Preços administrados pelo governo impactam em aumento de preços gerais
Blogs e Colunas | Marcio Rocha 09/07/2018 16:08

Os chamados preços administrados, aqueles pré-estabelecidos em contrato ou supervisionados pelo governo, como os de combustíveis, planos de saúde, energia elétrica e botijão de gás, estão impactando fortemente a inflação, como mostra matéria do Correio Braziliense. O Banco Central, em seu último relatório trimestral sobre o tema, aumentou drasticamente a projeção de aumento médio do conjunto desses preços em 2018, de 4,9% para 7,4%. De acordo com especialistas, como se trata de produtos difíceis de substituir, porque altamente necessários para as famílias, a alta deve limitar o consumo, que já está bastante reprimido. Em entrevista ao jornal, Fabio Bentes, economista-chefe da CNC, afirma que as tarifas acabam “transbordando” para outros preços da economia. “Essa alta vai se espalhar nos preços livres no futuro. Os reajustes ao sabor da taxa de câmbio e do petróleo colocam o centro da meta (da inflação) sob risco em 2019”, disse.

Tabela de preços para o frete avança no Congresso

A comissão mista do Congresso que analisa a Medida Provisória 832 que estabelece preços mínimos para o frete aprovou relatório favorável à proposta. O texto segue para o plenário da Câmara, para votação e depois precisa ser votado pelo Senado. Entre as mudanças feitas na MP, foi incluído um artigo que prevê anistia a multas e sanções aplicadas em decorrência da greve dos caminhoneiros, ocorrida entre o fim de maio e o início de junho. Pela proposta, o transporte rodoviário de cargas deverá ter seu frete remunerado em patamar igual ou superior aos preços mínimos definidos pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestre). Pelo texto aprovado na comissão, a fixação dos preços mínimos terá a participação de representantes dos sindicatos de transportadores autônomos, sindicatos de empresas de transporte, embarcadores e contratantes de frete. Na proposta original, não estava prevista a participação dos contratantes, representados por entidades como a CNI e CNC. Como informa o jornal O Estado de s. Paulo, diversas entidades empresariais ligadas à agricultura, indústria e comércio são contra a MP 832, entre elas CNA, CNI, CNC e Fiesp. 

Produção industrial caiu 10,9% com a greve dos caminhoneiros

A greve dos caminhoneiros iniciada em 21 de maio derrubou o resultado da produção industrial daquele mês. A queda, segundo o IBGE, foi de 10,9% em relação ao mês anterior, a maior desde dezembro de 2008. Em relação a maio de 2017, o tombo foi de 6,6%. É o maior recuo desde outubro de 2016. Com esses dois resultados, o acumulado do ano, que no mês anterior era de expansão de 4,5%, caiu para 2%. “A greve afetou negativamente os resultados do mês de maio e trouxe quedas em magnitudes mais elevadas do que estávamos acostumados a ver”, explicou André Macedo, gerente de Indústria do IBGE, ressaltando que a queda de 10,9% vai trazer reflexos negativos tanto para o segundo trimestre quanto para todo o ano.

Sebrae poderá comprar participação acionária de empresas

O Sebrae vai ampliar seu escopo de atuação e passar a comprar participações acionárias de companhias. A iniciativa é uma novidade para a entidade, que a partir de uma mudança na legislação passou a ser reconhecida como agência de fomento privada e fortaleceu seu papel como investidora de recursos. O aumento do escopo do Sebrae foi permitido pelo Decreto 9.283/2018, assinado por Michel Temer em fevereiro, que dá permissão à compra de ações. A entidade terá no mínimo 5% da composição acionária de pequenas companhias consideradas inovadoras. Ao menos por enquanto, não foi definida uma fatia máxima. O valor do aporte pode ser de até R$ 3 milhões por empresa.

Em maio, crédito para pessoa física em sergipe cresceu 5,3%

Análise realizada pelo Boletim Sergipe Econômico, parceria do Núcleo de Informações Econômicas (NIE) da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) e do Departamento de Economia da UFS, com base nos dados do Banco Central, revelou que o total de operações de crédito no estado, no quinto mês do ano, chegou a pouco mais de R$ 18 bilhões. Em termos relativos, quando comparado com o volume de crédito concedido em maio do ano passado, verificou-se leve aumento de 0,7%. No entanto, quando comparado com o mês imediatamente anterior, abril último, notou-se retração de 0,1%. Com os dados de maio, a concessão total de crédito, nos cinco primeiros meses do ano, superou os R$ 90,5 bilhões, registrando alta de 1,4%, em relação ao mesmo período de 2017. Todas as variações descritas são em termos nominais, ou seja, sem considerar o efeito da inflação no período em análise.

 

 

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Marcio Rocha
Marcio Rocha é jornalista formado pela UNIT e radialista formado pela UFS, especializado em economia, com experiência de quase 20 anos na comunicação sergipana.

E-mail: jornalistamarciorocha@live.com


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