Marcio Rocha
01/02/2018 14:26:00
Dívida atinge astronômicos R$ 3,6 trilhões

Informação do jornal Correio Braziliense indica que a dívida do governo federal em títulos públicos aumentou em R$ 446,4 bilhões no ano passado, alcançando um total de R$ 3,6 trilhões. Em relação a 2016, o endividamento federal cresceu 14,3%, muito acima da inflação do período, que ficou em 2,95%. Na comparação com o saldo no fim de 2013, antes do início do processo de deterioração das contas públicas, que passaram a ter déficits primários consecutivos a partir do ano seguinte, a dívida ficou 67,7% maior. Os dados foram divulgados ontem pela Secretaria do Tesouro Nacional, que prevê novo salto da dívida neste ano. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), o endividamento federal poderá chegar a R$ 3,89 trilhões no fim de 2018. Isso implicará alta de 11,8% do estoque registrado no ano passado. Em relação a 2013, a expansão poderá chegar a 87,5%. 

 

Rombo custará mais R$ 108,4 bilhões para o Brasil

Na previsão do Tesouro Nacional, só para cobrir o rombo no Orçamento deste ano, o Brasil se endividará em mais R$ 108,4 bilhões, sem contar todos os outros compromissos: 65% desse dinheiro devem ir para cobrir o buraco no sistema de aposentadorias. Nas contas dos técnicos do Ministério da Fazenda, o País deve emitir cerca de R$ 32,3 bilhões de papéis da dívida pública apenas para pagar benefícios rurais. Já R$ 24,7 bilhões serão captados para arcar com benefícios urbanos. Há, ainda, a projeção para aumentar o endividamento para bancar a Previdência dos militares e a compensação do Regime Geral de Previdência. Somente os gastos com a Previdência devem significar aumento de R$ 71,2 bilhões do endividamento brasileiro. Na teoria, o Brasil deveria tomar empréstimos para fazer investimentos, mas o planejamento do Tesouro Nacional mostra que a maior parte do que será enviado de recursos tomados no mercado para o Orçamento será para arcar com despesas correntes. 

 

Queda nos juros incentiva o consumo

Um estudo recente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostra que a taxa de juros das operações de crédito para pessoas físicas vem caindo há treze meses. No mês passado, o índice para o Estado de São Paulo ficou em 5,2%, valor 10% menor que o de dezembro de 2016. Com isso, as empresas estão dando prazos maiores para as compras, aliando isso a preços mais convidativos para a população consumidora. Esse fator alia-se à retomada gradual dos empregos no país, o que promove o aquecimento da economia.

 

Panorama dos salários brasileiros melhora em 2017

Em um movimento contrário dos últimos anos, o mercado de trabalho apresentou um cenário mais otimista em 2017: pisos salariais maiores, mais negociações com ganhos reais e uma queda do número de acordos com redução de jornada e de salários desenharam o panorama dos salários brasileiros no ano passado. O número de reajustes salariais acima da inflação em 2017, ou seja, com ganhos reais, foi de 79,5% — significativamente maior do que em 2016, quando o índice marcou 27,4%. É o que mostra o “Salariômetro”, estudo elaborado desde 2007 pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O piso mediano negociado em 2017 foi de R$1.130 – 18,4% maior que o salário mínimo, de R$ 954, e 3,7% maior do que o mediano negociado em 2016, que havia ficado em R$ 1.089.

 

Reconhecimento 

O empresário dos ramos de contabilidade e comércio, José Marcos de Andrade, fez um reconhecimento público do trabalho positivo que Laércio Oliveira vem fazendo na presidência do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Sergipe. Andrade destacou o crescimento, fortalecimento e integração entre os empresários, trabalhadores e componentes dos setores do comércio, serviços e turismo. Andrade destacou ações como o convênio feito entre a Fecomércio, via Senac e o Banco do Nordeste, que trata de instruir os empresários a captar e investir recursos do BNB em seu negócio, a assinatura do convênio que instalará a unidade do Senac em Propriá, atendendo uma população de mais de 100 mil pessoas na região e a construção e inauguração do Hotel Sesc Atalaia, empreendimento turístico que recebeu investimentos de mais de 45 milhões de reais.

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Marcio Rocha é jornalista formado pela UNIT e radialista formado pela UFS, especializado em economia, com experiência de quase 20 anos na comunicação sergipana.

 

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