com essa variação dos combustíveis. Aguardem.

 

Efeito não é imediato

Fábio Bentes, chefe da divisão econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC) destaca que o efeito do aumento dos combustíveis nos preços de alimentos não é imediato. Bentes informou que o efeito é gradual e dura entre dois ou três meses. Em algumas classes de despesas, porém, o impacto leva mais tempo, como no grupo de alimentação e bebidas. Nessa categoria, a disseminação demora quatro meses. O que é um alento, uma vez que a queda de preços dos alimentos tem ajudado a desacelerar o custo de vida e, consequentemente, a dar mais poder de compra às famílias. Em contrapartida, o impacto sobre os transportes é imediato. O contágio, no entanto, tem um comportamento diferente. “A contaminação é forte no primeiro mês, depois vai perdendo força gradualmente&rdq uo;, explicou o economista. O impacto da alta dos combustíveis no grupo de transportes foi observado no último resultado do IPCA, após o governo federal aumentar a alíquota de PIS/Cofins, em julho. Em agosto, a inflação dessa categoria de despesas subiu 6,67% em relação ao mês anterior. Foi a maior alta desde fevereiro de 2015, quando os custos com o grupo avançaram 7,95%. Naquela época, sob a Presidência de Dilma Rousseff, o impacto foi causado pelo reajuste da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). Em março de 2015, os custos com combustíveis avançaram 1,08%. No atual cenário, o mesmo efeito não pode ser descartado, avalia Bentes. “Não vai ser o aumento de combustível que vai comprometer a inflação baixa de alimentos e bebidas nos próximos três meses. Ma s, na virada de dezembro para janeiro, devemos ver algum efeito maior sobre esse grupo”, destacou. A estimativa é de que os reajustes acumulados em setembro se unam ao impacto do aumento de PIS/Cofins e pressionem os preços dos alimentos no início de 2018. 

 

Prazo para negociação de dívidas do ICMS termina na terça-feira

Termina amanhã (12), terça-feira, o prazo para adesão ao programa especial de negociação de dívidas de ICMS oferecido pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) conforme o decreto 30.698/2017, que prevê condições diferenciadas para pagamento em até 60 prestações para pendências constituídas até o dia 30 de abril deste ano, contemplando ainda os débitos decorrentes de imposto declarado espontaneamente ou apurados através de Auto de Infração Simplificado Modelo II. Para aderir ao parcelamento, a Sefaz disponibilizou um sistema simplificado para negociação, através do site www.sefaz.se.gov.br, com acesso pelo botão “Serviço” / “ICMS” / “Parcelamento”, solicitando em seguida o parcelamento, assinalando Decreto 30.698/17 no campo “Decreto de Parcela mento”. Pelo site o contribuinte pode fazer todo o encaminhamento da negociação, verificar o valor do débito, fazer a simulação e inclusive emitir o documento de pagamento.

 

Cartão de crédito continua dando dor de cabeça para os sergipanos

Não adianta, o cartão de crédito continua sendo o grande vilão nas dívidas das famílias sergipanas. A Pesquisa de Endividamento e Intenção de Consumo realizada pela Fecomércio (PEIC), mostra que 62,4% da população sergipana se encontra com dívidas no dinheiro de plástico. O número, entretanto, é animador, pois na pesquisa anterior, realizada em junho, o número era de 69% dos sergipanos endividados. A queda no volume de endividamento mostra a tendência de educação financeira da população. As novas regras do cartão de crédito também influenciaram na diminuição do volume de endividamento. Em 2 anos, o índice caiu mais de 20%. Ou seja, é o vilão. Todavia, o povo está aprendendo a usar com responsabilidade.

 

 

Sincor e Boomerang firmam parceria para ampliar clube de vantagens

O Clube de benefícios criado pelo Sindicato dos Corretores de Seguros de Sergipe, Sincor PLUS, está crescendo a cada dia, com adesão de novos parceiros que promovem descontos especiais para os corretores de seguros associados ao Sincor Sergipe, no volume atual superior a 50 estabelecimentos comerciais, entre eles, academias, óticas, restaurantes, escolas profissionalizantes, locadoras de veículos, farmácias da Rede Sergifar, entre outras empresas parceiras. Pensando na ampliação de seu leque de atendimento e conquista de novos parceiros para compor o quadro de empresas promotoras de vantagens para os corretores de seguros, o presidente do Sincor-SE, Érico Melo firmou uma parceria importante para a expansão das vantagens do Sincor PLUS. Para tanto, foi firmada uma parceria entre o Sincor-SE e o Boomerang Club, uma plataforma inovadora que congrega mais de 300 empresas sergipanas em um cl ube de vantagens para os associados da rede Boomerang em Sergipe. O contrato foi assinado pelo diretor do Boomerang Club, Danilo Barreto, e pelo presidente do Sincor, Érico Melo, já entrando em vigor imediato, levando mais oportunidades de bons negócios para os associados do sindicato. Com a parceria, os corretores de seguros de Sergipe já podem usufruir dos benefícios promovidos pelo Boomerang Club, de descontos de até 70% nos mais de 350 estabelecimentos conveniados Sincor PLUS e Boomerang. Entre os novos parceiros estão lojas de eletrodomésticos, móveis, calçados, telefonia celular, vestuário, peças e acessórios para veículos, entre muitas outras empresas. O presidente do Sincor valorizou a iniciativa de juntar o Sincor PLUS com o Boomerang, destacando que os corretores passam a ter muito mais vantagens para compras e contratação de serviços.  

06/09/2017 13:11:00
Empresas integrantes do Simples querem entrar no Refis

Empresas integrantes do Simples querem entrar no Refis

As empresas integrantes do Simples Nacional aguardam a conclusão das discussões do Refis no Congresso Nacional para pleitear a possibilidade de adesão ao parcelamento de dívidas tributárias. A regulamentação do programa deixa de fora empresas desse modelo de tributação. Um dos motivos é porque elas já tiveram, recentemente, um refinanciamento de débitos próprio. Diante da possibilidade de aumento nos benefícios, com maiores descontos de multas e juros, no entanto, o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, argumenta que não é justo que elas sejam deixadas de fora. O parcelamento do Simples foi previsto na lei que modificou as normas do programa e elevou o teto para enquadramento de pequenas e médias empresas. Permitiu a quitação de dívidas (federais, estaduais e municipais) vencidas até maio de 2016 em 12 0 prestações, sem redução de multa e juros. O prazo de adesão foi encerrado em março deste ano, e, segundo a Receita, foram parcelados R$ 12 bilhões em débitos de 137 mil empresas.

 

Senado aprovou a nova taxa de juros do BNDES

O governo conseguiu aprovar ontem a medida provisória que muda a taxa de juros do BNDES. Por 36 votos favoráveis e 14 contrários, o Senado deu o aval para a mudança que promete acabar com os subsídios ocultos às empresas. O texto agora vai à sanção presidencial. Em 2018, a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) começa a ser substituída pela Taxa de Longo Prazo (TLP), que será mais próxima da que é praticada no mercado financeiro. Atualmente, o Brasil capta recursos, paga 9,25% ao ano — o atual patamar da taxa básica, a Selic — e repassa o dinheiro para o BNDES emprestar pela TJLP, que está em 7% ao ano. A diferença, que é custeada pelo País, era muito maior há alguns anos e beneficiou, principalmente, as chamadas “campeãs nacionais”. Algumas são hoje investigadas na Operaç&ati lde;o Lava-Jato. A transição para a TLP vai durar cinco anos. A cada um deles, ela se aproximará de uma taxa de mercado estabelecida com base na NTN-B. Os parlamentares da base aliada justificaram que a mudança aumenta o poder de fogo do Banco Central na hora de combater a inflação. Hoje, mais da metade do crédito no País estão fora do alcance da atuação do BC.

 

Congresso concluiu votação da nova meta fiscal

O Congresso concluiu ontem a votação da proposta da nova meta fiscal do governo. Com isso, o rombo previsto para este ano subiu de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões. Já a meta de 2018 passou de um déficit de R$ 129 bilhões para R$ 159 bilhões. Agora, o projeto que muda as metas dos dois anos vai à sanção do presidente Michel Temer. O texto principal do projeto que altera a meta tinha sido aprovado na semana passada, mas ainda faltava votar dois destaques apresentados ao texto pela oposição e que foram rejeitados ontem. O projeto foi enviado pelo governo para alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 e de 2018. As metas fiscais são fixadas na LDO, que estabelece os parâmetros macroeconômicos para a elaboração dos Orçamentos anuais da União. Depois de uma sessão que varou a madrugada na semana passada, ontem a votação foi rápida. O presidente do Congresso e do Senado, Eunício Oliveira (PMDBCE), foi ágil no encaminhamento. O governo precisava mudar a meta dos dois anos. 

 

Gás de cozinha de Sergipe é o mais caro do Nordeste

A Petrobras anunciou ontem um reajuste de 12,2% para o  gás de cozinha, vendido em botijões de até 13 quilos. O aumento foi decidido pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da empresa e começa a vigorar hoje. Aracaju tem o gás de cozinha mais caro do Nordeste, segundo último levantamento de preço da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Pois é, o botijão sobre para quase 80 reais para os sergipanos. Detalhe, o estado é produtor de gás.

 

29/08/2017 06:38:00
Saques nas contas do FGTS injetaram R$ 10,8 bi no varejo

 

 

Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que os recursos decorrentes dos saques nas contas inativas do FGTS geraram um impacto positivo de R$ 10,8 bilhões nas vendas do comércio varejista brasileiro entre os meses de março e julho deste ano.

No acumulado de março a julho, esse valor correspondeu a 25% do montante sacado (R$ 44 bilhões, segundo informações preliminares da Caixa Econômica Federal). Esses R$ 10,8 bilhões mensurados pela entidade equivalem a 1,4% das vendas do varejo no período. Quatro dos oito segmentos do varejo positivamente impactados pela disponibilidade dos recursos oriundos do Fundo responderam por 86% dos recursos que se destinaram ao consumo no comércio, a saber: vestuário e calçados (R$ 4,1 bilhões), hiper e supermercados (R$ 2,8 bilhões), artigos de uso pessoal e doméstico (R$ 1,3 bilhão) e móveis e eletrodomésticos (R$ 1,2 bilhão).

Otimismo cauteloso

Para a CNC, embora os recursos oriundos dos saques nas contas inativas do FGTS venham cumprindo papel relevante na reativação do consumo de bens no Brasil, a recuperação parcial do varejo ao longo de 2017 se insere em um quadro mais amplo de desaceleração dos preços e melhoria das condições de crédito. Segundo a entidade, a consolidação da recuperação do setor como um todo passa, contudo, pela necessária reativação do nível geral de atividade econômica e seus reflexos benignos sobre as condições do mercado de trabalho.

Fabio Bentes, economista-chefe da Confederação, explica que, apesar da ligeira melhora na performance anual do varejo, a recuperação parcial das vendas ao longo deste ano não se deve, exclusivamente, ao impacto dos recursos provenientes das contas inativas do FGTS sobre as vendas. “Ela se insere em contexto mais amplo de resgate das condições de consumo caracterizado por quedas sucessivas dos preços médios praticados por alguns segmentos do varejo, além do recuo no valor das prestações nas operações de crédito voltadas para as pessoas físicas nos últimos meses”, afirma Bentes.

Vestuário e calçados lideram recuperação do varejo

Com altas significativas em relação ao mesmo período do ano passado, o ramo de vestuário e calçados se destaca no processo de recuperação do varejo em 2017. Na comparação do primeiro semestre deste ano com o mesmo período do ano passado, o avanço do volume de vendas nesse segmento tem sido o mais expressivo entre os 10 ramos que compõem o varejo no conceito ampliado da PMC que apurou alta de 0,3%.

Já o ramo de lojas de móveis e eletrodomésticos avançou 5,9% no primeiro semestre do ano. Mesmo considerando o fraco desempenho das vendas em abril (-0,1%, na comparação com o mesmo mês de 2016), o segundo trimestre de 2017 foi o melhor (+8,8%) percebido por esse segmento desde o período compreendido entre julho e setembro de 2013 (também +8,8%).

Valor médio das parcelas de empréstimos recuou

De forma complementar à evolução mais favorável dos preços, o recuo no valor médio das prestações de empréstimos e financiamentos contraídos pelas pessoas físicas tem favorecido a reação das vendas em segmentos mais dependentes das condições de financiamento. De acordo com cálculos realizados pela CNC, considerando-se a taxa e os prazos médios vigentes das operações com recursos destinados às pessoas físicas, houve recuo nominal de 7,8% no valor médio das parcelas dos empréstimos e financiamentos contraídos nos últimos 12 meses. Segundo dados do Banco Central, nos quatro últimos meses houve avanços na concessão de crédito com recursos livres destinados aos consumidores – fato inédito desde outubro de 2014.

 

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Colunista Marcio Rocha
Marcio Rocha é jornalista formado pela UNIT e radialista formado pela UFS, especializado em economia, com experiência de quase 20 anos na comunicação sergipana.
Marcio Rocha

 

O conteúdo desta publicação é de responsabilidade do colunista.

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