Sindicato, a entidade que representa a todos na roda da economia
Blogs e Colunas | Marcio Rocha 16/04/2018 11:31

Sergipe é um estado pequeno e como diz Albano Franco em sua eternizada frase “Em Sergipe, todo mundo se conhece”, fato. Aqui nós conhecemos as pessoas, as empresas, as personalidades da política e também as entidades representativas de classe. Em nosso estado há uma facilidade de identificação entre pessoas e empresas. “Vou comprar um vinho em Juliano”, você vai pra Fasouto. “Vou comprar um carro em Henrique”, você compra na Samam. Quer anunciar no Correio de Sergipe, “vou anunciar com João Neto”. “Meu seguro é com Érico”, então é com a BRR. “Vou ligar pra Alex e pedir meu remédio”, você liga para a Sergifar. “Vou comprar pão em Robério”, quando você vai para a Cecy, e assim sucessivamente. As empresas e instituições se identificam com as pessoas, como as pessoas e para as pessoas. Isso é algo enraizado na cultura do sergipano, algo forte na capital e ainda mais intenso no interior do estado, onde todos se tratam por nomes e apelidos, o que mostra o conhecimento profundo e intimidade com a pessoa que você conhece e confia.

 

Na vida empresarial, mais precisamente nas entidades representativas, também é assim. O mercado nos faz auto referir às instituições, pela maneira que nos identificamos. O empresário sabe quem é seu representante classista, por meio do sindicato que atende sua atividade econômica. A intimidade e personalismo fazem parte da vida associativa também. As entidades patronais são bem vistas pelos seus representados, o que é característica da proximidade entre os pares agentes do mercado na economia local. Os empresários sabem quem são seus representantes e quem trabalha de forma proativa e positiva para o desenvolvimento do seu setor e da economia como um contexto macro, buscando mais competitividade e melhor posicionamento dos setores representados no mercado.

 

A atuação sindical patronal é marcada pela qualificação no atendimento aos empresários, com oferta de produtos e serviços direcionados à ao melhor funcionamento das empresas da categoria representada, já que esta cria uma estrutura organizacional para atender os pleitos empresariais individuais e coletivos, com a finalidade de representar a categoria como agente não apenas de negociação com os trabalhadores, mas constituído para ser o porta-voz dos empresários com os agentes públicos, políticos e com outras entidades sindicais correlacionadas, bem como com seu elemento aglutinador, o representante de grau superior, a Federação do Comércio. Essa consolidação representa um comércio mais forte e representativo, com o estímulo à união de todos os agentes econômicos envolvidos.

 

A atuação dos sindicatos é garantida pelo meio de sua sustentabilidade, o que é fortalecido com o investimento na entidade por meio da contribuição sindical. O sindicato forte é o que garante voz e vez para os empresários terem seus direitos respeitados, enquanto parte maior da geração de emprego e renda no Brasil, consequentemente em Sergipe. A garantia da defesa dos interesses dos empresários é mais sólida com a fortitude sindical, para que continue lutando contra o aumento da carga tributária, garanta as conquistas para os setores da economia e ajudem no processo de elaboração das leis que influenciem o funcionamento do comércio e desenvolvimento das atividades com vistas no progresso, além da qualificação e capacitação dos empreendedores.

 

Se todos nos conhecemos, convivemos e entendemos as relações de consumo, grande parte disso se deve à atuação dos sindicatos, entidades que fazem com que continuemos a ter as relações próximas entre consumidores e empresas, garantindo a existência da ordem social econômica e dos mecanismos de compra, sempre com as oportunidades mais convenientes. Investir no sindicato significa investir nas empresas de um modo geral, na busca pela competitividade nos negócios, no fomento à geração de novas empresas e no enfrentamento direto aos problemas que possam afligir a economia. Garantindo assim, o apoio aos entes parceiros do comércio, indústria e todos os setores que mantém o fluxo econômico. É importante que o empresário atue junto ao seu sindicato, pois atuará em seu favor, em favor da comunidade, do consumidor. Assim, o empresário faz com que todos continuem se conhecendo e crescendo em unidade.

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Marcio Rocha
Marcio Rocha é jornalista formado pela UNIT e radialista formado pela UFS, especializado em economia, com experiência de quase 20 anos na comunicação sergipana.