Marcio Rocha
02/10/2017 11:13:00
Sistema S faz o que o governo deveria fazer

Em um país no qual se lamenta as sucessivas denúncias de verdadeiros saques aos cofres públicos, com escândalos que atingem todas as correntes políticas nacionais, sem poupar ninguém, quem sofre as consequências é a população que fica desassistida de saúde, educação de qualidade, capacitação profissional, moradia, transporte público eficaz e com índices econômicos desanimadores. Ações práticas, principalmente na estrutura de promoção do bem-estar da população, não existem quando se trata do ente público para sua realização.

Educação, saúde, lazer, esporte, arte, cultura e capacitação profissional são partes integrantes de uma premissa que muitos apregoam nos discursos políticos, mas de fato não se vê, nas pessoas e famílias, qualidade de vida. Esse conjunto de fatores é determinante para uma sociedade mais justa, igualitária e produtiva.

Os fatores citados também garantem não apenas a qualidade de vida da pessoa, mas a sua melhora enquanto trabalhador, pois envolve uma questão que é fundamentada no sonho de cada cidadão brasileiro, ter uma vida melhor. Investir nesses elementos é importante para poder ter pessoas mais preparadas física e mentalmente, com saúde e qualificação para enfrentar o cotidiano, gerando um melhor trabalho e mais produtividade.

O que os governos fazem mal ou não fazem é promovido por entes federativos que criaram e administram serviços sociais e educacionais. Esses entes federativos juntos são conhecidos como Sistema S. Divididos em categorias de atividades produtivas, o SESC e o SENAC são mantidos pelos empresários do setor terciário, o comércio de bens, serviços e turismo; SESI e SENAI na atividade industrial, custeados pelos empresários da indústria; o SEST e SENAT, que são sustentados pelos empresários do setor de transportes e o SENAR, alimentado pelo setor agropecuário.

Esses entes, coordenados pelas suas federações, a exemplo da Fecomércio, pelo comércio, e confederações, como a CNC, Confederação Nacional do Comércio, são partes integrantes do sistema que mais revoluciona o modo de produção nacional e mais promove qualidade de vida para o trabalhador. Já percebeu que um trabalhador que usa os serviços do Sistema S é mais bem preparado para o exercício da sua atividade, tem melhor humor no trabalho e produz com mais qualidade? Esse é o resultado de serviços que são pensados e planejados para atender às principais demandas da população trabalhadora. O pensamento da classe empresarial, seu modo administrativo e sua cultura sendo aplicada nas entidades resultam na maior rede de atendimento aos trabalhadores do país. Enquanto isso, parques públicos, praças esportivas e escolas da administração pública não saem do lugar.

As unidades escolares e pedagógicas do Sistema S, como o Senac, por exemplo, são as que mais promovem qualificação profissional de qualidade no Brasil. Um profissional formado pelo SENAC sai com uma grande vantagem na chance de conquistar uma vaga no mercado de trabalho, pois há 71 anos a entidade é vista como referência no quesito formação profissional.

O que já é feito há sete décadas só foi pensado efetivamente pelos governos, nos últimos dez anos, quando houve o “boom” de escolas profissionalizantes públicas. Ou seja, os empresários estão dando volta de vantagem no poder público nesse aspecto há vários anos.

Iniciativas como o Sistema S devem ser mantidas, pois atendem as principais necessidades de formação profissional para preencher as vagas no mercado de trabalho ofertadas pelas empresas. São elas que oferecem 93% dos empregos gerados no Brasil, sendo sinônimo de crescimento econômico, produtividade e verdadeira qualidade de vida para o trabalhador, por meio do Sistema S. Para entender melhor, basta comparar o que existe na iniciativa pública e comparar com o que é desenvolvido pelo Sistema S. Enquanto os recursos rendem no Sistema S, no poder público, parece que caem em um saco sem fundo e se perdem no abismo da corrupção. Se o poder público aprendesse a desenvolver ações como o Sistema S faz, certamente o Brasil seria um país melhor, mais desenvolvido e mais produtivo. 

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Marcio Rocha é jornalista formado pela UNIT e radialista formado pela UFS, especializado em economia, com experiência de quase 20 anos na comunicação sergipana.

 

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