País perde R$ 193,1 bi com pirataria e contrabando
Blogs e Colunas | Marcio Rocha 18/03/2019 10:20

 

O Brasil perdeu R$ 193,1 bilhões no ano passado com o contrabando de mercadorias. Esse número é 32% superior às perdas de 2017, que foram de R$ 146 bilhões. Foi o maior crescimento anual desde 2014, primeiro ano em que o estudo, feito pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria (FNCP), passou a ser publicado. O aumento do contrabando está ligado ao avanço do volume da pirataria, de fraudes e de falsificação, principalmente, em setores como o de vestuário, defensivos agrícolas, cigarros, cosméticos e materiais esportivos. O aumento da atividade ilegal é consequência da crise econômica, que prejudicou o poder aquisitivo do consumidor que migra para as compras de produtos falsificados e contrabandeados, vendidos no comércio ilegal. Do total de R$ 193,1 bilhões perdidos no ano passado, R$ 132,3 bilhões se referem às perdas produtivas da indústria e comércio, que deixam de vender seus produtos. Os governos estaduais e federal deixam de arrecadas R$ 60,8 bilhões são referentes à evasão de receita que poderia ser arrecadada em forma de impostos.

 

Rede Sergifar amplia número de associados

A Rede Sergifar segue em franco crescimento com a chegada de novos empresários à iniciativa associativista que tem promovido grandes ganhos para os empresários e para os consumidores, com as oportunidades de compras em grande escala de forma coletiva, podendo negociar melhor com os fornecedores de medicamentos, garantindo preços competitivos e justos para o público. A adesão dos novos empresários à rede aconteceu no Sebrae, durante a reunião dos associados. Com isso, a rede passa a contar com a participação de 27 farmácias no estado. As farmácias da Rede Sergifar oferecem ao público os melhores preços de produtos farmacêuticos com grandes vantagens nas compras.

 

Ação judicial consome 15% da verba do INSS

Responsável pelo pagamento das aposentadorias e pensões dos trabalhadores do setor privado, o INSS gasta R$ 92 bilhões por ano, o equivalente a 15% de seu orçamento, com benefícios obtidos por meio de ações judiciais. Para controlar essa despesa e fechar brechas para fraudes, o governo quer mudar a Constituição de forma a impedir que processos contra o INSS sejam julgados em varas estaduais. Hoje, a legislação diz que, nas localidades onde não há vara federal, a Justiça Comum (estadual) pode ser acionada. A ideia é transferir também as ações sobre acidentes de trabalho à Justiça Federal. "Muitas das fraudes contra a Previdência envolvem a Justiça Estadual", disse o presidente do INSS, Renato Vieira, em entrevista ao jornal Valor Econômico. 

 

Adesão automática a cadastro positivo

O Senado aprovou projeto de lei que torna automática a adesão dos cidadãos ao cadastro positivo, um banco de dados com o histórico de crédito do consumidor. Até então, a pessoa só podia ter os dados compilados caso desse autorização. O cadastro positivo é um banco de dados de consumidores que inclui informações de pagamento de todas as contas e créditos em dia ou atraso. Ele existe desde 2011, mas, por ser de adesão voluntária, tem apenas 11 milhões de nomes, seguindo a contramão do sistema financeiro dos países desenvolvidos. No Brasil, é mais forte o cadastro negativo, o popular SPC, que considera consumidores com débitos em atraso. Agora, todos os brasileiros com CPF e empresas serão incluídos no cadastro positivo. A regra passa a valer 90 dias após a sanção da lei. Nesse período, a inclusão no cadastro permanece voluntária. Após esse prazo, o consumidor deverá ser comunicado em até 30 dias de que seu cadastro foi aberto. Caso não queira participar, precisará pedir a exclusão a um dos birôs de crédito, como Serasa, SPC e Boa Vista. A solicitação é gratuita.

 

CNC reduz previsão de crescimento do comércio para 5,4%

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou de 5,6% para 5,4% a previsão de crescimento do comércio para 2019. A atualização foi realizada após a divulgação, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), que apontou uma alta de 3,5% no varejo ampliado em janeiro, percentual inferior aos +6,5% verificados no mesmo mês do ano passado. Para o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes, o atual patamar dos juros no Brasil é um fator que contribui para a demora no processo de retomada econômica. “Além da necessidade de maior estímulo pela via do crédito, a melhora das condições de consumo tem esbarrado na lentidão da reativação do emprego”, afirmou Bentes. Com esse cenário, a Confederação estima que a plena recuperação do setor, aos níveis de vendas pré-crise, somente será alcançada na primeira metade de 2021. Apesar dos avanços verificados em 2017 (+4,0%) e 2018 (+5,0%), o volume mensal das vendas do varejo ainda se encontra 11,4% aquém do período anterior à recessão.

 

Estimativas apontam crescimento do PIB em 2%

Consolidada a perspectiva de que a atividade iniciou o ano em ritmo ainda fraco, mais consultorias e instituições financeiras têm revisado suas projeções de crescimento do PIB para 2019. Um grupo crescente de analistas vê uma expansão em tomo de 2%. Para alguns, o risco inclusive é de que o número seja inferior a esse, embora haja economistas que ainda projetam um avanço entre 2,3% e 2,5%. A A.C. Pastore & Associados reduziu a projeção de crescimento do PIB neste ano de 2,4% para 2%, com risco de o desempenho ser "um pouco mais baixo". Em relatório divulgado ontem, a consultoria justifica a estimativa devido à ausência de fatores que possam aumentar a demanda neste ano. 

 

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Marcio Rocha
Marcio Rocha é jornalista formado pela UNIT e radialista formado pela UFS, especializado em economia, com experiência de quase 20 anos na comunicação sergipana.

E-mail: jornalistamarciorocha@live.com


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