Marcio Rocha
11/09/2017 16:32:00
Aumentos sucessivos nos combustíveis vão levantar a inflação

Os aumentos recorrentes no preço dos combustíveis não trarão boas notícias nos próximos dias. Já não basta a própria dor de cabeça em ter que comprar gasolina por mais de R$ 4, preço praticado em Aracaju, todo o setor produtivo sofre o impacto com o aumento dos combustíveis. Quase tudo no Brasil, que é um país tecnologicamente atrasado em logística, é transportado por rodovias, ao contrário dos países de primeiro mundo, que utilizam mais os trens para transporte. O aumento de 10,2% na gasolina e elevação de 6% no preço do diesel vão puxar para cima os preços dos produtos brasileiros. Nos próximos dias encontraremos preços mais caros nas gôndolas dos supermercados. Isso não é culpa dos empresários, mas de um governo que mexe aleatoriamente nos seus pre&ccedi l;os administrados. A inflação vai subir, com essa variação dos combustíveis. Aguardem.

 

Efeito não é imediato

Fábio Bentes, chefe da divisão econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC) destaca que o efeito do aumento dos combustíveis nos preços de alimentos não é imediato. Bentes informou que o efeito é gradual e dura entre dois ou três meses. Em algumas classes de despesas, porém, o impacto leva mais tempo, como no grupo de alimentação e bebidas. Nessa categoria, a disseminação demora quatro meses. O que é um alento, uma vez que a queda de preços dos alimentos tem ajudado a desacelerar o custo de vida e, consequentemente, a dar mais poder de compra às famílias. Em contrapartida, o impacto sobre os transportes é imediato. O contágio, no entanto, tem um comportamento diferente. “A contaminação é forte no primeiro mês, depois vai perdendo força gradualmente&rdq uo;, explicou o economista. O impacto da alta dos combustíveis no grupo de transportes foi observado no último resultado do IPCA, após o governo federal aumentar a alíquota de PIS/Cofins, em julho. Em agosto, a inflação dessa categoria de despesas subiu 6,67% em relação ao mês anterior. Foi a maior alta desde fevereiro de 2015, quando os custos com o grupo avançaram 7,95%. Naquela época, sob a Presidência de Dilma Rousseff, o impacto foi causado pelo reajuste da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). Em março de 2015, os custos com combustíveis avançaram 1,08%. No atual cenário, o mesmo efeito não pode ser descartado, avalia Bentes. “Não vai ser o aumento de combustível que vai comprometer a inflação baixa de alimentos e bebidas nos próximos três meses. Ma s, na virada de dezembro para janeiro, devemos ver algum efeito maior sobre esse grupo”, destacou. A estimativa é de que os reajustes acumulados em setembro se unam ao impacto do aumento de PIS/Cofins e pressionem os preços dos alimentos no início de 2018. 

 

Prazo para negociação de dívidas do ICMS termina na terça-feira

Termina amanhã (12), terça-feira, o prazo para adesão ao programa especial de negociação de dívidas de ICMS oferecido pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) conforme o decreto 30.698/2017, que prevê condições diferenciadas para pagamento em até 60 prestações para pendências constituídas até o dia 30 de abril deste ano, contemplando ainda os débitos decorrentes de imposto declarado espontaneamente ou apurados através de Auto de Infração Simplificado Modelo II. Para aderir ao parcelamento, a Sefaz disponibilizou um sistema simplificado para negociação, através do site www.sefaz.se.gov.br, com acesso pelo botão “Serviço” / “ICMS” / “Parcelamento”, solicitando em seguida o parcelamento, assinalando Decreto 30.698/17 no campo “Decreto de Parcela mento”. Pelo site o contribuinte pode fazer todo o encaminhamento da negociação, verificar o valor do débito, fazer a simulação e inclusive emitir o documento de pagamento.

 

Cartão de crédito continua dando dor de cabeça para os sergipanos

Não adianta, o cartão de crédito continua sendo o grande vilão nas dívidas das famílias sergipanas. A Pesquisa de Endividamento e Intenção de Consumo realizada pela Fecomércio (PEIC), mostra que 62,4% da população sergipana se encontra com dívidas no dinheiro de plástico. O número, entretanto, é animador, pois na pesquisa anterior, realizada em junho, o número era de 69% dos sergipanos endividados. A queda no volume de endividamento mostra a tendência de educação financeira da população. As novas regras do cartão de crédito também influenciaram na diminuição do volume de endividamento. Em 2 anos, o índice caiu mais de 20%. Ou seja, é o vilão. Todavia, o povo está aprendendo a usar com responsabilidade.

 

 

Sincor e Boomerang firmam parceria para ampliar clube de vantagens

O Clube de benefícios criado pelo Sindicato dos Corretores de Seguros de Sergipe, Sincor PLUS, está crescendo a cada dia, com adesão de novos parceiros que promovem descontos especiais para os corretores de seguros associados ao Sincor Sergipe, no volume atual superior a 50 estabelecimentos comerciais, entre eles, academias, óticas, restaurantes, escolas profissionalizantes, locadoras de veículos, farmácias da Rede Sergifar, entre outras empresas parceiras. Pensando na ampliação de seu leque de atendimento e conquista de novos parceiros para compor o quadro de empresas promotoras de vantagens para os corretores de seguros, o presidente do Sincor-SE, Érico Melo firmou uma parceria importante para a expansão das vantagens do Sincor PLUS. Para tanto, foi firmada uma parceria entre o Sincor-SE e o Boomerang Club, uma plataforma inovadora que congrega mais de 300 empresas sergipanas em um cl ube de vantagens para os associados da rede Boomerang em Sergipe. O contrato foi assinado pelo diretor do Boomerang Club, Danilo Barreto, e pelo presidente do Sincor, Érico Melo, já entrando em vigor imediato, levando mais oportunidades de bons negócios para os associados do sindicato. Com a parceria, os corretores de seguros de Sergipe já podem usufruir dos benefícios promovidos pelo Boomerang Club, de descontos de até 70% nos mais de 350 estabelecimentos conveniados Sincor PLUS e Boomerang. Entre os novos parceiros estão lojas de eletrodomésticos, móveis, calçados, telefonia celular, vestuário, peças e acessórios para veículos, entre muitas outras empresas. O presidente do Sincor valorizou a iniciativa de juntar o Sincor PLUS com o Boomerang, destacando que os corretores passam a ter muito mais vantagens para compras e contratação de serviços.  

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Marcio Rocha é jornalista formado pela UNIT e radialista formado pela UFS, especializado em economia, com experiência de quase 20 anos na comunicação sergipana.

 

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