Adema diz que hibernação da Fafen é uma bomba relógio para Sergipe
Fábrica é multada em R$ 10 milhões por iniciar hibernação sem autorização do órgão ambiental
Cotidiano| Por Aline Aragão 11/02/2019 16:42 - Atualizado em 11/02/2019 17:03

“O valor da multa é pouco perto do que eles estão fazendo com Sergipe”, disse o diretor-presidente da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), Gilvan Dias, referindo-se a hibernação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen/SE). Nesta segunda-feira (11), o órgão ambiental definiu em R$ 10 milhões a multa contra a Petrobras por descumprir a legislação ambiental e não apresentar dentro do prazo o plano para suspensão das atividades da fábrica. O valor é o limite facultado pela lei para casos como esses.

Em março de 2018, a Petrobras decidiu encerrar as atividades da fábrica e depois de meses de discussões, não houve acordo. No dia 31 de janeiro, após 36 anos em operação no estado, a Fafen deu início ao processo de hibernação.

Gilvan Dias explica que para iniciar um processo como esse é preciso autorização dos órgãos ambientais, mas a Fafen passou por cima disso. “Eles fizeram uma hibernação a ‘toque de caixa’ e agora nós estamos vulneráveis aos riscos. Só apresentaram o relatório depois de muita pressão e quando a fábrica já havia suspendido as atividades”, disse.

Ele diz também que a Adema rechaça o plano apresentado pela Fafen, por conter falhas e por tratar o problema como algo simples e mecânico, onde tudo pode ser resolvido apertando um botão. “É uma grande falta de respeito, uma tremenda falta de sensibilidade com a questão ambiental, com a vida humana”, diz.

O presidente da Adema chama atenção para os riscos dos tanques, principalmente os de amônia e ureia, e diz que a presença desses reservatórios representa uma bomba relógio para o estado.

“É uma situação muito preocupante, temos dois tanques com substâncias altamente nocivas à população e ao meio ambiente e, se não tiverem a manutenção adequada, poderemos ter acidentes como o vazamento dessas substâncias;  por outro lado, se os tanques foram esvaziados o risco de explosão é iminente”, explica.

De acordo com a Adema, a estatal deve ser notificada até essa terça-feira (12). “Também daremos ciência do fato aos Ministérios Públicos de Sergipe e Federal para que, como órgãos auxiliares, possam mover ações caso julguem necessário”, disse Gilvan Dias.

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