Alta do dólar é internacional e Brasil não está imune, diz Guardia
Ministro diz que governo deve manter estratégia de ajuste fiscal
Economia 15/05/2018 14:41 - Atualizado em 15/05/2018 15:14

A alta do dólar no Brasil é um movimento internacional de fortalecimento da moeda americana, disse o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, hoje (15), em Brasília.

O ministro conversou com a imprensa após participar de reunião com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Raimundo Carreiro, para discutir como o tribunal pode ampliar a capacidade de auditar os parcelamentos de dívidas tributárias e benefícios fiscais.

 “No curto prazo, é um movimento internacional de fortalecimento do dólar e o Brasil não está imune a isso”, disse o ministro.

Ontem (14), o dólar comercial fechou o dia cotado R$ 3,628, uma alta de 0,73%. Esse foi o maior valor desde abril de 2016, quando a moeda chegou a valer R$ 3,693. Hoje, às 12h10, o dólar estava cotado a R$ 3,68, com alta de 1,4%.

“Vejo como uma tendência internacional de fortalecimento do dólar. Se nós olharmos para os países emergentes ou para as principais moedas, elas estão se desvalorizando vis-à-vis o dólar”, destacou o ministro.

Segundo o ministro, o governo deve manter a estratégia de ajuste fiscal para fazer frente a alta do dólar. “A melhor resposta do governo é persistir trabalhando no processo de consolidação fiscal, aumentar a produtividade, reduzir custos para tornar a economia brasileira mais eficiente. Temos um cenário de contas externas muito favorável, temos reservas internacionais, temos um pequeno déficit em transações correntes, que é amplamente financiável pelos investimentos diretos estrangeiros, a inflação está baixa, um processo de redução da taxa de juros”, disse.

A alta do dólar ocorre mesmo com ajustes na atuação do Banco Central no mercado de câmbio. Na última sexta-feira (11), após o fechamento do mercado, o banco anunciou ajustes nos leilões de contratos de sawps cambiais, equivalentes à venda de dólares mercado futuro. O BC passou a fazer leilões com vencimento em junho e antecipou operações adicionais.

Com os ajustes, hoje (14) o BC iniciou a oferta diária de rolagem integral de 4.225 contratos, com vencimento em junho. Além disso, passou a fazer a oferta adicional de 5 mil novos contratos ao longo do mês e não apenas ao final como estava previsto.

Fonte: Agência Brasil 

 

Mais Notícias de Economia
20/03/2019 17:17 Governo quer que Poderes assumam a conta de seus aposentados
Belivaldo diz que vai enviar à Alese pacotes de medidas pelas finanças de Sergipe
20/03/2019 09:38 PIB brasileiro cresceu 0,3% de dezembro para janeiro, mostra FGV
20/03/2019 07:37 Mercado financeiro prevê manutenção da taxa Selic em 6,5%
19/03/2019 16:10 Banese reduz taxa de juros do crédito imobiliário para funcionários públicos
Crédito Imobiliário financia até 80% do valor do imóvel, com prazos para pagamento de até 35 anos
19/03/2019 11:28 7ª Feira Agropecuária começa nesta terça-feira no Parque de Exposições
Serão expostos 600 animais para visitação até o próximo domingo