Rodrigo Rocha
18/09/2017 07:00:00
A Gestão do Conhecimento e os Bons Resultados Empresariais

Diariamente uma empresa produz uma quantidade enorme de informações, sendo necessária uma análise mais apurada das que são mais estratégicas. Mas para que isso ocorra efetivamente, exige-se ao menos uma forma mais estruturada de organização das mesmas, facilitando a consolidação, para o momento da análise.

 

Geralmente apenas alguns dados são utilizados para a tomada de decisão e, mesmo os que são considerados mais estratégicos, muitas vezes apresentam inconsistências por não possuírem um processo sistematizado de coleta, arquivamento e apresentação.

 

Toda informação pode trazer consigo algum grau de importância para tomada de decisões, mas para isso ela precisa ter conexão com alguma estratégia empresarial. Por exemplo, as formas e datas de pagamento, de compra, de contato dos clientes, precisam ser acompanhadas, mas de um modo eficiente, como, por exemplo, através de algum sistema ou pelo menos uma planilha minimamente estruturada, permitindo fazer previsões de caixa ou determinar melhores datas para realizar promoções, etc.

 

A disponibilidade de informações é muito grande, mas, sem o direcionamento correto, dados importantes simplesmente se perdem, destruindo grandes oportunidades de melhorias nas organizações, que poderiam tanto gerar o crescimento quanto evitar dificuldades, que muitas vezes levam à falência.

 

Para que toda a informação produzida na empresa possa se transformar efetivamente em conhecimento, precisa-se ter sempre um olhar estratégico, criando as conexões entre as visões de futuro e as ações do presente, que devem ser conduzidas através de decisões coerentes com a realidade mostrada pelas informações.

 

É por isso que as empresas devem fazer investimentos em capacitações, treinamentos, cursos, etc, mais estratégicos, que possuam um conteúdo que associe os conhecimentos técnicos específicos de determinada função com uma visão mais ampla, saindo do conhecimento tradicional e partindo para um modelo que permita encontrar soluções inovadoras para os desafios.

 

A participação nesses treinamentos também deve gerar aprendizados para outros colaboradores da empresa, pois o colaborador que retorna geralmente não repassa esse conhecimento diretamente para ninguém, quando poderia repassar minimamente para outros colegas que não puderam participar.

 

A partir de ações simples de sistematização das informações que são produzidas na empresa e da preparação dos colaboradores é possível avaliar se todos os dados produzidos têm a real necessidade de existirem, definir quais precisam ser acompanhados e quais ações precisam ser executadas.

 

Com a implantação de um processo para gerir as informações disponíveis e a utilização delas dentro de um contexto (criado pela união de dois ou mais dados), com certeza o conhecimento assim produzido permitirá a tomada de decisões que gerarão resultados muito melhores, no curto, médio e longo prazo.

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Rodrigo Rocha
Doutorando em Ciência da Propriedade Intelectual, possui Graduação em Ciências Econômicas (2005) e Mestrado em Economia (2008) pelo Programa de Mestrado em Desenvolvimento Regional e Gestão de Empreendimentos Locais pela Universidade Federal de Sergipe. Atualmente é Superintendente do Instituto Euvaldo Lodi - Núcleo Regional de Sergipe (IEL/SE), Coordenador do Núcleo de Informações Econômicas e Supervisor do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES). Lecionou diversas disciplinas em cursos de níveis tecnológico, graduação e MBA. Tem formação em Coaching e Mentoring, experiência em Pesquisas Econômicas diversas e realiza palestras nas áreas de Desenvolvimento Econômico, Gestão de Empreendimentos Locais, Gestão da Inovação e Gestão de Carreiras.

 

O conteúdo desta publicação é de responsabilidade do colunista.

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