Marcio Rocha
28/11/2017 06:28:00
Descontos da Black Friday chegam a 70% e devem permanecer até a próxima semana

Finalmente chegou o período tão esperado por lojistas e consumidores. E para quem deseja aproveitar para fazer as compras de Natal, os descontos da Black Friday chegam a 70%. A temporada de descontos não se resume meramente à sexta-feira de ontem. Começou antes para vários varejistas e deve seguir até o final da próxima semana. As promoções são vistas em lojas do Centro Comercial e nos quatro shoppings do estado, em Aracaju, Socorro e Itabaiana. Os comerciantes estavam ansiosos pela chegada do período.

 

Melhor momento do ano para compras

Laércio Oliveira, presidente da Fecomércio, destacou que esse é o melhor momento do ano para comprar bens de consumo, pois é o período em que os preços estão mais baixos. “Estou observando o comportamento dos empresários do comércio e fiquei muito feliz com o resultado, os preços oferecidos ao consumidor são extremamente atraentes. As lojas estavam tomadas pelo público ontem e isso anima não apenas para esse momento, mas também para os próximos meses, pois temos o Natal e a temporada de liquidações no início do ano. Novembro, dezembro e janeiro são ótimos meses para as compras”, disse Laércio. 

 

Brasil abriu mais 76,6 mil empregos novos em outubro

Na esteira da recuperação gradual da economia e com a expectativa de um fim de ano melhor para o varejo, o País abriu em outubro um total de 76,6 mil vagas de emprego com carteira assinada, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados de Desempregados (Caged) divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. Foi o sétimo aumento consecutivo do número de postos. Em 2017, as novas vagas já somam 302,2 mil. Desde 2013, quando foram criadas 94.893 vagas em outubro, o Brasil não apresentava números tão bons para o mês. O comércio puxou a alta de empregos, com 37,3 mil postos, seguido pela indústria de transformação, com 33,2 mil, e o setor de serviços, com 15,9 mil.

 

Prévia da inflação tem menor índice em novembro desde 1998

Em novembro, o IPCA-15, considerado a prévia da inflação, subiu 0,32%, abaixo dos 0,34% registrados em outubro. Esse foi o menor índice para o mês de novembro desde 1998. No acumulado do ano, o custo de vida avançou 1,52%, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE. O resultado do IPCA-15 foi influenciado pela conta de luz, combustíveis e gás de cozinha mais caros, e já era esperado pelo mercado. As altas foram compensadas pela sexta deflação consecutiva do segmento de alimentação, de 0,25%, contrariando o padrão sazonal de alta de preços no fim do ano. Atualmente, o mercado prevê inflação próxima de 12% no último trimestre. No mesmo período do ano passado, a carestia acumulada foi de 0,74%. Apesar de ser esperada uma pressão maior nesta reta final de 2017, são grandes as expectativas de que o IPCA feche o ano entre 3% e 3,1%, no piso da meta de inflação. 

 

Mais redução de juros

A previsão de que a carestia se mantenha na meta reforça a ideia de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncie mais um corte da taxa básica de juros (Selic), de 0,5 ponto percentual. A manutenção de reduções da taxa referencial do sistema financeiro em 2018, entretanto, não deve se repetir nos níveis atuais, avalia o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes. A expectativa do economista está ancorada nos preços livres, aqueles cujas variações são sensíveis à dinâmica da oferta e demanda. Atualmente, estão em 1,5% no acumulado em 12 meses, mas devem voltar a subir em 2018, pressionados por alguma retomada da demanda das famílias e por pressão dos alimentos. "Os preços livres devem começar a subir lentamente nos próximos meses, o que pode, em última instância, dar argumentos para o BC reduzir o ritmo de corte dos juros", prevê Bentes. 

 

Crédito para pessoas jurídicas caiu 22% em três anos

O saldo das operações de crédito para pessoa jurídica caiu em três anos. Em dezembro de 2014, houve queda de 2,3%, em termos reais, em relação ao ano anterior, atingindo R$ 946,1 bilhões. Em 2015, nova queda de 5,2% e finalmente uma forte retração de 15,5% em 2016 com o saldo recuando para R$ 757,7 bilhões. O levantamento foi feito pela Fecomércio de São Paulo, com base em dados do Banco Central. Isso significa uma redução de quase R$ 212 bilhões, ou 22%, na oferta de recursos entre 2013 e 2016. A taxa efetiva de juros médios cobrados continuou em alta no período. Era de 21,3% ao ano em 2014, foi para 24% em 2015 e 27,5% em 2016. Entre 2013 e 2016, a alta foi de mais de sete pontos percentuais a 17,5%.

 

Contas externas têm o melhor resultado em outubro desde 2007

O aumento das exportações nas últimas semanas ajudou o Brasil a encerrar outubro com o melhor resultado das contas externas para o mês desde 2007. Dados do Banco Central mostram que o déficit das contas externas caiu 90% na comparação com o ano anterior, para US$ 343 milhões no mês passado. Os números indicam ainda que o efeito da gradual retomada da economia começa a ser mais visível na demanda por bens e serviços do exterior e viagens internacionais, além de remessas de lucros e dividendos. Números apresentados ontem indicam que o ajuste das contas externas continua. Ainda influenciado pela mais profunda recessão em décadas, o total das transações do Brasil com o mundo gerou saldo negativo de US$ 3,03 bilhões de janeiro a outubro, valor 82% menor que o visto um ano antes. Parte desse ajuste é resultado da balança comercial, cujo saldo positivo saltou 132% em um ano, para US$ 4,9 bilhões em outubro. A entrada maior de dólares pelo comércio exterior é resultado principalmente das exportações, que tiveram alta mensal de 37%. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços.

 

 

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Marcio Rocha é jornalista formado pela UNIT e radialista formado pela UFS, especializado em economia, com experiência de quase 20 anos na comunicação sergipana.

 

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