Crise da Avianca coloca preço das passagens aéreas nas alturas
Em Aracaju, quase 30 voos da companhia estão cancelados até o final de abril
Economia| Por F5 News 25/04/2019 14:51 - Atualizado em 26/04/2019 16:22

A crise da Avianca Brasil, que está em recuperação judicial, começa a inflacionar o mercado aéreo brasileiro. Os preços das passagens áreas dispararam na última semana por conta do aumento do número de viagens canceladas pela companhia. Em Aracaju, viajar para alguns destinos está custando o dobro se comparado ao período antes da turbulência financeira da Avianca, que começou em dezembro do ano passado. 

Os destinos mais impactados saindo da capital sergipana foram Rio de Janeiro e São Paulo. Os voos para outros estados do Nordeste também registraram alta. Em alguns casos, o valor dos trechos mais que dobrou, como mostra uma série de simulações feitas pelo F5 News

Quem pretende comprar a passagem de ida e volta para São Paulo, para a próxima semana, vai ter que pagar de R$ 1,8 mil a R$ 2,5 mil. Caso a viagem aconteça no final de maio, a variação fica entre R$ 650 e R$ 1 mil. Já quem se planeja para julho vai pagar de R$ 700 a R$ 1 mil.

Para a próxima semana, os valores para o Rio de Janeiro variam de R$ 1,8 mil a R$ 3,2 mil. No final de maio, as passagens custam de R$ 537 a R$ 1 mil e, em dois meses, de R$ 520 a R$ 1.050 mil. 

Uma viagem de ida e volta para Salvador (BA), na próxima semana, pode superar os R$ 3,4 mil. A mais barata custa R$ 1,8 mil. Para este destino, não há voos diretos.

No caso de Recife (PE), a variação é de R$ 1,8 mil a R$ 3,3 mil, quando antes era de R$ 440 a R$ 600. Nessas duas cidades, os preços ficam mais em conta se os passageiros usarem planejamento. É possível encontrar passagens por cerca de R$ 600 no final de maio ou junho.

Além de ter que desembolsar mais dinheiro, quem quer viajar precisa de paciência porque, em muitos casos, o número de escalas dos voos também aumentou. De hoje (25) até o dia 30 de abril, a Avianca cancelou 14 decolagens e 15 pousos do Aeroporto Santa Maria, em Aracaju. Confira quais os direitos do consumidor nesse tipo de situação aqui

O empresário Ygor Sydharta teve o voo de São Paulo para Aracaju cancelado nesta quarta-feira (24) e foi realocado num voo para Salvador, mas como não há mais voos diretos da capital baiana à capital sergipana, teve que completar a viagem em um táxi nesta quinta-feira (25). "Não tem mais voo para Aracaju. Falta de respeito tem nome", reclamou. 

Para agravar a crise da empresa, foi anunciado que, a partir de segunda-feira (29), a Avianca vai operar em apenas quatro aeroportos do país: Congonhas (SP), Santos Dumont (RJ), Brasília (DF) e Salvador (BA).

Em nota, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que não interfere na política comercial das empresas aéreas e faz apenas o acompanhamento permanente das tarifas comercializadas – correspondentes aos bilhetes de passagem efetivamente vendidos ao público em geral – pelas empresas em todas as linhas aéreas domésticas de passageiros.  “Esse levantamento pode ser consultado nos Relatórios de Tarifas Aéreas no site da Agência”, disse. 

A Agência também declarou que fiscaliza  a atuação da Avianca diante dos passageiros e segue acompanhando a execução das ações para a manutenção da segurança das operações.

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