Comércio tem pior resultado para abril desde 2015
Blogs e Colunas | Marcio Rocha 15/06/2019 06:20

 

As vendas do comércio varejista caíram 0,6% em abril, na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados pelo IBGE. Trata-se do pior resultado para meses de abril desde 2015 (-1%) e também a primeira contração para o mês em quatro anos. A queda acontece após uma alta de 0,1% em março e queda de 0,1% em fevereiro, na comparação com o mês imediatamente anterior, reforçando a leitura de perda de ritmo do setor e de estagnação da economia brasileira em 2019. Na comparação com abril de 2018, houve alta de 1,7%. Dessa forma, o setor acumulou avanço de 0,6% no ano e de 1,4% nos últimos 12 meses.

 

Número negativo surpreendeu, diz CNC

Fabio Bentes, economista-chefe da CNC, comentou a pesquisa e chamou a atenção para os preços de alimentos e administrados, que estão subindo mais do que a inflação, sem que o BC mexa nos juros. "Esse número negativo do varejo em abril surpreendeu", disse. A gerente da pesquisa, Isabella Nunes, destacou que a queda em abril ocorre após dois meses consecutivos de relativa estabilidade. O resultado veio pior do que o esperado pelo mercado. Das 8 atividades pesquisadas, 5 registraram queda no volume de vendas em abril, na comparação com março. Segundo o IBGE, a retração no varejo foi puxada pelo segmento de hipermercados (-1,8%), que caiu pela terceira vez seguida, e vestuário (-5,5%), que teve o segundo mês negativo. Os números do IBGE também mostram que houve queda nas vendas em 20 das 27 unidades da Federação.

 

Gestão de pessoas

O Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor de Sergipe, Sincadise, realizou na noite de sexta-feira (14), o Fórum Sobre Gestão de Pessoas do Comércio Atacadista e Varejista de Sergipe. O evento, direcionado para trabalhadores das empresas do comércio sergipano, visa qualificar melhor os colaboradores das empresas e promover o desenvolvimento da cultura organizacional nos empreendimentos. As palestras de Karol Guimarães e Diego da Costa foram os pontos chave do Fórum. A iniciativa do Sincadise, segundo o presidente Breno França, é estimular os colaboradores a se sentirem parte da empresa, não apenas como seu local de trabalho, mas como parte de suas vidas. Isso, segundo ele, eleva a autoestima profissional e a valorização do trabalhador diante da empresa em que trabalha. O comércio atacadista e distribuidor, em Sergipe, segue a contramão da crise e continua avançando em termos de geração de emprego, dando resultados positivos, com a criação de novas oportunidades de trabalho há oito meses consecutivos.

 

BNB eleva financiamentos para MPEs

O Banco do Nordeste contratou R$ 1,4 bilhão com micro e pequenas empresas (MPE) até maio, o que representa crescimento de 68,5% nas aplicações com o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e Recursos Internos (Recin), na comparação com o mesmo período de 2018. Ao todo, foram contratadas 17,2 mil operações de crédito com empresas do segmento no Nordeste e norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, 37,4% a mais do que nos cinco primeiros meses do ano passado. Somente em Sergipe, a quantidade de operações com MPEs no período chegou a 816 e é 20% maior do que até maio de 2018. O valor contratado acumulou R$ 71,3 milhões, alta de 48,4% em relação ao ano anterior. Para atingir esse valor, o BNB promove ações como assinatura de acordo de cooperação com a Fecomércio, ajudando os empresários do comércio de bens, serviços e turismo, que facilita o acesso de micro e pequenas empresas ao crédito de curto e de longo prazos, com recursos do FNE, bem como a outros produtos bancários.

 

Esportes virtuais

O mercado de esportes virtuais está em franco crescimento no mundo inteiro. São várias plataformas, jogos e competições diferentes surgindo, principalmente no Brasil. Esse mercado movimenta uma cifra estratosférica nos aspectos compra de jogos, vídeo games, equipamentos para a atividade e treinamento dos ciberatletas. Jogos como League of Legends, World of Warcraft e Counter Strike dominam o mercado mundial. Entretanto, uma série de jogos que ganhou corpo desde o 2017 foi a Fórmula 1. São mais de 130 mil competidores em todo o mundo, disputando 18 vagas na final do mundial organizado pela Codemasters. No Brasil, as ligas esportivas estão se profissionalizando, como a Liga Rage, que possui toda estrutura de transmissão, patrocínio e premiação dos competidores, inclusive com o uso de ferramentas próprias como o canal Artegames para divulgação. O esporte virtual mostra ser um grande nicho de mercado, com um grande fluxo de público espectador e consumidor, a ponto de chamar a atenção das redes de televisão de canais fechados, que transmitem as competições. Além de não haver limite de idade, pela equidade de performance, como visto nas competições internas da Liga Rage, que possuem atletas de 14 a 70 anos nas suas disputas, o que democratiza o acesso ao esporte. No mundo, hoje as competições de esportes virtuais movimentam mais de 100 milhões de jogadores em atividade.

 

 

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Marcio Rocha
Marcio Rocha é jornalista formado pela UNIT e radialista formado pela UFS, especializado em economia, com experiência de quase 20 anos na comunicação sergipana.

E-mail: jornalistamarciorocha@live.com


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