Saumíneo Nascimento
24/09/2017 14:32:00
Inter American Development Bank – O Banco Interamericano de Desenvolvimento

Apontar a atuação de Banco Internacionais no Brasil está dentro de uma lógica de entender amplamente a funcionalidade do Sistema Financeiro Brasileiro. Registrando-se que existem teses que revelam que no Brasil, onde há grandes bancos públicos e privados de capital nacional, com amplas redes de agências bancárias e tecnologias sofisticadas de transferência eletrônica de fundos e de gestão de recursos, os bancos estrangeiros enfrentaram uma maior resistência às suas  estratégias concorrenciais de conquista de partes de mercado.

 

Abordarei dessa vez a atuação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com base em informações disponíveis em seu site. Trata-se de um banco multilateral que tem atuação no Brasil, a sua sede fica em Washington, e no Brasil existe um escritório de representação em Brasília.

 

De acordo com o disposto no site do BID, o Banco trabalha para melhorar a qualidade de vida na América Latina e no Caribe. Segundo o Banco, o foco é ajudar a melhorar a saúde, a educação e a infraestrutura através do apoio financeiro e técnico aos países que trabalham para reduzir a pobreza e a desigualdade. O BID tem como objetivo alcançar o desenvolvimento de forma sustentável e ecológica.

 

O BID foi criado em 1959, sendo atualmente uma importante fonte de financiamento para o desenvolvimento da América Latina e do Caribe. O Banco oferece empréstimos, subsídios e cooperação técnica; e realiza inúmeras pesquisas.  As atuais áreas de intervenção do Banco incluem três desafios de desenvolvimento: inclusão social/equidade, produtividade/inovação e integração económica. Além disso, três temas transversais são trabalhados:  igualdade de gênero, mudança climática/sustentabilidade do meio ambiente, e capacidade institucional do estado/estado de direito.

 

Conforme descrito pelo BID, as suas prioridades são: reduzir a pobreza e as desigualdades sociais; suprir as necessidades dos países pequenos e vulneráveis; promover o desenvolvimento através do setor privado; enfrentar a mudança climática, energia renovável e sustentabilidade ambiental; e promover a cooperação e integração regionais.

 

O Banco possui 2.000 (dois mil) empregados atuando em quatro continentes, com sua sede em Washington – Estados Unidos, com representações em 26 países membros mutuários, reforçando o que já abordei, sendo uma delas no Brasil em Brasília-DF, além de escritórios regionais na Ásia e na Europa. Os 48 países membros estão representados na Diretoria Executiva do Banco.

 

Luis Alberto Moreno é o atual Presidente do BID e assumiu a presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em outubro de 2005. Nessa posição, desde então preside também a Diretoria Executiva do Banco, da Corporação Interamericana de Investimentos e do Fundo Multilateral de Investimentos.

 

Caso prezado leitor, se você estiver interessado em trabalhar no BID, o Banco disponibiliza a página de carreiras da instituição no seguinte link: http://www.iadb.org/en/careers/careers-at-the-idb,1165.html. Lá é possível encontrar a lista de vagas disponíveis, informações sobre estágios e sobre o Programa Jovens Profissionais e os procedimentos para se candidatar. Conforme informando pelo Banco, além disso, é possível criar e atualizar regularmente um perfil pessoal e enviar informações relevantes (currículo, carta de apresentação, etc.).

 

Do ponto de vista de clientela, os principais mutuários são entes soberanos, países, províncias, estados e municípios, sendo clientes preferenciais os países de renda mais baixa. Além do setor público, o BID também opera com o setor privado, oferecendo opções inovadoras de financiamento, por meio de empréstimos e garantias para empresas privadas e organizações não governamentais. Nesta linha o Banco aprovou no decorrer de 2016 cerca de US$ 9,3 bilhões.

 

O BID também trabalha com doações que são recursos não reembolsáveis fornecidos para programas de cooperação técnica. Conforme o Banco, algumas doações podem ser restituídas ao BID, caso o programa eventualmente obtenha um empréstimo, seja do próprio Banco ou de outra fonte. As doações podem ser financiadas pelos próprios recursos financeiros do BID ou recursos de terceiros. Segundo o BID, dependendo da fonte de financiamento, cada doação possui seus próprios termos e condições.

 

Existem também os subsídios que são recursos não reembolsáveis oferecidos, no caso do BID, a programas de cooperação técnica. Há também financiamento de cooperação técnica de recuperação contingente, que dever ser devolvido somente se o programa obtiver um empréstimo, quer do próprio Banco ou de outra fonte.

 

De acordo com o BID,  os subsídios do Fundo Multilateral de Investimentos (FUMIN) apoiam intervenções específicas de pequena escala que são pioneiras e atuam como um catalisador para reformas mais amplas. O FUMIN é uma importante fonte de subsídios de assistência técnica para o desenvolvimento do setor privado na América Latina e Caribe.

 

O BID informa que dependendo do escopo do projeto proposto, o FUMIN pode fornecer recursos para organizações do setor público e privado. Agências do setor privado devem ser sem fins de lucro e podem incluir organizações não governamentais, associações industriais, câmaras de comércio, etc.

 

Ainda na linha do apoio não reembolsável, o BID possui o Programa de Empreendedorismo Social, que segundo o Banco, proporciona empréstimos e doações a organizações privadas e instituições públicas de desenvolvimento local no estado, província ou município. Os recursos do programa podem ser utilizados para despesas iniciais, assistência técnica, investimentos em construção, aquisição de equipamentos e materiais, capital de giro ou operacional e/ou marketing.

 

Pelo apresentado fica evidenciado que esta é mais uma instituição financeira internacional e multilateral com atuação no Brasil à disposição para apoiar o desenvolvimento econômico e social do país.

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Saumíneo Nascimento
Saumíneo Nascimento é Economista, Mestre e Doutor em Geografia, tem Pós-Doutorado em Ciência da Propriedade Intelectual pela UFS, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, da Associação Brasileira de Relações Internacionais e da Academia Nacional de Economia.

 

O conteúdo desta publicação é de responsabilidade do colunista.

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