Hemose realiza atividade educativa sobre a hemofilia
Pelo menos 200 pessoas com esta doença são atendidas no hemocentro em Aracaju
Cotidiano| Por Fernanda Araujo e Will Rodrigues 25/04/2019 17:35 - Atualizado em 25/04/2019 17:44

A hemofilia é uma doença genético-hereditária que caracteriza-se por desordem no mecanismo de coagulação do sangue, o que pode resultar em hemorragias difíceis de serem controladas. E apesar de sua existência, muitas pessoas ainda desconhecem ou nunca ouviram falar sobre a doença e o seu tratamento.

No Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), pelo menos 200 pessoas com hemofilia são atendidas, conforme levantamento recente do perfil epidemiológico dos pacientes, que passam periodicamente por tratamentos, seja com transfusão de sangue em casos específicos ou outros métodos, como a ingestão de doses do fator de coagulação deficiente.

Nesta quinta-feira (25), uma atividade educativa sobre o tratamento e acompanhamento multiprofissional para os portadores da doença foi realizada pelo Hemose no auditório do Tribunal Regional Eleitoral, em Aracaju, em alusão ao Dia Mundial da Hemofilia, 17 de abril. 

O evento contou com abordagens referentes aos atendimentos da equipe composta por médicos oncohematologistas, pediatra, enfermeiro, fisioterapeuta, dentista, psicóloga e assistente social, dentre outros. De acordo com a instituição, os pacientes, mesmo os que moram em locais distantes de Aracaju, recebem acompanhamento.

"Para o tratamento, o paciente chega ao Hemose, passa pelo hematologista e ele é encaminhado para o enfermeiro. Também temos uma pessoa do Serviço Social que ajuda a mapear esses indivíduos em relação à questão de alimentação, acesso à saúde e adesão ao programa. Para os que moram longe, caso sofreram algum ferimento, a equipe leva a medicação. Para a dose domiciliar, o paciente pega o 'fator' e leva em uma bolsa térmica doada pelo Hemose e pela Federação Brasileira de Hemofilia", conta o gerente do Setor de Transfusão e Ambulatório, Weber Santana.

Para Santana, a patologia necessita de amparo e cuidado, além de maior atenção por parte da gestão pública. "Precisa de uma inclusão social, nosso apelo é para que nos ajude a continuar, dando melhoria contínua. Peço às pessoas que nos procurem, temos cartilhas de orientações, fazemos o diagnóstico laboratorial para saber se o paciente é hemofílico ou não", afirma.

A Hemofilia

Segundo especialistas, a doença se manifesta quase exclusivamente no sexo masculino e pode se apresentar da forma grave, moderada ou leve. Mesmo com pequenos ferimentos, o paciente está sujeito a hemorragias intensas, podendo morrer. De outra forma, a mais comum, são os sangramentos espontâneos, frequentes e prolongados que ocorrem dentro de músculos ou articulações, responsáveis por sequelas que afetam a mobilidade dos membros atingidos.

São dois tipos de hemofilia identificados: A e B, quando os fatores de coagulação estão ausentes ou em níveis muito baixos. O que diferencia é que a hemofilia A ocorre quando os portadores da doença deixam de fabricar o Fator 8, e a B por deficiência do Fator 9. 

"A nossa fisiologia e a nossa genética estabelecem o nosso organismo com os fatores de coagulação 5, 6, 7, 8 e 9. Esses indivíduos têm deficiência de fator 8 e 9. Ou seja, se eles tiverem algum tipo de sangramento, o organismo dele não coagula e aí eles podem ir a óbito. É uma doença autossômica, passada de pais para filhos. Chega o determinado momento que o paciente fica fragilizado", explica Weber Santana.

Entre os sintomas estão manchas roxas no corpo, dores nas articulações e sangramentos que não cessam. "Se você se cortou e não parou de sangrar, isso não está certo", alerta o gerente. De acordo com os médicos, desde que recebam os cuidados necessários, os portadores da doença têm condição de levar vida saudável por muitos anos.

 

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