Câmara do Rio rejeita abertura de impeachment contra Crivella
Ele ainda poderá enfrentar denúncia por violar o princípio do estado laico
Brasil e Mundo| Por Agência Brasil 12/07/2018 18:00 - Atualizado em 12/07/2018 18:07

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro rejeitou, por 29 votos a 16, o pedido de abertura de impeachment do prefeito, Marcelo Crivella, por crime de responsabilidade e improbidade administrativa. Foram protocolados dois pedidos, pelo vereador Átila Nunes (MDB) e pelo diretório municipal do PSOL.

Em ambos foi citada uma reunião promovida pelo prefeito no Palácio da Cidade, sede oficial da prefeitura, no último dia 4, a um grupo de fiéis evangélicos, quando foram feitas promessas de atendimentos de saúde e isenção de IPTU para igrejas.

Desde antes do início da sessão, marcada para as 14h, grupos de manifestantes de ambos os lados já se colocavam nos arredores da Câmara do Rio, na Cinelândia. A troca de provocações seguiu nas galerias.

No plenário, Átila Nunes ressaltou, em seu discurso da tribuna, que Crivella não poderia governar apenas para uma parcela da população. “Não podemos ser omissos neste momento. Diversas denúncias aconteceram neste ano e meio de mandato. Ele não pode governar para uma parcela da sociedade. Os áudios gravados são do próprio Crivella, fazendo promessas indevidas. O que decidirmos aqui vai sinalizar para as futuras administrações que se deve governar para todos”, disse o vereador.

Já o líder do governo na Câmara, vereador Doutor Jairinho (MDB), considerou que o país passa por problemas muito mais graves para serem resolvidos e que a reunião de Crivella não é motivo para impeachment. “O país passa por tantos problemas e vai se falar em reunião secreta? Quem vai dizer se ele deve governar a cidade é lá em 2020 [nas próximas eleições] e não através de golpe”, disse Jairinho.

Com a rejeição do pedido de impeachment, Crivella ainda poderá enfrentar denúncia por violar o princípio do estado laico na administração muncipal e privilegiar apenas um segmento religioso em diversos atos. A ação Civil Pública foi ajuizada ontem (11) pelo Ministério Público Estadual. Se condenado, o prefeito pode perder o cargo e pagar multa equivalente a R$ 500 mil.

Mais Notícias de Brasil e Mundo
20/08/2018 12:10 Organização Mundial de Saúde alerta para aumento de casos de sarampo na Europa
Registro já ultrapassa número de casos do ano passado inteiro
20/08/2018 10:01 Papa diz que nunca haverá ações suficientes para reparar danos por abusos
20/08/2018 08:49 Bolt desembarca na Austrália para período de treinamentos com time de futebol
A lenda do atletismo já realizou testes em três clubes, sendo um deles o Borussia Dortmund
20/08/2018 08:35 Venezuela corta cinco zeros das notas de dinheiro e lança pacote de medidas
As novas notas de Bolívar soberano são de 2, 5, 10, 20, 50, 100, 200 e 500 já estão nos bancos
20/08/2018 08:20 Ágatha e Duda conquistam título do Finals do Circuito Mundial feminino
Um dos principais nomes do esporte sergipano, Duda Lisboa fechou o circuito com quatro medalhas