IBGE passa a medir inflação em Aracaju a partir do IPCA e INPC
Essa é a primeira vez que índices são divulgados para o município
Economia| Por Fernanda Araujo 08/06/2018 13:00 - Atualizado em 08/06/2018 13:21

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) passa a medir a inflação em Aracaju (SE) a partir de dois indicadores, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Esta é a primeira vez que a capital sergipana faz parte da pesquisa da instituição sobre os dados que incluem os valores do IPCA e do INPC específicos para o município, o que permitirá, segundo o IBGE,  ter conhecimento mais detalhado do comportamento dos preços para o consumidor.

Os números de maio deste ano foram divulgados nesta sexta-feira (8), durante coletiva de imprensa. Para o cálculo foram comparados os preços coletados entre 28 de abril a 29 de maio com os preços vigentes entre 30 de março a 27 de abril do corrente ano.

Aracaju teve 0,37% de variação do IPCA nos grupos de produtos e serviços na área de alimentação e bebidas, habitação, artigos de residência, vestuário, transportes, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, na educação e na comunicação. O índice se refere às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos.

Já no INPC, que se refere às famílias com renda de um a cinco salários mínimos, o aumento foi de 0,20% – abaixo do nacional, de 0,43%.

“Entre os grupos que fazem parte do IPCA em Aracaju, os principais destaques foram os aumentos na habitação, em que a tarifa de energia elétrica que foi reajustada em 9,85% exerceu principal impacto positivo e o aumento em média de 4,9% da gasolina e do plano de saúde, um aumento de 1,07%”, disse a economista da Coordenação de Índices de Preços do IBGE, Denise Cordovil (foto).

O percentual do IPCA da capital ficou próximo ao do país no mês, que foi de 0,40% (0,18% acima da taxa de 0,22% registrada em abril). Em maio do ano passado, a taxa atingiu 0,31%.

 O IPCA de maio é o primeiro a incorporar em seu cálculo os itens mão de obra para pequenos reparos e empregado doméstico. Além de Aracaju, na pesquisa também foram incluídas as áreas de Rio Branco (AC) e São Luís (MA).

“Até abril deste ano, os índices de preço ao consumidor eram calculados em 13 áreas, agora três foram incluídas, dando maior representatividade ao Nordeste e Norte. Com isso, a população passa a conhecer a variação média de preços dos bens e serviços que impactam nas despesas das famílias. Importante para saber quanto variam os preços do alimento, do plano de saúde, medicamentos, das tarifas públicas, que têm maior peso nos orçamentos”, ressalta Denise.

Veja aqui mais detalhes dos dados divulgados pelo IBGE.

 

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