Estamos nos preparando para profissões que ainda não existem?
Blogs e Colunas | Marcio Rocha 18/06/2018 15:11

Uma discussão interessante surgiu na última quinta-feira (14), durante a visita de alunos da Universidade Federal de Sergipe à Fecomércio, quando vieram conhecer um pouco mais sobre a economia aplicada ao Turismo, em uma conversa descontraída com a Economista Sudanês Pereira. Chegou o momento em que o tema exercício profissional foi à tona e alguns questionamentos surgiram dos alunos sobre como atuar no mercado. Daí o tema de evolução do mercado e dos profissionais entrou em voga.

Com os avanços tecnológicos, cada vez mais o mercado de trabalho pede profissionais capacitados em diversas áreas ou com conhecimento amplo, desenvolvendo uma visão holística da sociedade contemporânea. A cada dia surgem novas atividades para o mercado de trabalho que preenchem lacunas que são criadas no cotidiano. Haja vista o boom das redes sociais e profissões que até pouco tempo atrás sequer eram consideradas, como a profissão de Youtuber, Digital Influencer, Social Media Manager, entre outras. Há dez anos, isso não era imaginado. O que era uma manifestação hedonista ou uma brincadeira de adolescentes se tornou algo sério e rentável.

Estamos nos preparando para o futuro de maneira cotidiana. Os trabalhadores estão buscando cada vez mais qualificação para não exercerem meramente as atividades repetitivas comezinhas. A evolução social por meio do alto desenvolvimento do setor de Tecnologia e Inovação não força, mas condiciona o profissional a compreender melhor as situações vividas nas empresas e a aplicabilidade de novas iniciativas. Segundo estudo realizado pela Dell, uma das maiores corporações do mundo, em parceria com o Institute For the Future (IFTF), 85% das profissões que serão comuns em 2030, ainda não existem.

As organizações corporativas, institucionais e negociais são impactadas a cada dia com o desenvolvimento de novas ferramentas tecnológicas que surgem e auxiliam o profissional no desempenho de suas funções. Isso significa que a tecnologia estará cada vez mais presente no corriqueiro das vidas das pessoas. As empresas já estão cientes disso e investem cada vez mais no trabalho de startups que tendem a moldar a nova infraestrutura laboral, ampliando as capacidades dos profissionais, levando-os à evolução constante do seu conhecimento.

Pessoas e empresas que não se prepararem para os novos tempos, que chegam cada vez mais rápido, a ponto de se misturar com o dia a dia das pessoas e organizações, não irão sobreviver no mercado cada vez mais competitivo e voraz quando se trata de oportunidades de negócio. A procura por pessoas especializadas em determinados setores de atuação ainda pouco explorados ou inexistentes será ainda maior. O profissional deverá ser capacitado para entender a empresa e tudo ao seu redor de forma pluridimensional. As pessoas irão aprender em tempo real, as competências específicas que serão exigências empresariais, o que irá qualificar ainda mais o mercado de trabalho, promovendo melhores salários para os trabalhadores que estiverem mais antenados.

Sergipe é um estado exportador de desenvolvimento tecnológico de alta capacidade e complexidade. As iniciativas empresariais como a Câmara de Tecnologia e Inovação da Fecomércio, Caju Valley e o Inova + Sergipe, que estão sendo desenvolvidas, são fundamentais para o entendimento da sociedade e do mercado de consumo no futuro, que se aproxima cada vez mais do presente. Explorar a criatividade, o desenvolvimento de múltiplas habilidades, aliado à capacidade inventiva, dedicação, entusiasmo e o empreendedorismo será a premissa para o profissional de qualidade do futuro. Agilidade, desempenho, capacidade e compreensão das novas tecnologias irão nortear o mercado dos anos vindouros, gerenciando melhor o exercício das atividades imortais da economia, comércio, serviços, indústria e agronegócio. O que importa é nunca deixar de estudar, mapear as tendências de mercado e tecnologia, para estar sempre à frente do seu tempo, destacado no mercado.

 

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Marcio Rocha
Marcio Rocha é jornalista formado pela UNIT e radialista formado pela UFS, especializado em economia, com experiência de quase 20 anos na comunicação sergipana.

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