Joedson Telles
27/04/2017 22:09:00
Corrupção não pode continuar sendo “um fato real da vida nacional”

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, confessou, nesta quinta-feira 27, em depoimento ao juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, que não apenas os pagamentos das compras de luxo feitas por ele e esposa eram fruto de caixa 2, mas também que a prática é um “fato real da vida nacional”.

Dias antes, Emílio Odebrecht já havia dito que “temos no Brasil um negócio de 30 anos”. Referiu-se à corrupção. E poderia ter voltado anos e anos e lembrado que o país, ao ser descoberto pelos portugueses, contrariando historiadores que creditam o feito aos índios, era palco do chamado escambo, com os europeus levando sempre a melhor.

Pode até soar exagero chamar isso de uma relação política à base da corrupção. Tudo bem. Mas, no mínimo, semeou-se ali a cultura de olhar o próprio umbigo ainda que isso sacrifique a outra pessoa. De se dar bem em detrimento o prejuízo alheio. Aliás, a posterior escravidão é tão nociva quanto à corrupção. Mais violenta no sentido físico, claro. Mas o mesmo estrago é feito na democracia.        

Não é surpresa, portanto, que, no Brasil, caixa 2, corrupção e qualquer esperteza seja tão comum quanto erros sucessivos dos árbitros durante os jogos de futebol. A diferença, evidente, está no estrago que as consequências das primeiras práticas fazem na vida da maioria das pessoas – sobretudo dos mais necessitados.

Encarcerar Sérgio Cabral, Emílio Odebrecht e os demais fisgados na Lava Jato e, em se tendo provas irrefutáveis, mantê-los separados dos cidadãos de bem por longos anos – infelizmente não temos pena perpétua – pode não resolver o velho problema. 

Neste exato momento, há gente (e bote gente nisso) assistindo ao andamento da Lava Jato num confortável sofá, mas roubando ou fazendo de tudo para meter a mão no suado dinheiro do contribuinte. Já disse neste espaço: ladrão é fogo: é só ter a chance rouba.

Portanto, o momento imprescindível proporcionado pelas investigações que desnudam desonestos não fará milagre. Não acabará com estas pragas do dia para a noite.

Todavia além, evidente, de inibir boa parte dos gatunos, inegavelmente, vive-se o início de uma fase na qual importantes órgãos como o Ministério Público, as polícias e o próprio Judiciário criaram mais musculatura para combater o câncer, desmoralizando “bacanas” até então intocáveis.   

 

Infelizmente, nem tudo são flores. Ainda tem gente influente, por covardia ou cumplicidade, dificultando o trabalho cogente de combate à corrupção. Gente protegendo quem não merece “sabe-se lá” pelo qual motivo. Nada, contudo, que o bom uso das urnas não resolva.

 

Políticos elaboram leis, administram União, Estados e municípios, se fiscalizam, nomeiam e exoneram... Políticos têm inúmeros benefícios que a maioria dos mortais não temos. Mas nenhum político consegue um mandato se o eleitor não lhe conferir. Corrupção não pode continuar sendo “um fato real da vida nacional”.  

27/04/2017 06:39:00
Sergipe pode ficar sem delegados de polícia por 72 horas

Presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil de Sergipe (Adepol),  O delegado Paulo Márcio confirmou que a categoria está sendo convocada para uma a assembleia geral extraordinária na qual decidirá se paralisa ou não todas as atividades pelo prazo de 72 horas. Os delegados se reúnem, na próxima quarta-feira, dia 3 de maio, no Hotel Aquários.

 

O delegado Paulo Márcio explicou que pelo menos seis pontos estarão em pauta. Entre eles, o que a Adepol define como os fortes sinais de ingerência política no Poder Executivo. “Com a finalidade de diminuir a autonomia da Polícia Civil e tolher os direitos e prerrogativas dos delegados de polícia empenhados no combate às organizações criminosas e na repressão aos crimes contra o patrimônio público”, explica Paulo Márcio, que assina uma nota pública enquanto presidente da Adepol.   

 

Na nota pública, a Adepol observa que, depois de 210 dias de exaustiva negociação com o Governo do Estado, demonstrou-se a existência de uma série de distorções e irregularidades que prejudicam os delegados de polícia e comprometem a prestação de um serviço de maior qualidade à população sergipana.

 

Outro ponto a ser focado na assembleia é que o Governo do Estado vem descumprindo mensalmente decisão do egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe que determina o pagamento dos salários dos delegados de polícia até o último dia útil de cada mês. Do mesmo modo, os delegados reclamam da quebra de isonomia salarial historicamente observada em relação às carreiras de delegado de polícia, procurador do Estado e defensor público, em razão de decisão política e unilateral do Governo do Estado.

 

“A execrável retaliação da Administração a cinco delegados de Polícia, com vistas a dificultar ou impedir suas promoções, na mesma semana em que são efusivamente comemoradas as promoções de mais de mil policiais militares, numa inequívoca demonstração de discriminação e quebra de isonomia por parte do Governo do Estado. Por fim, a injustificável quebra do compromisso firmado entre o Governo do Estado e a categoria dos delegados de polícia com vistas ao equacionamento de problemas conjunturais”.

26/04/2017 06:03:00
Há algum lixo a esconder da sociedade, Jackson?

Patética? Arrogante? Desairosa? Como definir a cena em que o governador Jackson Barreto esquiva-se do jornalista Cláudio Rocha, da TV Atalaia, como o diabo foge da cruz? Se o internauta não assistiu, corra lá no YouTube... O governador mudou de assunto antes de o jornalista concluir a indagação que qualquer sergipano lúcido gostaria de obter uma resposta honesta: “O senhor tirou João Batista da SSP atendendo a aliados políticos?”

 

Prefiro definir o episódio como fidúcia no embrutecimento de uma sociedade refém do próprio voto. Por que o governador deve satisfação ao eleitor? Quem é o eleitor? Jackson é o governador, e pronto. Quem estiver achando ruim aguarde a próxima eleição.

 

Bastou o trivial para se alimentar, não sem sentido, o juízo acima. Um jornalista, cumprindo o seu papel, indaga um homem público sobre uma ação sua no serviço público, mas fica sem resposta. Saliento: não foi uma indagação sobre a vida pessoal de Jackson. Esta só interessa ao próprio.

 

Vimos a intenção do jornalista de dar satisfação a quem paga os vencimentos do governador sobre uma atitude dele no momento em que, finalmente, o governo começa a reagir na guerra que vem perdendo feio para os criminosos.

 

Mas o governador optou por não responder. Embarcou no elevador, deixando não apenas o repórter, mas Sergipe sem a resposta. Diante da insistência do jornalista e da não cumplicidade do elevador, que não se moveu de imediato, assistisse a um Jackson nervoso. Sai do elevador, entra em seguida, gesticula, pega no repórter, usa Seixas Dória como desculpa, mas não responde. Como se uma coisa dependesse da outra: Seixas Dória e a mudança na SSP.

 

Não tardo a incomodar os botões: Jackson não percebe que erra feio, ao se furtar dar satisfação à sociedade sobre uma mudança tão significativa no governo do Estado? O governador não tem um assessor sequer que o aconselhe a evitar este tipo de mico, sob pena de desgastar ainda mais a sua imagem? Falta preparo aos assessores ou coragem para falar a verdade ao boss?

 

O que custa olhar nos olhos de Jackson e dizer com o devido respeito: “governador, o senhor errou. A imprensa representa Sergipe. Quem o elegeu. Os verdadeiros donos deste estado que o senhor administra deixando a desejar. O senhor deve, sim, satisfação dos seus atos a quem paga seus salários. E essa história da SSP está mal contada. A decisão final é sua, governador. Mas como seu auxiliar tenho a obrigação de alertá-lo”. Pronto. Não haveria um só corpo no IML por isso.

 

Dia desses foi aquele episódio inesquecível e lamentável dos óculos diante do pleito dos professores. Já não basta o silêncio inexplicável em momentos nos quais Sergipe espera uma entrevista coletiva espontânea do seu governador, mas frustração é o verbete? Precisa mesmo o governador se furtar colaborar com a imprensa? Não dar explicações à sociedade? Aquela frase que diz “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos...” não é sagrada, mas uma pegadinha da Constituição?

 

Se a permuta no comando da SSP não foi para atender a aliados políticos, o que custava Jackson responder com um “não”, educadamente, ao jornalista? E se foi para atender, de fato, aos aliados, o que teria Jackson Barreto a esconder? Quem são estes aliados e porque teriam exigido a mudança? Que poder teriam sobre o governador do Estado? Há algum lixo a esconder da sociedade, Jackson? Já sei: só Seixas Dória. Seixas Dória...

24/04/2017 20:21:00
Com ou sem Danielle Garcia, o Deotap continuará acossando ladrões do dinheiro público

Coisa chata esse negócio de setores da mídia e os “vão na onda” endeusarem a delegada Danielle Garcia neste episódio que envolve a Polícia Civil e o lixo do lixo de Aracaju. Pronto: estava demorando: Joedson Telles "na contramão" outra vez. Mas é mesmo. Excelente delegada e faz um trabalho idem à frente do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap). Queira Deus, o governador de plantão e ela própria que permaneça no cargo por muito tempo. Só desagrada bandido e invejoso.

 

A Polícia Civil, todavia, tem inúmeros outros delegados tão competentes e sérios quanto Danielle Garcia, que dariam sequência ao trabalho imprescindível que é feito hoje. Ou não? Eu creio que sim. Danielle merece o reconhecimento, os elogios e até o carinho dos sergipanos? Óbvio. E sou um dos que aplaudem seus frutos. Mas ela não pode ser maior que a Polícia Civil.

 

É como um pastor com invejável oratória no púlpito de uma igreja. Por mais que saiba pregar, persuadir, ganhar almas para Jesus Cristo jamais pode ser insubstituível. Nunca será maior que a mensagem, que o próprio Jesus Cristo. Nunca.

 

Danielle, repito, é uma excelente delegada e merece o reconhecimento de todos. Entretanto, se tiver que deixar o Deotap, Sergipe precisa saber que conta com o talento e a seriedade de inúmeros outros delegados para não deixar a qualidade do trabalho despencar. Pensar diferente é colocar em xeque os demais delegados. Preparo, compromisso, honestidade... Está na hora de dar nomes e motivos. Por que só Danielle Garcia resolve?

 

Até compreende-se que o prestígio leva à emoção. Mas chega a ser preocupante imaginar que o Deotap só oferecerá respostas positivas à sociedade sob o comando de uma única delegada. Estamos falando de combater criminosos. Governador, imprensa, sociedade e, sobretudo, os bandidos incontroláveis frente ao dinheiro público precisam estar conscientes que, com ou sem Danielle Garcia, a Polícia Civil não dará sossego a ladrão.

 

Aliás, é bom raciocinar que o mérito de Danielle ninguém tira, mas sozinho nem Jesus Cristo, que na sua missão de salvar o mundo formou discípulos. Papeis importantes no inquérito exitoso do lixo também tiveram o então secretário João Batista, o então delegado geral Alessandro Vieira, a Adepol, bem comandada pelo delegado Paulo Márcio, os demais policiais da Deotap...

 

Todos apoiaram Danielle Garcia e se expuseram pelo sucesso do trabalho. Alguns, inclusive, pagaram caro. Sergipe não pode depender – e não depende - só de Danielle Garcia para combater criminosos afoitos ao dinheiro público.

 

Agora, se ela precisar deixar o cargo e seu substituto não estiver à altura, cabe ao governador do Estado promover uma nova troca até acertar. Gente preparada para coordenar a Deotap não falta nos quadros da PC. E precisamos ter alternativas, inclusive, para reconhecer o trabalho de Danielle na prática. Por que não nomeá-la secretária de Segurança Pública? Então?

21/04/2017 18:13:00
“Reafirmo que a corrupção foi decisiva para mudar o resultado", reage Valadares Filho

Não ficou sem resposta a reação do prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B) à ideia de o PSB tentar, na Justiça, anular a eleição, 2016, para prefeito de Aracaju, após o nome de Edvaldo ser citado no inquérito policial que investiga a contratação de empresas por parte da Prefeitura de Aracaju para realizar a coleta do lixo.

 

Ao tomar conhecimento que Edvaldo teria afirmado que Valadares Filho estaria inconsolado com as derrotas nos últimos pleitos, o deputado do PSB afirmou que o adversário quer desqualificar sua posição para encobrir o que está sendo revelado sobre a campanha eleitoral e outras coisas praticadas pelo então candidato do PC do B.

 

“Teria o maior prazer de disputar, democraticamente, uma eleição com Edvaldo Nogueira sem influência financeira. Até porque a que houve no passado, pelos indícios do inquérito da Polícia Civil, não foi democrática. Reafirmo que a corrupção, através do caixa 2 praticado por Edvaldo, como dizem as investigações, foi decisiva para mudar o resultado”, disse Valadares Filho.

 

Ratificando que cogita mesmo acionar a Justiça para tentar anular a eleição 2016 para prefeito de Aracaju, Valadares Filho disse que analisa, sim, com seus advogados a possibilidade jurídica de Aracaju escolher o seu prefeito livremente. “Sem mala preta”, disse o deputado.

20/04/2017 23:18:00
A entrevista que gostaria de fazer com o Lula

Não são todos os dias que jornalistas ou radialistas de Sergipe têm a ímpar oportunidade de entrevistar um ex-presidente da República. Sobretudo, se o ex em questão for o tão badalado, amado e odiado Luiz Inácio Lula da Silva, é agulha no palheiro.

 

Entre o inferno e o céu – leia-se entre a cadeia ou a grande possibilidade de voltar a comandar o Brasil -, o compadre Lula é mercadoria rara nas mãos de jornalista cuja prática profissional encontra coerência no sentimento coletivo. Entre os não embrutecidos, óbvio.

 

E quanta ironia, meus nobres leitores. O colega comunicador George Magalhães, Fan FM, teve esta rara chance, hoje, justamente no dia em que emergiram as declarações que podem carimbar o passaporte do petista para a penitenciária mais próxima. Constam do depoimento dado ao juiz Sergio Moro, hoje, por José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro, ex-presidente da Construtora OAS.

 

E o que disse o empreiteiro de tão grave? Aos desavisados: Léo assegura ter sido orientado pessoalmente por Lula para destruir quaisquer provas que pudessem incriminá-lo na Operação Lava-Jato. Se fala a verdade, por coerência, Lula será preso do mesmo jeito que foi o tal de Marcelo Odebrecht. Se não for é casuísmo.

 

O tema é palpitante e seria justamente por aí que repousaria a pauta de uma suposta entrevista do Lula a este espaço. Já pensaram Lula pousando aqui? Adianto as indagações que Joedson Telles faria ao compadre Lula, se ele topasse o encontro. O internauta é desafiado a tentar responder mentalmente no lugar de Lula:

 

O Léo Pinheiro, ex-presidente, é mais um mentiroso a caluniar um homem de bem?

 

O senhor já sabe de alguma coisa ou continua sem saber de nada, desde os tempos do mensalão?

 

Aliás, ex-presidente, quando explodiu o mensalão que jogou “injustamente” Zé Dirceu na cadeia, o senhor imaginaria que a Lava Jato revelaria tantas pérolas ao ponto de o escândalo do mensalão ser esquecido facilmente?

 

Qual a sua reação íntima, longe dos holofotes, quando fica sabendo que há pessoas se expondo, colocando a mão no fogo pelo senhor? O que o senhor pensa destas pessoas, que ao contrário de outras não têm cargos e nem recebem propinas?   

 

O senhor tem feito duras críticas ao presidente Temer e tem dito que pode se candidatar a presidente em 2018 para consertar o Brasil. Foi mesmo Michel Temer quem, neste curto espaço de tempo, jogou o Brasil nesta crise política, econômica e moral ou sua candidata e companheira de PT, Dilma, tem grande parte da culpa, e, lógico, neste caso, o padrinho político também é culpado por tabela?

 

Um político que adota um discurso numa campanha e uma prática diferente quando eleito, enganando o eleitor merece o quê? E quem defende este tipo de político e ainda é companheiro de partido?

 

O senhor também faz duras críticas à Rede Globo. Tem ideia de quanto dinheiro do contribuinte seus oito anos de governo representaram para a emissora dos Marinhos no tocante a verbas para pagar publicidades na emissora (canal aberto, canais fechados, sites, rádios, revista, jornais...)? Hum?

 

Lula, onde seu filho, o Lulinha, trabalhava e quanto ganhava antes de o senhor ser presidente do Brasil? E pouco tempo depois de “a esperança vencer o medo”? E hoje?

 

Tem corrupto no PT, Lula? Ou a legenda só tem pessoas honestas, comprometidas, não com o próprio umbigo, mas com os trabalhadores, de fato?      

 

Ex-presidente, é fácil ser amigo daquele seu amigo que é dono de tudo que dizem que é do senhor? Dá para apresentá-lo? Dá para passar o zap dele agora?      

 

Gostaria de acreditar que terei a oportunidade de fazer essa entervista antes de o Lula ser preso ou colocar a campanha na rua (oficialmente) em 2018. O problema é que não sou tão otimista assim.

 

P.S. Durante a entrevista da Fan, George Magalhães permitiu que dois políticos interagissem com Lula: Marcio Macedo e Eliane Aquino. Na minha, convidaria João Fontes e Pedrinho Barreto. 

20/04/2017 21:01:00
Edvaldo expressa tranquilidade e lamenta exploração política de adversários

O prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B) afirmou, nesta quinta-feira, dia 20, que, consciente da lisura dos seus atos, expressa sua tranquilidade diante da referência ao seu nome, divulgada hoje no inquérito policial que apura supostas irregularidades na contratação da Empresa Torre por parte da Prefeitura de Aracaju para efetuar o serviço de coleta de lixo.

 

A Polícia Civil concluiu os trabalhos de investigação e indiciou 14 pessoas, entre elas o presidente afastado da Emsurbe Mendonça Prado. "Aracaju me conhece. Conhece a minha história", limitou-se o prefeito, ao comentar o assunto.

 

Numa nota emitida pela assessoria do prefeito, contudo, lê-se que ele "lamentou profundamente a conotação que parte da mídia está dando ao episódio, tentando associá-lo a supostas irregularidades, quando o próprio texto do inquérito apenas especula sobre seu nome, sem qualquer base material que o ligue a condutas ilegais".

 

Ainda segundo a nota, o prefeito também lamenta que o episódio esteja sendo objeto de exploração política por aqueles que até hoje estão inconformados com o resultado das eleições de 2016 e contrariados com as soluções que a atual gestão vem implementado para reconstruir a qualidade de vida na cidade.

 

"O prefeito reafirma o caráter ético e transparente que presidiu sua conduta durante toda sua vida pública, ao tempo em que apoia o papel das instituições encarregadas de fiscalizar o exercício dos poderes públicos".

19/04/2017 22:00:00
“Considero-me, mais uma vez, agredida, roubada até violentada”, desabafa ex-vereadora

Ex-vereadora de Aracaju pelo PC do B, Lucimara Passos usou uma rede social, nesta quarta-feira 19, e desabafou. “Considero-me mais uma vez agredida, roubada, enganada, diria até violentada”, postou a ex-parlamentar, que sempre adotou a bandeira das minorias na sua vida.

 

A ex-vereadora explica que, há mais de um ano foi à Delegacia de Mulheres denunciar Lindemberg Monteiro (seu ex-esposo) por agressão e ameaças. Na época, ela chegou a conseguir uma medida protetiva pela qual ele teria que ficar distante dela e da sua família por 200 metros, no mínimo. Segundo Lucimara, entretanto, de lá para cá, o processo não andou.

 

“Para minha surpresa, ele requereu na Justiça pensão alimentícia, em novembro do ano passado, e conseguiu uma liminar concedendo 15% do meu salário, sob a falsa alegação de estar incapacitado para o trabalho. (Quem o conhece sabe que ele está trabalhando). Apenas para registrar, ele nunca arcou com um centavo sequer das despesas das nossas filhas”.

19/04/2017 06:38:00
Caneta não pode ser arma a intimidar delegado no trabalho investigativo

João Eloy outra vez à frente da SSP? “Chama o Eloy que ele vooolta...” É isso? Aquela musiquinha do candidato Edvaldo vale para Eloy também? Nada contra a pessoa, lógico. É um delegado preparado, inclusive. Mas seu projeto quando esteve à frente da mesma pasta não se mostrou falido?

 

E se Eloy não deu certo, e os números são inquestionáveis, o que o faz retornar, sobretudo num momento em que a Segurança Pública ainda não oferece a resposta que a sociedade quer, mas pelo menos está reagindo à sova que vem levando da criminalidade, sobretudo na era Jackson Barreto? Timidamente, é verdade. Mas há reação da SSP contra os bandidos com João Batista. O que move Jackson Barreto?

 

Evidente que tanto João, o Eloy, quanto João, o Batista, são do mesmo grupo. São próximos até que se prove o contrário. E, assim, ao menos na teoria não haverá muita mudança – exceto, óbvio de nomes. Os projetos, se não são idênticos, são bem parecidos. Portanto, não creio que a troca do secretário em si comprometa o atual projeto.

 

O problema a deixar os botões mais inquietos que de praxe, contudo, é a possibilidade de boatos virarem notícias. De o pano de fundo ser, na verdade, o que se conhece popularmente como “quebrar as pernas”. Impedir que Danielle Garcia e demais delegados continuem trabalhando contra a corrupção quando o câncer envolver determinados figurões.

 

É insanidade ao extremo um governador ceder a pressões do poder político e econômico e frustrar polícia e população. Não deve mesmo passar de boatos. Melhor não acreditar que forças ocultas têm tamanha influência nos destinos de Sergipe. Jackson e João Eloy não se prestariam a tal papel...

 

... Como ajuíza com autoridade e legitimidade a Associação dos Delegados de Polícia Civil, os cargos são do governador. A ele, e somente a ele, cabe nomear ou exonerar quem quer que seja. E nada mais legítimo.

 

Todavia, caneta não pode ser arma a intimidar delegado no trabalho investigativo. Qualquer mudança pensada ou respaldada pelo governador já nasceria nociva, se de alguma forma ferisse a autonomia dos delegados no tocante a investigar quem quer que seja.

 

Como já disse neste espaço, a polícia não está só na luta contra os ladrões. Sejam os de galinha, banco ou do dinheiro público. Estes últimos, óbvio, os mais cínicos de todos. Mas como ia dizendo, a polícia não está só nesta batalha contra o crime.

 

Todos os cidadãos de bem de Sergipe querem que o trabalho da polícia continue. Querem que todos os comprovadamente envolvidos em falcatruas que lesaram ou lesem os cofres púbicos sejam punidos à luz do Código Penal. Isso é o básico. É o que Sergipe espera do seu governador – opte ele por Eloy, Batista ou qualquer outro João.

17/04/2017 22:29:00
Jackson e a obrigação de respaldar o trabalho da polícia

Até parece coisa de adversário político que age de forma rasa para desgastar ainda mais a imagem do governador Jackson Barreto. Qualquer pessoa minimamente inteligente refuta a ideia e é tomada pela indignação de pronto.

 

Refiro-me aos boatos (espero que não passe disso) sobre o governador agir no sentido de tapar o suspiro pelo qual a Polícia Civil trabalha em sintonia com o sentimento da gama honesta da sociedade para extirpar da vida pública verdadeiros nocivos e incontroláveis frente ao dinheiro público.     

 

Não creio que o governador Jackson Barreto moverá uma palha para jogar por terra o imprescindível trabalho da Polícia Civil, que parece só incomodar mesmo aos corruptos. Jackson não “homenageará” delegados sérios, que fazem jus ao dinheiro público que custeia seus vencimentos, impedindo-os de trabalhar.

 

Todavia, como costuma ratar a bola na caçapa quem subestima a lógica que move a política, nos preparemos para o pior. Retrocesso e impunidade podem roubar a cena. O que, aliás, seria, além de tudo, uma medida pedagógica perniciosa a incentivar o crime.

 

Assim como a Operação Lava Jato em esfera nacional, a Polícia Civil de Sergipe tenta passar a política genuína a limpo. Em várias esferas e sem limites. Sem apadrinhar. A polícia demonstra apetite para emendar uma investigação envolvendo político ou empresário em uma mais nova e dar o desfecho esperado pelo coletivo, há décadas, ao passar a bola à Justiça.

 

A Polícia Civil demonstra agir do jeito que a sociedade cobra: sem deixar pedra sobre pedra. Recusando propinas ou outras imoralidades para “aliviar” branquinho, neguinho, amarelinho... Jogar quem agiu à margem da lei na cadeia soa o gol deste jogo do bem contra o mal.

 

Do mesmo jeito que inúmeros pobres são tratados neste Brasil desigual, políticos e empresários precisam ser punidos também. A polícia entendeu bem o clamor popular. Que o chefe do Poder Executivo não frustre expectativas.  

 

Há duas semanas, ao ser entrevistado neste espaço, o presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe, o delegado Paulo Márcio, confirmou que, de fato, há uma pressão forte para barrar o trabalho da polícia.

 

“A atuação do Deotap vem incomodando muita gente poderosa que realmente quer a cabeça da titular. A estes eu digo que a Drª Danielle Garcia permanecerá à frente do Deotap pelo tempo que ela quiser, atuando sempre de maneira ética, imparcial e em defesa do patrimônio público”, garantiu o delegado.

 

Tomo a liberdade de registrar aqui que Dr Paulo Márcio simboliza ali em Danielle Garcia seus demais colegas, que também trabalham contra o crime. O juízo do Dr Paulo Márcio é lúcido. Inrretocável. Ratifica o compromisso assumido pela polícia com o correto. Com o coletivo. Sergipe espera ouvir juízo idêntico da boca do seu governador, que tem a obrigação de respaldar o trabalho da Polícia Civil. Com a palavra Jackson Barreto.

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Colunista Joedson Telles
Joedson Telles é um jornalista sergipano formado pela Universidade Federal de Sergipe e especializado em política. Exerceu a função de repórter nos jornais Cinform, Correio de Sergipe e Jornal da Cidade. Fundou e edita, há nove anos, o site Universo Político e é colunista político do site F5 News.
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