Vencedora do Nobel da Paz promete "ser a voz de quem não têm voz"
Ativista iraquiana yazidi Nadia Murad luta para acabar com violência sexual
Brasil e Mundo| Por Agência EFE 09/10/2018 08:00

A ativista iraquiana yazidi Nadia Murad, vencedora do prêmio Nobel da Paz 2018, anunciou hoje seu compromisso para ser a porta-voz dos que são silenciados e não podem contar sua situação.

"Eu me comprometo a ser a voz de quem não têm voz", disse a sobrevivente de escravidão sexual do Estado Islâmico durante uma entrevista coletiva em Washington, sua primeira aparição pública desde que recebeu o prêmio, na última sexta-feira.

Nadia se disse honrada por receber o prêmio e prometeu ajudar em sua causa, a denúncia do genocídio da comunidade yazidí e a violência sexual em conflitos, assim como a recuperação das vidas dos afetados por essas situações.

"É uma honra compartilhá-lo com os yazidis, os iraquianos, os curdos e outras minorias perseguidas e todas as vítimas, especialmente as de violência sexual, em todos os cantos do mundo", destacou Murad, de 25 anos.

A ativista advertiu que sozinha não conseguirá cumprir tudo que sua causa exige e convocou a comunidade internacional a trabalhar junto com ela.

"Um prêmio sozinho e uma pessoa sozinha não conseguem cumprir este objetivo. Precisamos de um esforço internacional com a ajuda de instituições e a participação de mulheres e jovens, com a participação das vítimas para trazer a vida de novo para as regiões destruídas pela guerra", considerou.

"Convoco todos os Governos para se unirem a mim para combater o genocídio e a violência sexual. O mundo deveria garantir que haja responsabilidades para que a violência sexual em conflitos pare", completou.

Nesse sentido, defendeu que o foco seja fazer com que os autores dos crimes cumpram com sua responsabilidade nos mesmos para que seja feita justiça para as vítimas.

"Devemos trabalhar juntos com determinação para torná-los responsáveis e conseguir a justiça para as vítimas, especialmente para as de violações sistemáticas do Estado Islâmico e outros grupos terroristas", disse.

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