Rodrigo Rocha
22/01/2018 07:00:00
Expectativas empresariais para 2018

Os resultados econômicos de 2017 de uma forma geral foram positivos e, apesar de tímidos, tiveram um impacto importante nas expectativas, permitindo estimativas mais otimistas para 2018. Mas, afinal de contas, o que esperar para este ano? Será que este ano finalmente será marcado pelo retorno de resultados mais robustos?

 

Inicialmente vale ressaltar que as estimativas para o PIB brasileiro (Produto Interno Bruto, que representa a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços produzidos em determinado período no país) já estão bem melhores, mesmo entre os analistas mais pessimistas.

 

A Confederação Nacional da Indústria – CNI estima um crescimento de 2,6% no PIB do Brasil deste ano, sendo a estimativa ainda mais positiva para o incremento da Indústria, com o valor de 3%. Os investimentos para o aumento da capacidade produtiva do país devem ser de 4%, ainda segundo a mesma instituição.

 

Todos esses números revelam um potencial significativo para a geração de empregos e de renda para a população, tendo impactos positivos na redução do desemprego (para algo em torno de 11,8%) e no aumento do consumo (expandindo para 2,8% em 2018, frente a 1,3% em 2017).

 

Diante dessas estimativas já se verifica que muitos empresários estão retomando projetos de investimentos para ampliação e modernização de negócios existentes e implantação de novos empreendimentos.

 

A partir do momento que se inicia esse movimento positivo este tem o poder de alimentar um ciclo de crescimento virtuoso, levando a economia para um cenário melhor.

 

Ainda existe muita desconfiança sobre o ambiente político, podendo as ações políticas acelerar ou reduzir a velocidade da retomada econômica. Os investimentos que exigem volumes maiores de recursos e mais tempo para gerar seus resultados acabam sendo prejudicados pela incerteza sobre reformas importantes como a tributária e a previdenciária, pairando no ar uma grande dúvida se vão conseguir prosperar. Tais reformas dariam mais credibilidade sobre a capacidade de pagamento do governo e facilitariam o ambiente econômico.

 

Apesar das incertezas, o clima que se percebe entre os empresários, tanto através de pesquisas, quanto pelas conversas mantidas com representantes da classe, é muito melhor que o visto nos anos anteriores, gerando uma grande possibilidade de resultados significativamente positivos para a economia brasileira em 2018.

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Rodrigo Rocha
Doutorando em Ciência da Propriedade Intelectual, possui Graduação em Ciências Econômicas (2005) e Mestrado em Economia (2008) pelo Programa de Mestrado em Desenvolvimento Regional e Gestão de Empreendimentos Locais pela Universidade Federal de Sergipe. Atualmente é Superintendente do Instituto Euvaldo Lodi - Núcleo Regional de Sergipe (IEL/SE), Coordenador do Núcleo de Informações Econômicas e Supervisor do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES). Lecionou diversas disciplinas em cursos de níveis tecnológico, graduação e MBA. Tem formação em Coaching e Mentoring, experiência em Pesquisas Econômicas diversas e realiza palestras nas áreas de Desenvolvimento Econômico, Gestão de Empreendimentos Locais, Gestão da Inovação e Gestão de Carreiras.

 

O conteúdo desta publicação é de responsabilidade do colunista.

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