Uma visão da população Mundial
Blogs e Colunas | Saumíneo Nascimento 08/05/2018 20:23

 

De acordo com dados da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), a taxa de crescimento da população mundial vem diminuindo desde o final da década de 1960. Em 1969, a população mundial aumentou 2,1% em comparação com o ano anterior. Até 1979, a taxa de crescimento anual caiu para 1,8% e permaneceu nesse nível nos nove anos seguintes. Depois de mais uma forte queda durante o início dos anos 90, a taxa chegou a 1,3% na virada do milênio. Atualmente, temos uma taxa de  1,1%. Nas previsões da UNCTAD espera-se uma diminuição ainda maior,  até 0,5% até 2050.

Cabe registrar que a UNCTAD é um órgão intergovernamental permanente estabelecido pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1964, a sua sede está localizada em Genebra, na Suíça, e possui escritórios em Nova York e Addis Ababa. A UNCTAD faz parte do Secretariado da ONU e se reporta à Assembléia Geral da ONU e ao Conselho Econômico e Social, mas é um organismo que possui liderança e orçamento próprio, além disso, a UNCTAD faz parte do Grupo de Desenvolvimento das Nações Unidas.

Conforme os dados mais recentes da UNCTAD, em 2016, a população mundial era de 7,5 bilhões, com 58% das pessoas habitando em apenas 10 economias. Três das quatro economias mais populosas do mundo estavam localizadas na Ásia: China, Índia e Indonésia. Em conjunto, eles representavam 40% do total mundial. Os dados ainda revelam que da população mundial de 2016 (7,5 bilhões), 6,1 bilhões de pessoas, ou seja, 81% viviam em economias em desenvolvimento. Registre-se que em meados do século XX, as economias em desenvolvimento representavam 66% da população mundial. Nas últimas seis décadas, essa parcela aumentou como consequência do crescimento populacional relativamente alto. A população da África tem se expandido de maneira particularmente forte (em 2016, em 2,5%), e a previsão é de que isso também aconteça nas próximas três décadas. Até 2050, a população global está projetada para atingir quase 10 bilhões de pessoas.

Também destaque-se que em 2016, as economias em desenvolvimento da América tiveram a maior taxa de urbanização (80%) de qualquer região em desenvolvimento. Na África, a população urbana representava apenas 41% da população.

Ainda discorrendo sobre os aspectos quantitativos da população mundial, as perspectivas das Nações Unidas.

Cabe ainda salientar que conforme a ONU, nas próximas décadas, a urbanização deverá aumentar consideravelmente.  Atualmente, conforme estudos da ONU, 54% da população mundial vive em áreas urbanas. Até 2050, essa participação deverá aumentar para 66%. Isso equivale a mais 2,4 bilhões de pessoas vivendo em centros urbanos - um aumento de 193.000 pessoas por dia durante os próximos 33 anos.

Registre-se que as estimativas da população mundial são realizadas pela Divisão de Estatística das Nações Unidas, com bancos de dados de estatísticas demográficas e respostas dos países a um questionário de um boletim mensal de estatísticas.

Ainda discutindo a questão da população mundial e trazendo um viés regional, cabe registrar o papel da Comissão Econômica para a América Latina e Cariba (CEPAL), que trata de um tema de alta relevância na evolução populacional que são os assentamentos humanos, pois entre os principais desafios que a gestão urbana enfrenta atualmente na América Latina, conforme a CEPAL, refere-se às profundas mudanças na composição demográfica das cidades, o impacto da urbanização na saúde de seus habitantes e o seu meio ambiente, as relações entre espaços urbanos e rurais, e o papel cada vez mais importante desempenhado pelas cidades na criação de riqueza nacional.

Cabe lembrar que para entendermos a movimentação da população mundial não podemos deixar de analisar as taxas brutas de natalidade e as taxas brutas de mortalidade.

Registre-se que a Divisão de População das Nações Unidas aponta que as informações oportunas e precisas sobre as tendências da população continuam em alta demanda. A instituição entende que o conhecimento sobre o tamanho atual e a estrutura da população de um país é necessário para a formulação e implementação de políticas e programas em quase todas as áreas da vida pública. A Divisão de População do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA) do Secretariado das Nações Unidas tem a tarefa de estimar e projetar níveis e tendências de populações para todos os países do mundo, bem como indicadores demográficos relacionados, na área de fertilidade, mortalidade e migração. Essas estimativas e projeções são usadas amplamente em todo o sistema da ONU, bem como por uma ampla gama de usuários na academia, ONGs, sociedade civil e setor privado.

A ONU que é responsável pelo monitoramento global das visões e políticas de governo sobre questões da população, como tamanho e crescimento da população, estrutura etária da população, fertilidade, saúde reprodutiva e planejamento familiar, saúde e mortalidade, distribuição espacial e migração interna e internacional, entende que o monitoramento das visões e políticas dos governos sobre questões populacionais é importante para acompanhar as metas de desenvolvimento internacionalmente acordadas relacionadas à população, incluindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

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Saumíneo Nascimento
Saumíneo Nascimento é Economista, Mestre e Doutor em Geografia, tem Pós-Doutorado em Ciência da Propriedade Intelectual pela UFS, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, da Associação Brasileira de Relações Internacionais e da Academia Nacional de Economia.

E-mail: saumineon@gmail.com


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