Marcio Rocha
15/01/2018 08:58:00
Estamos pagando a conta do “cheque especial” da Petrobrás

Os problemas que toda a população está enfrentando para poder manter seus veículos circulando, considerando que o preço da gasolina está oscilando entre R$ 4 e R$ 4,40 em Aracaju, são grandes e difíceis de entender. Meramente colocam a culpa no governo, sem entender mais a fundo o que provocou todos esses danos. A conta dos combustíveis é a conta que todos estamos pagando pela corrupção. O que aconteceu para chegarmos a esse estágio em 2018, com preços que deverão atingir o dobro do valor cobrado pelos combustíveis em 2011? Tentaremos explicar de forma rápida.

 

Desde 2006, o Governo Federal usou a Petrobrás como o cheque especial de um banco, exercendo o controle dos preços, para controlar a inflação de maneira artificial. Isso transmitia a imagem de um país com a economia controlada e presumivelmente autossuficiente na produção de petróleo, o que criou a margem para manter os preços mais baixos que no mercado internacional. Mesmo com o preço do petróleo disparando por todo o mundo, havia importação de óleo venezuelano, que vinha a preços muito mais baixos. Isso fazia com que os combustíveis não sofressem majoração, porque os preços eram administrados pelo governo que segurava a intenção da Petrobrás de aumentar o valor.

 

A desvalorização artificial do preço do petróleo brasileiro seguia o caminho contrário dos preços de alimentos, bens de consumo e duráveis, que elevavam constantemente. O preço do barril de petróleo em julho de 2008 era de US$ 147 no mercado internacional, o maior preço dos últimos 10 anos. O mesmo barril encerrou 2017 custando pouco mais de 68 dólares, o que deveria puxar para baixo o preço dos combustíveis, certo? Errado! Justamente por não reajustar os combustíveis de acordo com o preço do barril no mercado durante os últimos anos, a Petrobrás, forçada pelo governo, construiu um poço sem fundo de déficit financeiro. A cifra aproxima-se do estratosférico valor de 100 bilhões de reais. Hoje, o custo da corrupção está sendo repassado para a população, já que não promoveram a variação dos preços dos combustíveis por vários anos.

 

Para melhor entendimento do leitor da coluna. Quando o preço do barril do petróleo estava em alta, as contas começaram a ser desequilibradas por meio da intervenção do governo que determinava a venda dos combustíveis sem reajuste. Isso foi perfurando cada vez mais o poço do controle inflacionário artificial. Com o fim do controle do governo sobre os combustíveis, depois da descoberta de trocentos escândalos envolvendo a subtração de centenas de milhões em recursos da própria Petrobrás, a empresa voltou a administrar por conta própria a cotação dos combustíveis. Por isso que o consumidor recebe impactos sucessivos como socos de um boxeador, sem tempo de reação, com um aumento atrás do outro. Esses recursos angariados com os preços astronômicos dos combustíveis no Brasil estão pagando a conta do que foi sublimado por tantos anos da Petrobrás. Obviamente, isso também está aliado à práticas lesivas como os desvios de 200 bilhões anuais oriundos de corrupção, bem como os altos gastos do Governo Federal, além da sua irresponsabilidade fiscal.

 

O maltrato com os recursos da Petrobrás durante tantos anos provocaram essa reação de elevação constante dos preços dos combustíveis, que causa tanta indignação em mim, em você, em todos. E o atual preço regulado com variação constante também irá prejudicar a economia, principalmente em nossa agricultura e pecuária, que depende basicamente do transporte rodoviário para escoar sua produção.

 

A consequência que estamos sofrendo atualmente poderia ter sido evitada com a administração dos preços de acordo com o barril do petróleo ao longo dos últimos anos. A cotação do combustível certamente estaria aproximada do valor atual, mas bens de consumo e alimentos, talvez não estivessem com um custo tão alto para as famílias como tem na atualidade.

 

09/01/2018 06:59:00
Alerte-se para a venda casada, isso é mais comum que parece

Muitas pessoas ao fazerem contratos de financiamento, ou contratar produtos com bancos caem na armadilha da venda casada de produtos. A venda casada caracteriza-se quando o consumidor, ao adquirir um produto ou serviço, leva embutido ou conjuntamente algo do mesmo tipo ou diferente, vendido sob a forma de condição contratual. O instituto da venda casada pode ser visualizado quando o fornecedor de produtos ou serviços condiciona que o consumidor só pode adquirir o primeiro se adquirir o segundo. Isso é ilegal, mas é praticado de forma impiedosa por instituições financeiras.

 

A proibição da prática da venda casada no Brasil, está discriminada no Código de Defesa do Consumidor em seu artigo 39, inciso I, constituindo infração da ordem econômica, o que está explicitado no artigo 36, parágrafo 3, inciso XVIII, da Lei n.º 12.529/2011. O exemplo direto disso é no sistema bancário, onde o consumidor é condicionado a adquirir outros produtos da instituição financeira, como no exemplo citado acima do financiamento habitacional, com a desculpa de ampliar a relação com o banco e baixar as prestações do produto inicial contratado. Bancos costumam realizar empréstimos, somente se houver uma contratação de seguro adicional. Isso não é dito ao cliente. Apenas ao ver o contrato, o consumidor fica sabendo.

 

Mas não é somente nisso. Você sabia que comprar um computador com o sistema operacional embutido também é uma venda casada? Softwares disponibilizados de forma “gratuita” no anúncio de venda de um computador pessoal, também estão inclusos no preço final do produto. Isso é um dos fatores que encarecem os preços de equipamentos de informática no Brasil. Existem outras versões de produto mais baratas, mas com sistemas operacionais que são gratuitos. Esses produtos mais baratos, no fim das contas saem ainda menos custosos que comprar um computador com o sistema operacional mais utilizado, por exemplo, mesmo que o consumidor queira comprar o sistema depois.

 

Outro caso de venda casada que acontece de forma tácita com a população é a chamada “consumação mínima” de alguns estabelecimentos que promovem eventos. O consumidor não é obrigado a consumir o que não deseja, de forma obrigatória, somente para atender as regras de permanência no local. A famosa “perda de comanda” também é uma venda casada. Os estabelecimentos que vendem produtos por meio de controle eletrônico, têm conhecimento de todo o consumo de cada pessoa no local, não podendo ser obrigado o consumidor a ter que manter consigo a comanda de consumação. O mais comum é estabelecer um valor de cobrança que, que não é nem um pouco baixo, para o cliente que perder o documento de controle.

 

A venda casada é proibida e a justiça tem dado ganho de causa aos consumidores que se sentiram lesados pela prática. Desde 2008, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou que o consumidor não está obrigado a adquirir o seguro habitacional da mesma entidade que financia o imóvel ou por seguradora por ela indicada, mesmo que este seguro seja obrigado por lei no Sistema Financeiro de Habitação.

 

Cartões de crédito também não podem ser condicionados à contratação de seguros e títulos de capitalização. O Superior Tribunal de Justiça já emitiu decisão contrária à instituição financeira nesse quesito. Existem várias situações que são consideradas venda casada, não apenas nesses exemplos citados.

 

O que fazer?

 

Quem se sentir vítima da prática ilegal e abusiva da venda casada deve procurar os órgãos de defesa do consumidor. PROCON municipal, estadual, Ministério Público e Delegacia de Defraudações, que também deve atender ao consumidor. O caminho mais simples é esse. Contudo, recomendo a orientação de um advogado especializado no tema, para haver um melhor embasamento jurídico.

 

O que o consumidor deve fazer ao ser colocado numa situação como essa? Aceite o contrato imposto com o condicionante, para depois fazer o seu reclame coma própria empresa, pedindo para invalidar a contratação indevida. Caso não obtenha êxito, parta para a ação judicial, com um advogado. A lei está do lado do consumidor, basta que ele busque o seu direito, pois venda casada é crime contra a ordem econômica e relações de consumo. O fornecedor não pode coagir o consumidor a contratar a mais do que as suas reais necessidades.

18/12/2017 12:37:00
Carga roubada, pirataria e contrabando financiam crime organizado

Comprar produto de carga roubada só serve para alimentar o tráfico de drogas, o crime organizado, financiar a matança generalizada que acontece no cotidiano, alavancar a violência que coloca a mim, você, todos nós atrás das grades e muros para nos proteger, retira a liberdade das pessoas, amplia o comércio ilegal, fortalece o contrabando, prejudica os serviços públicos com a falta de impostos arrecadados, além de muitos outros danos à economia.

 

Diga não ao produto irregular

Compre seus bens de consumo no comércio regular, na loja do centro, do shopping, do supermercado, enfim, do varejo que você conhece e pode confiar. Comprar no comércio é gerar emprego e renda para a população e estado, é dar dignidade para o trabalhador, é fazer circular as riquezas em seu próprio estado e município, é garantir o funcionamento dos serviços públicos, entre outras razões. Comprar no comércio é fazer todo o ciclo produtivo fluir, faz as pessoas crescerem e suas vidas melhorar. Diga não ao produto contrabandeado, não ao produto pirata, não à carga roubada!

 

Prejuízo de R$ 6.1 bilhões

Números divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) indicam que um caminhão carregado foi roubado a cada 23 minutos no Brasil entre 2011 e 2016. No período, aconteceram 97.786 ocorrências de roubo de carga, gerando um prejuízo de 6.1 bilhões de reais. Somente em 2016 foram registradas 22.547 ocorrências de roubo de carga.

 

Varejo terá a primeira alta anual nas vendas desde 2013

O comércio varejista deve ter um aumento nas vendas de 3,7%, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base nos dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de outubro, divulgada pelo IBGE. Se confirmada a previsão, esta será a primeira alta do varejo desde 2013.

 

Resgate do emprego

Em outubro, os dez segmentos que compõem o varejo ampliado tiveram queda de 1,4% em relação ao mês anterior. No entanto, esse fraco desempenho não deve impedir que as vendas fechem o ano de 2017 com alta.  “A inflação baixa, o espaço para cortes nos juros e o resgate gradual do mercado de trabalho deverão proporcionar ao varejo seu primeiro aumento de vendas em quatro anos”, afirmou o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes.

 

PIB Brasileiro deve crescer 1% neste ano

Anteriormente, a projeção dos analistas ouvidos no Boletim Focus, do Banco Central, era de crescimento de 0,5% no ano. Pesquisa feita segunda-feira com analistas de mercado aponta agora para um crescimento de 1% no ano, na média. Em setembro, essa média estava em 0,6%. A perda de ritmo de crescimento ao longo do ano (de 1,3% para 0,7% e, agora, 0,1%) se deveu em grande parte ao desempenho da agropecuária, cujo avanço foi concentrado no primeiro semestre, no terceiro trimestre, caiu 3%. Isso ocorre porque as principais safras do País, como soja e milho, são colhidas na primeira metade do ano.

 

Propulsor

A volta dos consumidores às compras foi o grande propulsor do crescimento econômico no terceiro trimestre do ano. O consumo das famílias cresceu 1,2% em relação ao segundo trimestre do ano, segundo o IBGE. Foi a terceira alta seguida. O arrefecimento da inflação, a queda na taxa de juros e a melhora do mercado de trabalho, com geração de vagas elevando a massa de salários em circulação no País, estão entre os principais fatores que animaram as pessoas a gastarem mais.

 

11/12/2017 11:26:00
Selic atinge mínima histórica, mas efeito no crédito demora

A taxa Selic atingiu ontem a sua mínima histórica, mas os juros médios cobrados pelos bancos seguem distantes dos níveis mais baixos registrados. O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu cortar o juro básico em 0,5 ponto percentual, para 7% ao ano, em decisão unânime e esperada pelo mercado. Foi a décima redução seguida. O Copom sinalizou ainda que haverá um novo corte, em ritmo menor, em fevereiro, mas que ele está atrelado à continuidade das reformas, em especial a da Previdência. Apesar da queda histórica, os juros cobrados pelos bancos não caem com a mesma velocidade e proporção.

 

Alta do calote

Para explicar a diferença, os bancos usam como principal argumento a alta do calote em decorrência da recessão. Isso tem sido válido para as empresas, mas não para os empréstimos pessoais. Em outubro, dado mais recente do Banco Central, a taxa média no crédito pessoal (excluído o consignado) estava em 132% ao ano para uma inadimplência de 8%. Chama a atenção que, no piso, em novembro de 2012 – quando a Selic ia ao menor nível até então, de 7,25% ao ano –, o juro no pessoal estava em 66,3% e a inadimplência era até um pouco maior, de 8,8%.

 

Aumento nos endividados no Brasil

CNC: endividamento das famílias cresceu pelo quinto mês

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) captou a quinta alta consecutiva do porcentual de famílias endividadas, de 62,2%, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) relativa ao mês de novembro. Em comparação a outubro, houve alta de 0,4 ponto porcentual. Em outubro, a taxa foi de 59,6%. Apesar de ter registrado mais famílias endividadas, a proporção das que possuem contas em atraso diminuiu, atingindo 25,8% do total ante 26% em outubro. Essa é a segunda queda mensal consecutiva, após o indicador ter alcançado o maior patamar do ano em setembro (26,5%). Comparado a novembro de 2016, no entanto, houve alta de 1,4 ponto porcentual.

 

Desemprego complica endividamento

A proporção de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes ficou estável em 10,1% entre outubro e novembro, mas apresentou alta em relação aos 9,5% de novembro de 2016. "A taxa de desemprego ainda bastante alta ajuda a explicar a dificuldade das famílias em pagar suas contas em dia e o pessimismo elevado em relação à capacidade de pagamento", afirma Marianne Hanson, economista da CNC.

 

Aracaju tem o menor índice de endividamento do ano

A pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), mostrou que o nível de endividamento das famílias aracajuanas apresentou a menor taxa este ano (56,5%). Em novembro do ano passado a taxa estava em 65,0%. Os números foram apresentados pela Fecomércio nesta semana.

 

Famílias

 O número de famílias endividadas também diminuiu em Aracaju. Em novembro deste ano 109.884 mil famílias estavam endividadas, 49.005 famílias tinham contas atrasadas e 33.924 não tiveram condições de pagar as dívidas atrasadas. Os dados da pesquisa de novembro/2017 foram coletados nos últimos dez dias do mês de outubro/2017.

 

Principais dívidas

Entre as principais modalidades de dívidas, o cartão de crédito lidera, com 90,3% do total das famílias mencionando esse tipo de dívida como principal, seguida de crédito pessoal (19%). Para as famílias com rendimento de até 10 salários mínimos (s.m), 91,7% mencionaram que suas dívidas são com cartão de crédito, já para as famílias com remuneração acima de 10 s.m esse percentual foi de 75,7%. Em se tratando de dívidas com crédito pessoal, para as famílias com remuneração de até 10 s.m, cerca de 18,8% declararam essa modalidade de dívida, já para as famílias com remuneração acima de 10 s.m, 21,6% mencionaram possuir esse tipo de dívida.

28/11/2017 06:28:00
Descontos da Black Friday chegam a 70% e devem permanecer até a próxima semana

Finalmente chegou o período tão esperado por lojistas e consumidores. E para quem deseja aproveitar para fazer as compras de Natal, os descontos da Black Friday chegam a 70%. A temporada de descontos não se resume meramente à sexta-feira de ontem. Começou antes para vários varejistas e deve seguir até o final da próxima semana. As promoções são vistas em lojas do Centro Comercial e nos quatro shoppings do estado, em Aracaju, Socorro e Itabaiana. Os comerciantes estavam ansiosos pela chegada do período.

 

Melhor momento do ano para compras

Laércio Oliveira, presidente da Fecomércio, destacou que esse é o melhor momento do ano para comprar bens de consumo, pois é o período em que os preços estão mais baixos. “Estou observando o comportamento dos empresários do comércio e fiquei muito feliz com o resultado, os preços oferecidos ao consumidor são extremamente atraentes. As lojas estavam tomadas pelo público ontem e isso anima não apenas para esse momento, mas também para os próximos meses, pois temos o Natal e a temporada de liquidações no início do ano. Novembro, dezembro e janeiro são ótimos meses para as compras”, disse Laércio. 

 

Brasil abriu mais 76,6 mil empregos novos em outubro

Na esteira da recuperação gradual da economia e com a expectativa de um fim de ano melhor para o varejo, o País abriu em outubro um total de 76,6 mil vagas de emprego com carteira assinada, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados de Desempregados (Caged) divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. Foi o sétimo aumento consecutivo do número de postos. Em 2017, as novas vagas já somam 302,2 mil. Desde 2013, quando foram criadas 94.893 vagas em outubro, o Brasil não apresentava números tão bons para o mês. O comércio puxou a alta de empregos, com 37,3 mil postos, seguido pela indústria de transformação, com 33,2 mil, e o setor de serviços, com 15,9 mil.

 

Prévia da inflação tem menor índice em novembro desde 1998

Em novembro, o IPCA-15, considerado a prévia da inflação, subiu 0,32%, abaixo dos 0,34% registrados em outubro. Esse foi o menor índice para o mês de novembro desde 1998. No acumulado do ano, o custo de vida avançou 1,52%, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE. O resultado do IPCA-15 foi influenciado pela conta de luz, combustíveis e gás de cozinha mais caros, e já era esperado pelo mercado. As altas foram compensadas pela sexta deflação consecutiva do segmento de alimentação, de 0,25%, contrariando o padrão sazonal de alta de preços no fim do ano. Atualmente, o mercado prevê inflação próxima de 12% no último trimestre. No mesmo período do ano passado, a carestia acumulada foi de 0,74%. Apesar de ser esperada uma pressão maior nesta reta final de 2017, são grandes as expectativas de que o IPCA feche o ano entre 3% e 3,1%, no piso da meta de inflação. 

 

Mais redução de juros

A previsão de que a carestia se mantenha na meta reforça a ideia de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncie mais um corte da taxa básica de juros (Selic), de 0,5 ponto percentual. A manutenção de reduções da taxa referencial do sistema financeiro em 2018, entretanto, não deve se repetir nos níveis atuais, avalia o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes. A expectativa do economista está ancorada nos preços livres, aqueles cujas variações são sensíveis à dinâmica da oferta e demanda. Atualmente, estão em 1,5% no acumulado em 12 meses, mas devem voltar a subir em 2018, pressionados por alguma retomada da demanda das famílias e por pressão dos alimentos. "Os preços livres devem começar a subir lentamente nos próximos meses, o que pode, em última instância, dar argumentos para o BC reduzir o ritmo de corte dos juros", prevê Bentes. 

 

Crédito para pessoas jurídicas caiu 22% em três anos

O saldo das operações de crédito para pessoa jurídica caiu em três anos. Em dezembro de 2014, houve queda de 2,3%, em termos reais, em relação ao ano anterior, atingindo R$ 946,1 bilhões. Em 2015, nova queda de 5,2% e finalmente uma forte retração de 15,5% em 2016 com o saldo recuando para R$ 757,7 bilhões. O levantamento foi feito pela Fecomércio de São Paulo, com base em dados do Banco Central. Isso significa uma redução de quase R$ 212 bilhões, ou 22%, na oferta de recursos entre 2013 e 2016. A taxa efetiva de juros médios cobrados continuou em alta no período. Era de 21,3% ao ano em 2014, foi para 24% em 2015 e 27,5% em 2016. Entre 2013 e 2016, a alta foi de mais de sete pontos percentuais a 17,5%.

 

Contas externas têm o melhor resultado em outubro desde 2007

O aumento das exportações nas últimas semanas ajudou o Brasil a encerrar outubro com o melhor resultado das contas externas para o mês desde 2007. Dados do Banco Central mostram que o déficit das contas externas caiu 90% na comparação com o ano anterior, para US$ 343 milhões no mês passado. Os números indicam ainda que o efeito da gradual retomada da economia começa a ser mais visível na demanda por bens e serviços do exterior e viagens internacionais, além de remessas de lucros e dividendos. Números apresentados ontem indicam que o ajuste das contas externas continua. Ainda influenciado pela mais profunda recessão em décadas, o total das transações do Brasil com o mundo gerou saldo negativo de US$ 3,03 bilhões de janeiro a outubro, valor 82% menor que o visto um ano antes. Parte desse ajuste é resultado da balança comercial, cujo saldo positivo saltou 132% em um ano, para US$ 4,9 bilhões em outubro. A entrada maior de dólares pelo comércio exterior é resultado principalmente das exportações, que tiveram alta mensal de 37%. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços.

 

 

21/11/2017 11:33:00
Comércio sergipano está animado para o final do ano

Comércio animado

Os empresários do comércio sergipano estão animados para o final do ano. A Pesquisa Mensal do Comércio do mês de setembro, realizada pelo IBGE e analisada pela Fecomércio, mostra que o volume de vendas cresceu 2,5% em relação a agosto. A receita nominal de vendas também subiu, atingido a marca positiva de 2,3%. Esse é o reflexo direto da melhoria da renda populacional, conforme explicado em nossa coluna há algumas semanas. O volume de vendas do comércio varejista também cresceu em relação ao mesmo período do ano passado, subiu 0,7%. Já a receita cresceu 2,6%, comparado a 2016. Considerando que o período de maior vendagem do comércio está cada dia mais próximo, a expectativa é de um crescimento ainda maior.

 

Varejo Ampliado

Já o comércio varejista ampliado, o que congrega todas as atividades comerciais, cresceu surpreendentes 8,1% entre setembro de 2016 e deste ano. O número anima cada vez mais os empresários do comércio que estão sentindo a volta da clientela em seus estabelecimentos. A receita nominal cresceu 8,3%, comparado a setembro do ano passado. Os sinais de melhora são claros e evidentes.

 

Laércio

Laércio Oliveira, presidente da Fecomércio, comemorou o resultado e disse que Sergipe está apresentando uma reação positiva. “Após um período de dificuldades, Sergipe começa a apresentar reação positiva, o que sinaliza uma estabilidade para o comércio local. Fatores como a queda da taxa de juros, a inflação estabilizada e sob controle, a diminuição da inadimplência ajudaram a retomar o crescimento do consumo. A recuperação vai acontecer de forma gradativa. Isso já está refletindo no número de empregos do comércio, que já apresenta crescimento desde setembro, gerando novas oportunidades de trabalho. Esses fatores aliados à melhoria das relações trabalhistas vão promover a inclusão de mais sergipanos de volta ao mercado de trabalho”, disse Laércio.

 

Brasil receberá 200,5 bilhões com 13º salário

O pagamento do décimo terceiro salário deve injetar cerca de R$ 200,5 bilhões na economia brasileira este ano, um crescimento de 4,7% na comparação ao ano passado. O valor previsto corresponde a cerca de 3,2% do PIB do País e foi divulgado ontem pelo Dieese. O levantamento não considera trabalhadores autônomos e assalariados sem carteira que devem receber algum tipo de abono de fim de ano. Cerca de 83,3 milhões de brasileiros devem receber o décimo terceiro salário, benefício que é pago aos trabalhadores com carteira assinada, beneficiários da Previdência Social e aposentados e pensionistas da União, dos estados e dos municípios. Em média, cada trabalhador receberá cerca de R$ 2,25 mil. Do total a ser pago, R$ 132,7 bilhões (66,2%) são destinados a trabalhadores formais.

 

Em Sergipe...

...no ano passado, de acordo com o DIEESE, a economia recebeu uma injeção de R$ 1,4 bilhão de reais. A expectativa, considerando o crescimento da renda em proporção aos anos, já que em 2015 o volume amealhado foi de R$ 1,3 bilhão, a expectativa é que com o crescimento da economia, o montante possa chegar a R$ 1,6 bilhão. Com o crescimento da atividade do comércio, certamente o final de ano será melhor para os sergipanos, que irão comprar mais.

 

Serasa Experian: atividade do comércio cresceu em outubro

O movimento dos consumidores nas lojas em outubro registrou alta de 0,8% na comparação com setembro deste ano, já efetuados os ajustes sazonais, segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, divulgado ontem. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve crescimento de 6,5%. No acumulado do ano até outubro, a atividade varejista cresceu 0,3% frente ao período de janeiro a outubro do ano passado. Segundo a Serasa Experian, a data comemorativa do Dia das Crianças, o avanço do crédito, a queda da inflação e a recuperação da renda real e do emprego impulsionaram a movimentação dos consumidores nas lojas. O resultado de outubro foi influenciado pela alta de 6,4% do segmento de móveis, e de 4,1% de eletroeletrônicos e informática. 

 

Todos os estados brasileiros tiveram queda do PIB em 2015

Todos os estados brasileiros registraram queda no PIB em 2015, de acordo com dados das Contas Regionais, divulgados ontem pelo IBGE. A queda ocorreu primeira vez em todas as unidades da federação ao longo da série histórica iniciada em 2002. Naquele ano, o PIB nacional caiu 3,5%.

14/11/2017 09:05:00
Pagamento de 13º salário deve injetar R$ 200,5 bilhões na economia

O pagamento do décimo terceiro salário deve injetar cerca de R$ 200,5 bilhões na economia brasileira este ano, um crescimento de 4,7% na comparação ao ano passado. O valor previsto corresponde a cerca de 3,2% do PIB do País e foi divulgado ontem pelo Dieese. O levantamento não considera trabalhadores autônomos e assalariados sem carteira que devem receber algum tipo de abono de fim de ano. Cerca de 83,3 milhões de brasileiros devem receber o décimo terceiro salário, benefício que é pago aos trabalhadores com carteira assinada, beneficiários da Previdência Social e aposentados e pensionistas da União, dos estados e dos municípios. Em média, cada trabalhador receberá cerca de R$ 2,25 mil. Do total a ser pago, R$ 132,7 bilhões (66,2%) são destinados a trabalhadores formais.

 

Previdência: governo aceita reduzir tempo de contribuição

O governo cedeu ao Congresso e aceitou manter em 15 anos o tempo mínimo de contribuição previdenciária para que os trabalhadores tenham direito a entrar com pedido de aposentadoria. O texto da reforma aprovado por comissão especial da Câmara em maio aumentava o pedágio para 25 anos. Porém, mesmo disposta a enxugar a reforma da Previdência, a equipe econômica ainda enfrenta uma queda de braço com os parlamentares sobre como deve ser o texto enxuto a ser colocado em votação no plenário. O governo defende que a espinha dorsal da reforma precisa ter quatro pontos, mas a base aliada só endossa dois deles. A equipe econômica quer manter na proposta a fixação de urna idade mínima para aposentadoria, com regra de transição; a equiparação entre trabalhadores do setor privado e do serviço público; a mudança na regra de cálculo de benefícios e pensões; e a criação de um fundo de previdência complementar nos estados. Porém, depois de reuniões com líderes esta semana, ficou claro que só duas das medidas têm consenso por ora: idade mínima e equiparação entre trabalhadores para acabar com privilégios do funcionalismo. O restante dessa espinha dorsal, além de mudanças para trabalhadores rurais e no pagamento de benefícios sociais, deve acabar caindo.

 

Serasa Experian: atividade do comércio cresce em outubro

O movimento dos consumidores nas lojas em outubro registrou alta de 0,8% na comparação com setembro deste ano, já efetuados os ajustes sazonais, segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, divulgado ontem. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve crescimento de 6,5%. No acumulado do ano até outubro, a atividade varejista cresceu 0,3% frente ao período de janeiro a outubro do ano passado. Segundo a Serasa Experian, a data comemorativa do Dia das Crianças, o avanço do crédito, a queda da inflação e a recuperação da renda real e do emprego impulsionaram a movimentação dos consumidores nas lojas. O resultado de outubro foi influenciado pela alta de 6,4% do segmento de móveis, e de 4,1% de eletroeletrônicos e informática. 

 

Sicoob é inaugurado em Aracaju

Aconteceu na última quinta-feira, (09), a inauguração  da agência do Sicoob Leste  em Aracaju ao lado. O Sicoob é a maior  instituição de sistema financeiro cooperativo do país. O novo banco em aracaju abrirá cerca de 60 novos empregos, fomentando o mercado, além de trazer mais desenvolvimento para Sergipe, que tem atraído cada vez mais novas oportunidades de negócios. A inauguração contou com a presença do presidente do banco, Nivaldo Nascimento, que estava acompanhado do presidente da Fecomercio Sergipe, Laércio  Oliveira, além do presidente da Fecomércio Alagoas, Dr. Wilton Malta. 



Despedida

Depois de 65 anos de história na educação sergipana, a direção do Grêmio Escolar Graccho Cardoso comunicou que no dia 31 de dezembro de 2017 vai encerrar as atividades na capital. Em uma nota, a instituição justificou que a “legislação inviabiliza a existência” da unidade. Nas redes sociais, vários professores, alunos e ex-alunos, que fazem parte da história do Graccho, lamentaram o fim das atividades. Para a equipe do colégio, a despedida é também sinônimo de gratidão. “Nossa obra não morre aqui. A semente que plantamos nos corações de todos, que experimentaram a sensação de fazer parte desta família, continuará a germinar...”.

07/11/2017 11:24:00
Taxa de desemprego volta a cair

Os dados divulgados pela PNAD Contínua sobre o comportamento do mercado de trabalho no terceiro trimestre reforçam as tendências manifestadas nas pesquisas anteriores. Segundo a pesquisa do IBGE, o desemprego continuou em queda, mas sustentado principalmente pela informalidade e com estabilidade nos rendimentos. A taxa de desemprego caiu de 13%, no segundo trimestre, para 12,4% da população economicamente ativa, o que representa ainda um contingente de 12,9 milhões de desempregados. E o número de empregados com carteira assinada permaneceu estacionado em 33,3 milhões, enquanto o número total de pessoas ocupadas subiu 1,2% em relação ao segundo trimestre, totalizando 91,3 milhões. Em três anos, o País perdeu 3,4 milhões de empregos com carteira assinada.

 

Renda do trabalhador cresce e impulsiona consumo

O mercado de trabalho brasileiro movimentou R$ 188,1 bilhões em salários no terceiro trimestre do ano. O resultado representa quase R$ 7 bilhões a mais em circulação na economia no período de um ano, impulsionando a expectativa de venda para o próximo Natal. Os dados PNAD Contínua, divulgada pelo IBGE. Depois de atingir o auge de R$ 191,5 bilhões no quarto trimestre de 2014, a massa de salários começou uma derrocada até atingir R$ 181,1 bilhões no terceiro trimestre de 2016. De lá para cá, cresceu 3,9%. Isso representa uma recuperação de R$ 7 bilhões na renda dos trabalhadores, o que tem promovido aumento no consumo.

Senac e BNB fazem acordo de cooperação

Laércio Oliveira, presidente do Sistema Fecomércio, Paulo do Eirado, diretor do Senac e Antônio César de Santana, superintendente do BNB em Sergipe, assinaram um Acordo de Cooperação Técnica visando estimular a capacidade empresarial e competitiva dos alunos e egressos do Senac que desejam montar seus próprios negócios. O objetivo é permitir que eles tenham acesso a informações e orientações que os apoiem na realização de financiamentos ou empréstimos no BNB. O convênio vai estimular o empreendedorismo nos alunos formados pelo Senac no estado.

 

Caminho errado da tributação

Em qualquer país, a tributação é feita sobre patrimônio, renda e depois no consumo. No Brasil é o inverso, primeiro se tributa o consumo, depois renda, e quase não se tributa o patrimônio. Temos essas distorções que têm que ser corrigidas. O exemplo está em Portugal, que estimula o empresariado a investir no negócio para gerar emprego e renda para todos. No Brasil é o contrário, desanimam o empresário, com a carga tributária que tira do consumidor e diminui o incentivo ao empresariado. Nesse modelo todo mundo perde. Não adianta arrecadar sem gerar emprego para a população.

 

Escalada de renda das famílias vai ocorrer de forma mais lenta

Com a recuperação do emprego e da renda nos próximos anos, 4,1 milhões de famílias devem ingressar na classe C e 2,9 milhões na classe B ao longo do período 2019-2026. A proporção de domicílios nessas classes deve chegar a 29,8% e 15,7%, respectivamente, superando os patamares anteriores à crise (28,6% e 15,4%, em 2014). Essa escalada da renda vai ocorrer, porém, de forma mais lenta que a observada no período que antecedeu a recessão. Os dados foram levantados e projetados pela consultoria Tendências, com base na PNAD Contínua.

 

Mais uma supersafra em Sergipe

A produção de milho pode bater um novo recorde em Sergipe. De acordo com a Secretaria de Agricultura do Estado, a estimativa de crescimento é de 462% superior ao volume colhido no ano passado. A estimativa é que se chegue a 793 mil toneladas de milho na colheita desse ano. A supersafra de milho mostra que o ano foi bom para o estado no quesito agricultura, pois há poucos meses, houve uma produção fenomenal de feijão, caracterizando a primeira supersafra deste ano. O mercado de agricultura neste ano está pujante, principalmente às chuvas que foram muitas no estado, ao longo deste ano.

 

 

 

 

 

25/10/2017 15:40:00
FGV: confiança do consumidor subiu em outubro

A confiança do consumidor subiu novamente em outubro e voltou ao nível  anterior ao agravamento da crise política em maio, com a delação da JBS. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) repetiu em outubro a alta de 1,4 ponto registrada em setembro e chegou a 83,7 pontos, maior nível desde março de 2017 (85,3). De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, o indicador avançou 3,8 pontos quando comparado a outubro de 2016. A FGV atribui o avanço na confiança do consumidor a uma recuperação mais consistente da economia.

 

Presidente do TST garante que nova lei trabalhista será cumprida

Presidente do Tribunal Superior do Trabalho, o ministro Ives Gandra Filho chama de "suicídio institucional" a reação de juízes, procuradores e fiscais do Trabalho às mudanças promovidas pela reforma trabalhista. A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) publicou 125 enunciados declarando a suposta inconstitucionalidade de artigos da Lei 13.467 e incentivando o não cumprimento da nova legislação. "A Anamatra já fez outras jornadas com enunciados que nunca nos influenciaram aqui no TST", disse Gandra ao Valor Econômico Ele afirma que os enunciados foram aprovados por uma "minoria" de juízes "que faz muito estardalhaço". "A lei será cumprida", garantiu, advertindo para o risco de o Congresso extinguir a Justiça do Trabalho. 

 

Brasileiros do Senai e Senac massacram rivais em competição mundial

Quando o assunto é desempenho de profissões técnicas, é o Brasil quem ganha de diversos países por 7 a 1, promovendo um verdadeiro massacre de alta qualidade educacional. Confirmando a qualidade do ensino do Sistema S, a exemplo do Senac e Senai e do trabalho desenvolvido em diversos ramos, os brasileiros conquistaram 7 medalhas de ouro, 5 de prata e 3 de bronze, além de 26 certificados de excelência, na WorldSkills 2017, maior competição de modalidades que correspondem às profissões técnicas da indústria e do setor de serviços. As vitórias garantiram o segundo lugar no torneio finalizado quarta-feira em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Realizada entre os dias 15 e 18 deste mês, a WorldSkills reuniu 1.256 jovens de 68 países em 52 ocupações técnicas. A delegação brasileira contou com 56 pessoas, composta por alunos do Senai e Senac. Os competidores são estudantes de cursos de educação profissional de até 23 anos de idade no ano em que se realiza o torneio. Em Abu Dhabi, eles formaram a equipe que ganhou o nome Top One, que concorreu em 50 modalidades.

 

Setor terciário volta a gerar empregos em Sergipe

Após sofrer com os rebates da crise econômica em todo o país, o setor terciário voltou a gerar vagas de emprego para a população sergipana. Na última análise do Ministério do Trabalho, os subsetores de comércio e serviços em Sergipe apontaram crescimento de postos de trabalho com carteira assinada. Os números são relacionados ao mês de setembro. A atividade de serviços de utilidade pública cresceu em 25 novas oportunidades de trabalho. O setor de serviços apontou um crescimento de 33 novas vagas. Já o comércio inicia sua temporada de contratações antes mesmo do esperado, que seria no mês de outubro, com crescimento de 272 postos de trabalho em setembro. Os números são o reflexo da confiança dos empresários no momento econômico, que sinaliza melhora para os próximos meses, seguindo o ritmo ascendente.

 

Recuperação

O presidente do Sistema Fecomércio, o deputado federal Laércio Oliveira, manifestou muito ânimo com os resultados antecipados de contratações nos setores e destacou que, principalmente as atividades relacionadas aos serviços estão com saldo positivo durante todo o ano. “Os números são animadores e refletem a confiança no melhor momento econômico que estamos vivendo, diante dos últimos dois anos que foram sofríveis para todo o setor produtivo. Ressalto que somadas, as atividades de serviços em todas suas esferas estão com saldo positivo de 1.113 novas oportunidades de trabalho. O comércio começa a apontar uma recuperação que nos anima para o final do ano, pois está chegando a melhor temporada de vendas para as empresas. Então são números que devemos comemorar. Em nível nacional, já são seis meses seguidos com crescimento do emprego, com mais de 208 mil novos postos de trabalho. Estamos deixando a crise para trás”, ressaltou.

 

Saques do PIS/Pasep podem canalizar R$ 5 bilhões para o varejo

A Agência Brasil informa que governo libera hoje os saques do PIS e do Pasep para idosos com mais de 70 anos. Nesta primeira fase do programa, a expectativa da Caixa Econômica Federal é de que 3,6 milhões de pessoas sejam beneficiadas. A partir do dia 17 de novembro, os pagamentos começam a ser feitos para aposentados. Em dezembro, os saques também serão autorizados para mulheres a partir de 62 anos e para homens a partir dos 65. Não há data limite para que o dinheiro seja retirado e os beneficiários que ainda não atingiram a idade mínima poderão aguardar o aniversário para sacar. O chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes, avaliou que o impacto será ainda melhor do que o das contas inativas do FGTS: “o setor de comércio deve se beneficiar mais com o PIS/Pasep do que com o FGTS. A gente estima que de R$ 16 bilhões, talvez mais de R$ 5 bilhões acabem chegando no varejo”. Bentes ressaltou que muitos consumidores devem utilizar os recursos do PIS e do Pasep para quitar dívidas.

 

Formalização de autônomos cresceu mais de 10% em dois anos

Apesar de a recessão ter inchado o grupo dos trabalhadores sem carteira assinada, entre os autônomos e empregadores a formalização deu um salto de 2014 a 2016. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados ontem pelo IBGE, mostram que cresceu mais de 10% o número de contas próprias ou empreendimentos registrados no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) nesse período. Enquanto entre 2014 e 2016 o número de trabalhadores por conta própria subiu 5%, os com CNPJ cresceram 14%, e os informais, 6%. Já a quantidade de empregadores nesse mesmo período cresceu 11%, sendo que o aumento de formais foi de 12% e o de informais, apenas 5,8%. Para Adriana Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, o salto é reflexo, em grande parte, da entrada em vigor, em 2009, da lei que criou o Microempreendedor Individual (MEI) e facilitou a formalização de profissionais de mais de 200 tipos de ocupações.

 

Prévia do PIB recua 0,38%, mas não muda tendência de recuperação

Após dois meses seguidos de alta, o IBC-Br, indicador divulgado pelo BC e conhecido como “prévia do PIB”, registrou queda de 0,38% em agosto na comparação com o mês anterior. O recuo, no entanto, não muda a tendência de recuperação da economia brasileira, na avaliação de economistas. Indicadores do mês de setembro, já conhecidos, e que também servem como termômetro do ritmo de atividade, mostram que a trajetória de retomada continua e que a queda de agosto foi um soluço. Em setembro a produção de veículos cresceu 3,9% em relação a agosto. O fluxo de cargas pesadas nas rodovias aumentou 0,7% no mesmo período. E as vendas do comércio varejista tiveram desempenho positivo, apesar da retração de 1,1% na expedição de papelão ondulado. No mês passado, a receita de vendas do comércio varejista brasileiro apresentou crescimento de 2,4%, em comparação com o mesmo período de 2016, descontada a inflação, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), que considera as vendas de veículos e materiais de construção. Dados preliminares da Associação Comercial de São Paulo de outubro mostram que o movimento do varejo na cidade de São Paulo continua positivo este mês e aumentou 3% em relação a igual período de 2016. Um termômetro ainda mais abrangente é o Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace), do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas. Ele reúne oito índices, entre indicadores da economia real, do mercado financeiro, do mercado de ações e comércio exterior. Em setembro, o Iace subiu 1,8% ante agosto, na terceira alta mensal seguida.

 

Salários voltam a ter aumento real após três semestres de perdas

Levantamento do Dieese mostra que as negociações salariais voltaram a ficar positivas no primeiro semestre deste ano, após três semestres seguidos de perdas nos ganhos dos trabalhadores. A variação real média dos reajustes de janeiro a julho de 2017 foi de 0,32%. Cerca de 60% das negociações salariais conquistaram aumento real. O principal fator nesse movimento ainda é a inflação baixa, que ajudou nas negociações: “O que chama a atenção é a interrupção da trajetória que começou em 2015 e se aprofundou em 2016. A retomada se deve à queda da inflação anual, que chegou a bater 11% em 2016 e agora está em 1,71%. O segundo fator é que os indicadores apontam que já chegamos ao fundo do poço. É um cenário menos ruim para as negociações do que se viu em 2016”, explicou José Silvestre, coordenador de Relações Sindicais do Dieese. No primeiro semestre, apenas 10% tiveram perdas. Esse resultado de 60% de convenções com ganhos reais foi a média do semestre. Ao se comparar mês a mês, a situação é mais positiva nas negociações recentes: em janeiro, foram 42% acima da inflação; em junho, esse percentual subiu para 80% e não houve acordos com perda salarial, segundo Silvestre.

 

 

09/10/2017 17:08:00
Problemas conjunturais e estruturais inviabilizam manter uma empresa

Empreender no Brasil não é uma tarefa fácil. Na crise, os desafios ficam ainda maiores. Em 2015, apenas 37,8% das 733,6 mil empresas criadas cinco anos antes ainda se mantinham ativas. É o que aponta o último levantamento Demografia das Empresas, divulgado ontem pelo IBGE. Os dados mostram ainda que, pelo segundo ano consecutivo, o saldo de criação de empresas ficou negativo. Analistas observam que 2015 foi difícil para empreendedores porque, além da recessão, que se manifestou com força naquele ano, a inflação subiu para 10,67%, levando muitas famílias a segurarem os gastos. A queda no consumo, intensificada pelo aumento do desemprego e pelas altas taxas de juros, tornou inviável a operação de muitas empresas e inibiu os investimentos na criação de novas. O problema no Brasil, no entanto, não é apenas conjuntural, de acordo com o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes. “É, também, estrutural. A alta carga tributária e o custo Brasil tornam muito difícil abrir, manter e até fechar uma empresa”, destacou. Para o economista, o retrato de 2016 virá tão ruim quanto o divulgado ontem. As micro e pequenas empresas (MPEs) foram as que mais sofreram no período de crise. Ciente da representatividade delas, que respondem por 98% do contingente de pessoas jurídicas no País, por 27% do PIB, e por 60% dos empregos, o governo criou ontem a Semana Nacional do Crédito. Ao longo do mês, sete bancos destinarão R$ 9 bilhões em recursos a empreendimentos de menor porte. Embora considere a iniciativa louvável, Fabio Bentes, da CNC, ressalta que é preciso mais. “O governo deve avançar na agenda reformista e sinalizar para os investidores a intenção de reduzir o custo de operar no País”, destacou.

 

Laércio Oliveira: lei da terceirização beneficia o setor de turismo

O seminário “Desafios da Aviação”, realizado pela CNC, reuniu os principais líderes de entidades ligadas ao turismo, um grande gerador de serviços que é sempre esmagado por impostos e taxas. O resultado é muitas vezes a inviabilização de negócios devido aos altos custos, como destaca o Portal Radar. O vice-presidente da CNC e deputado federal, Laércio Oliveira, foi o relator e defensor da lei da terceirização – que demorou 20 anos para ser aprovada – e responsável pela emenda do trabalho intermitente. De acordo com Laércio, a aprovação da reforma irá beneficiar diversos segmentos que envolvem o turismo, como prestação de serviços, de hospedagem, entre outros. Isso graças à redução de custos operacionais, alteração de taxas e recolhimento de impostos. Laércio ainda ressaltou a importância dos presentes no seminário não cruzarem os braços, pois ainda existe “um longo e árduo caminho a percorrer”. O executivo alertou que é necessário que os empregadores levem a informação correta aos seus funcionários e sindicatos ligados às suas atividades. “A lei vem para beneficiar a todos, vide o aumento do número de índice de crescimento de contratações após a aprovação da lei”, finalizou. 

 

Governo vai adiar pacote de medidas até fim da denúncia

O Valor Econômico destacou que o governo deve adiar, para o fim de outubro ou até para novembro, o pacote de medidas, anunciado há dois meses, com o objetivo de gerar receitas e cortar despesas em 2018. A equipe econômica alega que as medidas, que desagradam a funcionários públicos e empresas, são necessárias para o cumprimento da meta fiscal no próximo ano. Mas, pressionado pela base parlamentar que apoia seu governo, o presidente Michel Temer deve postergar o pacote, como já fez com a reforma da Previdência Social. A preocupação do Palácio do Planalto é com a segunda denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente, que precisa do apoio de sua base para que a Câmara dos Deputados rejeite a abertura da ação penal. O adiamento prejudica o esforço fiscal previsto para o próximo ano, quando o déficit primário das contas públicas (que não considera a despesa com juros da dívida) deverá ser de R$ 159 bilhões. 

 

Empréstimos do BNDES devem crescer 50% em 2018

Os empréstimos do BNDES devem oscilar entre R$ 110 bilhões e R$ 120 bilhões em 2018, um crescimento de até 50% em relação aos R$ 80 bilhões previstos para este ano, disse ontem o diretor da área financeira da instituição, Carlos Thadeu de Freitas. "Hoje, o que puxa a economia ainda é o consumo, apesar de restrições, mas no ano que vem será o investimento que está num patamar pífio", disse Freitas em entrevista à Reuters. Neste ano até agosto, os desembolsos do BNDES somam cerca de R$ 45 bilhões, com isso, a expectativa do banco é de uma aceleração nos últimos meses do ano. 

 

Política de preços da Petrobras tem efeito na inflação

Depois de cinco reduções seguidas, o preço do diesel volta a subir 0,5% hoje, como informa a Agência Brasil. Já o preço da gasolina se mantém em baixa desde o dia 29 do mês passado, acumulando retração de 7%. O novo reajuste definido pela Petrobras para esse combustível, de menos 0,7%, entra em vigor também nesta sexta-feira. Considerando os reajustes para cima e para baixo observados desde o dia 30 de setembro, o preço do diesel às distribuidoras caiu 6,7%. A mudança na política de preços dos combustíveis passou a ser adotada pela Petrobras no início de julho nas refinarias. Desde então, os preços da gasolina e do diesel estão sendo alterados, às vezes, de um dia para o outro. A estatal afirma que a ideia é repassar com maior frequência as flutuações do câmbio, do petróleo e, com isso, permitir “maior aderência dos preços do mercado doméstico ao mercado internacional no curto prazo”, dando condições de competir “de maneira mais ágil e eficiente”.

 

Movimento no comércio cresceu 3,4% em um ano

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas registrou, em setembro, alta de 1,0% perante agosto, já efetuados os ajustes sazonais. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve alta de 3,4%. Foi o melhor resultado neste critério de comparação desde julho de 2015. No acumulado do ano até setembro deste ano, a atividade varejista recuou 0,4% frente ao período de janeiro a setembro do ano passado. Segundo os economistas da Serasa Experian, a retomada do crescimento da massa real de rendimentos, alavancada pela queda da inflação e pelo início de recuperação do nível de emprego formal, tem contribuído para a definição de uma tendência positiva da atividade varejista. Neste contexto, reduções das taxas de juros, a volta do crédito e a melhor confiança dos consumidores, amplificam este movimento. No mês de setembro, todos os segmentos varejistas pesquisados registraram crescimento: supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (1,2%), móveis, eletroeletrônicos e informática (4,1%), combustíveis e lubrificantes (1,2%), veículos, motos e peças (1,3%), tecidos, vestuário, calçados e acessórios (0,4%), material de construção (3,3%). 

 

 

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Colunista Marcio Rocha
Marcio Rocha é jornalista formado pela UNIT e radialista formado pela UFS, especializado em economia, com experiência de quase 20 anos na comunicação sergipana.
Marcio Rocha

 

O conteúdo desta publicação é de responsabilidade do colunista.

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