Fábrica de sapatos gerará 850 novos empregos em Sergipe
Blogs e Colunas | Marcio Rocha 27/03/2018 08:25

Mais 850 novos empregos serão gerados até o mês de maio em Sergipe, pela fábrica de sapatos West Coast e Cravo e Canela. O presidente da empresa, Rafael Schefer, comunicou ao governador Jackson Barreto, na tarde desta terça-feira, 20, a ampliação das unidades instaladas nos municípios de Nossa Senhora Aparecida, Salgado e Ribeirópolis. A fábrica está em Sergipe há 9 anos.

 

O governador Jackson Barreto comemorou a notícia e disse que ontem terminou seu dia preocupado com o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) no estado, mas hoje, conclui o expediente recebendo a notícia da ampliação das unidades da fábrica de sapatos em três municípios sergipanos.

 

“Estamos aqui para colaborar, fazer parcerias para benefício do nosso estado e do nosso povo. A ampliação da fábrica de sapatos vai gerar emprego, renda e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Particularmente, as pessoas mais humildes porque são eles os trabalhadores que trabalharão na empresa. Ter um trabalho é viver com dignidade. Não tem nada melhor que gerar emprego e renda para o nosso povo”, revelou o governador.

 

De acordo com Jackson Barreto, a geração de emprego fortalece a economia do estado, fazendo circular riqueza nos municípios beneficiados. “Mas, fortalece, principalmente, as pessoas, a família, da dignidade, porque emprego é dignidade”, concluiu.

 

O presidente da West Coast, Rafael Schefer, explicou que as unidades de Salgado, Ribeirópolis e Aparecida estão sendo ampliadas para atender a demanda do mercado. Ele disse que a unidade de Salgado ficará responsável pelo corte e costura, gerando mais 300 novos empregos; a de Aparecida pela montagem dos sapatos; e Ribeirópolis pela distribuição, gerando 500 novos empregos. Uma unidade de corte e costura que está instalada no sul do país também vai migrar para Sergipe.

 

 

CNC registra melhora na intenção de consumo dos brasileiros

 

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 88,0 pontos em março de 2018, registrando aumento de 1,1% em relação ao mês passado. Na comparação anual, o índice apresentou alta de 12,6%. No entanto, o resultado abaixo dos 100 pontos ainda indica uma recuperação lenta do otimismo das famílias.

 

“A menor volatilidade da taxa de câmbio e as melhores condições de aquisição de crédito, com o início do processo de recuo nas taxas de juros, influenciaram a maior disposição ao consumo, em especial a compra de bens duráveis”, explica Bruno Fernandes, economista da CNC.

 

 

Mercado de trabalho

 

O componente Emprego Atual registrou 113,5 pontos e aumento de 1,0% em relação ao mês anterior. É o maior valor desde junho de 2015. Já o percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual reduziu 0,2 ponto percentual, passando de 33,8% em fevereiro para 33,6% em março. Em relação às perspectivas de mercado de trabalho, houve aumento de 0,5% na comparação com fevereiro e 2,6% no comparativo anual. Desde abril de 2017, é a segunda vez que o indicador fica acima da zona de indiferença, alcançando 105,6 pontos.

 

 

Consumo

 

Tanto na comparação mensal como na anual, indicadores relevantes ligados ao consumo apresentaram alta. O Nível de Consumo Atual registrou aumento de 0,6% em relação a fevereiro e 23,6% na comparação anual. Já o componente Momento para Duráveis apresentou alta de 2,0% no comparativo mensal e 27,3% em relação a 2017. Ainda assim, o índice segue abaixo da zona de indiferença, com 67,2 pontos. O levantamento mostra ainda que o subíndice Renda Atual alcançou 100 pontos e o componente Acesso ao Crédito teve aumento de 2,6% na comparação mensal e 16,8% em relação a março de 2017. E, apesar da melhora de todos os subíndices, a maior parte das famílias, 53,0%, declarou estar com o nível de consumo menor do que no ano passado.

 

 

Perspectivas para o varejo em 2018

 

A melhora recente das vendas em relação ao ano passado levou a CNC a projetar crescimento de 5,2% para 2018 no desempenho das vendas do varejo ampliado. A expectativa de um cenário favorável de inflação no curto prazo, além da melhora do custo e da oferta de crédito e fortalecimento do emprego até o fim do ano, tende a alimentar um crescimento mais robusto do comércio em relação aos anos anteriores.

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Marcio Rocha
Marcio Rocha é jornalista formado pela UNIT e radialista formado pela UFS, especializado em economia, com experiência de quase 20 anos na comunicação sergipana.

E-mail: jornalistamarciorocha@live.com