Trabalhadores paralisam limpeza em Aracaju e mais duas cidades
Cotidiano 13/03/2018 11:45 - Atualizado em 13/03/2018 17:00

Por Fernanda Araujo

Trabalhadores da empresa Torre começaram uma greve por tempo indeterminado nesta terça-feira (13). A paralisação acontece nos municípios sergipanos de Nossa Senhora do Socorro, Laranjeiras e em Aracaju, em protesto contra o atraso no salário e no ticket alimentação, e falta de condições de trabalho.

Cerca de 700 trabalhadores aderiram à paralisação, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Pública e Comercial de Sergipe (Sindilimp).

Segundo o presidente da entidade, Rayvanderson Fernandes, há quatro meses o pagamento do salário e do ticket alimentação da categoria tem sido feito em atraso ou de forma parcelada.

“No acordo, o pagamento é no primeiro dia de cada mês, mas a empresa está atrasando e o trabalhador não tem controle para saber se está sendo pago regularmente. Além disso, as condições de trabalho são precárias, não tem banheiros químicos, o transporte dos trabalhadores é irregular, alguns ônibus da empresa estão deteriorados, com condições desumanas”, reclama Fernandes.

O sindicato cobra ainda a regularização do plano de saúde dos trabalhadores, entre outras reivindicações. “A gente quer pleitear reajuste salarial; no acordo coletivo 2018/2019 negociado no ano passado, a data base é em março e até agora nada foi sinalizado. Com medo do acordo não ser cumprido, queremos um novo acordo, pois a empresa quer que o acordado ano passado fique congelado por mais dois anos, e isso não aceitamos”, adverte o sindicalista.

O presidente do Sindilimp ressalta que durante a greve será respeitado o limite em torno de 40% do efetivo em serviço. No entanto, afirma que a Torre já havia suspendido 80% das atividades em Aracaju desde a última terça-feira (6), porém, a empresa não esclareceu os motivos.

As reclamações serão levadas ao Ministério Público do Trabalho. “Estamos solicitando mediação do MPT. A empresa paralisou por conta própria e esperamos que os trabalhadores não sejam prejudicados”, afirma Rayvanderson.

Serviços paralisados

Na capital, a coleta de lixo domiciliar não foi prejudicada na paralisação, já que o serviço é realizado pela empresa Cavo, ainda dentro do contrato emergencial com a Prefeitura, até que a vencedora da licitação, finalizada em fevereiro, assine a ordem de serviço, segundo a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb).

Já os serviços prestados pela Torre no novo contrato, como coleta de entulhos, varrição, manutenção das feiras, entre outros, estão interrompidos.

Em Socorro, apenas 30% do serviço está sendo realizado - dos nove caminhões de coleta de lixo, apenas três estão trabalhando de forma parcial.

Já em Laranjeiras, em torno de 30% do efetivo de trabalhadores realiza os serviços operacionais, de capinação, varrição, pintura e coleta de lixo.

F5 News procurou a assessoria de comunicação da Torre, mas não obteve resposta até a publicação da matéria. 

O portal também buscou esclarecimentos com a assessoria da Emsurb, a respeito da suspensão do serviço por parte da empresa; em nota, a assessoria informou que não recebeu qualquer comunicado oficial sobre paralisação. Sobre a paralisação dos funcionários, pelo presidente Luiz Roberto disse ainda que essa é uma situação que deve ser resolvida entre a Torre e os trabalhadores, e acredita que o problema deva ser solucionado na quarta-feira (14). A Emsurb afirmou também que recebeu notificação do Sindilimp sobre a greve e que comunicou a Torre, que "garantiu que conversaria com o Sindilimp, para tentar resolver a questão administrativamente, ou até judicialmente".

Foto: F5 News

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