Conheça os sintomas e tratamento da conjuntivite
Saúde registrou aumento de casos na capital sergipana
Cotidiano 16/04/2018 11:36

Basta iniciar o período das chuvas para determinadas viroses, típicas da época, começarem a aparecer. No último mês, a conjuntivite chamou a atenção da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), que registrou um aumento no número de pacientes com a inflamação nos olhos, tanto nas Unidades de Saúde da Família (USF), quanto nos hospitais da rede de urgência do município. De fevereiro para março, subiu 30% o número de pacientes ambulatoriais atendidos nas urgências Nestor Piva (Zona Norte) e Fernando Franco (Zona Sul), grande parte com a conjuntivite.

A conjuntivite viral é a inflamação da conjuntiva (parte branca do olho) e seu principal agente causador é o adenovírus. A doença é altamente contagiosa e tem como principais sintomas coceira e vermelhidão nos olhos. Cerca de 95% dos casos de conjuntivite são causados por algum vírus, mas pelo fato de o adenovírus ser o principal, a conjuntivite viral também pode ser chamada de ceratoconjuntivite epidêmica. A doença pode ser causada, ainda, por diversos outros tipos de vírus, como o da herpes, varicela ou até mesmo do HIV.

"Normalmente, os primeiros sinais da conjuntivite aparecem em até 48h depois da instalação do agente causador no organismo da pessoa. Normalmente, o tempo de incubação do vírus em nosso organismo leva de um a quatro dias, período em que a pessoa já está passível de transmissão, porém, sem sintoma algum. É aconselhável que nesses quatro primeiros dias, o paciente permaneça em casa para não transmitir o vírus a outras pessoas", explica a enfermeira sanitarista e coordenadora do setor de Vigilância Epidemiológica da SMS, Tânia Santos. 

Após esse período de incubação, os primeiros sintomas começam a aparecer em até cinco dias e permanecem por até 15 dias.

Prevenção

A conjuntivite é altamente contagiosa e são necessários alguns cuidados para evitar a contaminação. A transmissão se dá através do contato com a secreção causada pela doença e também por objetos contaminados.

"Ao contrário do que muitos pensam, a doença não é transmitida pelo ar, porém, é preciso ter em mente que, mesmo a doença se limitando aos olhos, o vírus está presente em qualquer parte do corpo da pessoa infectada, como no rosto ou nas mãos. Portanto, evitar a presença em locais que possuam alta aglomeração de pessoas é muito importante", considera Tânia.

Para evitar a contaminação, também não se deve usar maquiagem da pessoa contaminada com o vírus ou bactéria, compartilhar a mesma toalha, travesseiro, óculos e lentes de contato. No caso da conjuntivite viral, a transmissão pode ocorrer também através de espirros, tosses, beijos e abraços.

Sintomas

Bastante incômoda, o principal sintoma da conjuntivite viral é o aumento da secreção dos olhos, que pode ser de cor branca ou amarela. Por se tornar muito mais espessa do que o normal, acaba ocasionando, muitas vezes, a dificuldade em abrir os olhos ao acordar. "A conjuntivite causa vermelhidão, coceira, dor e sensação de areia nos olhos; fotofobia, que é a hipersensibilidade à luz; inchaço nas pálpebras; secreção nasal e visão embaçada", destaca Tânia.

Quando a inflamação da conjuntivite viral é muito intensa, uma membrana inflamatória se forma na parte interna das pálpebras e ela só pode ser retirada por um especialista. Caso a condição não seja tratada corretamente, a membrana pode evoluir para formação de cicatrizes na córnea e que podem diminuir a visão. Após a sua retirada, colírios de corticóide são prescritos para que ela não se forme de novo posteriormente.

Tratamento

A maioria dos sintomas tem início em apenas um dos olhos e, após dois ou três dias, a transmissão é feita para o outro olho. Mesmo sendo uma doença auto limitada, que acaba se curando sozinha após uma ou duas semanas, sem a necessidade de um tratamento específico, a orientação da SMS é que a pessoa infectada procure ajuda médica.

"Em caso de suspeita de conjuntivite, a pessoa deve procurar o oftalmologista, especialista em doenças oculares. Durante a consulta, ele poderá diagnosticar qual é o tipo de conjuntivite que você contraiu e o tipo de tratamento que você deverá ter", aconselha Tânia. Também é recomendado fazer compressas sobre as pálpebras frequentemente com soro fisiológico gelado ou, ainda, com produtos à base de camomila, por conta do seu efeito anti-inflamatório.

Onde buscar atendimento

Mesmo com os hospitais da rede de urgência tendo médicos durante 24 horas, a SMS alerta que os pacientes com conjuntivite devem procurar, primeiramente, a USF mais próxima de sua casa, pela baixa complexidade da patologia. "A conjuntivite, como as outras viroses, normalmente, são patologias simples, então, a primeira opção é sua USF. Somente se o médico entender que precisa de um atendimento mais complexo ou emergencial, encaminhará pra rede de urgência. Se todo paciente de ambulatório, como é o caso dos que tem conjuntivite, procurarem a urgência, prejudicará muito o paciente grave, que é o nosso foco", explica a coordenadora da rede de urgência e emergência da SMS, Genisete Pereira.

"Outra coisa importante de esclarecer é que, na urgência, não se atende por ordem de chegada, e sim por classificação de risco. Temos enfermeiros, profissionais de nível superior, que fazem a classificação de risco. Quem é mais grave é atendido primeiro, quem é menos grave é atendido depois", completa.

Genisete ainda alerta para, durante a busca pela urgência, a possibilidade de contaminar outras pessoas. "Na rede de urgência há uma aglomeração de pessoas maior que na USF, então se corre o risco do contagio ser disseminado. A orientação é procurar a USF e se afastar do trabalho que é para evitar que contaminar outras pessoas. O atestado médico pode ser pego na USF", finaliza.

 Outras viroses

Além da conjuntivite, outras viroses são comuns para a época. "Como as temperaturas ficam mais baixas, as pessoas se recolhem mais, passam mais tempo em casa, nas escolas, nas igrejas, então, essa transmissão aumenta", explica Tânia. Neste período, a gripe, complicações respiratórias e a síndrome mão-pé-boca, mais comum em crianças.

 

Fonte: Agência Aracaju

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