Defesa Civil descarta risco iminente de desabamento do Hotel Palace
Análise preliminar faz parte de nova vistoria feita a pedido da Justiça
Cotidiano| Por Fernanda Araujo 12/06/2018 12:55 - Atualizado em 12/06/2018 13:11

A Defesa civil emite nos próximos dias um novo laudo sobre as condições estruturais do prédio do antigo Hotel Palace, no centro de Aracaju. O prédio de 11 andares havia sido interditado, mas a decisão foi suspensa por  uma Ação dos condôminos, impetrada no Tribunal de Justiça de Sergipe, em função de uma nova avaliação de um perito contratado pelos proprietários.

Inicialmente, a 12º Vara Cível da Comarca de Aracaju havia pedido a interdição total do edifício porque, segundo o major Luciano Queiroz, secretário executivo do Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil (Depec), não foram cumpridas as recomendações da Defesa Civil pelos proprietários do prédio (particulares, Emsetur e Secretaria de Patrimônio da União).

No entanto, através de um laudo de um perito contratado, o TJSE acatou o pleito dos comerciantes do prédio e suspendeu por 30 dias a desocupação, que estava prevista para o dia 14, mas para isso, os responsáveis pelo prédio devem seguir recomendações para evitar o risco de incêndio.

“Os condôminos pleitearam a interdição parcial com base no laudo do perito que pontuou algumas recomendações para que se elimine risco de incêndio. Analisamos essas recomendações e viemos ao prédio para verificar como está o planejamento e execução delas. Todos os laudos pontuaram que não há risco iminente de desabamento, mas sim de incêndio, que pode ocasionar um colapso”, afirma o major Queiroz (foto).

Em nova vistoria realizada pela Defesa Civil no final da manhã desta terça-feira (12), segundo Queiroz, foi constatado que já foram executadas algumas medidas pontuadas pela Defesa Civil e pelo perito, como a retirada de materiais inflamáveis no primeiro andar do prédio, que preencheram quatro caminhões.

“Porém nos preocupou o segundo andar, pertencente à SPU, que tem carga muito grande de material inflamável. Já comunicamos a SPU que terá 15 dias para retirar o material. A Emsetur e a SPU se pronunciaram dizendo que está em processo de licitação emergencial para reforma”, informou o secretário, ressaltando que a Defesa Civil vai encaminhar relatórios periódicos ao Ministério Público e à Justiça sobre a situação.

Os condôminos também contrataram engenheiros com o objetivo de fazer os reparos na parte elétrica e na parte externa do prédio, como a retirada de pastilhas, conforme as recomendações. A obra, que ainda não tem data definida, segundo os profissionais que acompanharam a vistoria, deve contemplar apenas os primeiro e segundo pavimentos.

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