Rodrigo Rocha
21/08/2017 07:00:00
Inovar é Preciso

Inovar é preciso, mas quando se fala em inovação muitas pessoas pensam logo naquele tipo que quebra os modelos existentes e, sendo assim, só é possível para as grandes empresas.

 

Por isso é importante saber diferenciar os dois grandes tipos de inovação. O tipo apresentado no início (e mais conhecido) é a inovação radical, que geralmente exige muito tempo de pesquisa e desenvolvimento, necessitando de maiores volumes de recursos e um tempo significativo para chegar ao mercado. Esta forma de inovar é muito importante para a evolução das sociedades, mas apresenta grandes barreiras para empresas menores, à exceção de empresas de base tecnológica, como as startups, que muitas vezes já são criadas com esse foco.

 

Porem existe um tipo de inovação que é muito mais acessível a empresas de qualquer porte e segmento. Essa inovação é denominada como incremental e as instituições de apoio à classe empresarial desenvolvem vários projetos e ações para estimular este foco nas empresas, seguindo principalmente as tipologias definidas no Manual de Oslo, por adotar uma visão menos acadêmica e mais voltada para o mundo dos negócios.

 

Dentro dessa logica empresarial é possível realizar inovações incrementais de produto, processo, marketing e organizacional. As inovações são consideradas incrementais, por aperfeiçoar (ou adaptar) modelos já existentes, para atender determinada realidade ou necessidade.

 

A inovação incremental tem grande importância, principalmente para as empresas menores, por permitir reduções nos seus custos, aumento de produtividade ou aumento das vendas, ampliando seus lucros e tornando-as, assim, mais competitivas e sustentáveis ao longo do tempo.

 

Tendo este foco, torna-se mais fácil fugir das estatísticas que mostram alta mortalidade das empresas nos primeiros anos de existência, ainda mais em tempos de crise.

 

Diante do ambiente de negócios cada vez mais competitivo, todas as empresas precisam ter ações sistematizadas, de forma estratégica, identificando oportunidades de melhorias, que possam ser aplicadas nas atividades rotineiras, encontrando, assim, os caminhos para serem inovadoras de forma contínua e sustentável.

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Rodrigo Rocha
Doutorando em Ciência da Propriedade Intelectual, possui Graduação em Ciências Econômicas (2005) e Mestrado em Economia (2008) pelo Programa de Mestrado em Desenvolvimento Regional e Gestão de Empreendimentos Locais pela Universidade Federal de Sergipe. Atualmente é Superintendente do Instituto Euvaldo Lodi - Núcleo Regional de Sergipe (IEL/SE), Coordenador do Núcleo de Informações Econômicas e Supervisor do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES). Lecionou diversas disciplinas em cursos de níveis tecnológico, graduação e MBA. Tem formação em Coaching e Mentoring, experiência em Pesquisas Econômicas diversas e realiza palestras nas áreas de Desenvolvimento Econômico, Gestão de Empreendimentos Locais, Gestão da Inovação e Gestão de Carreiras.

 

O conteúdo desta publicação é de responsabilidade do colunista.

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