UM ÊXITO NA EDUCAÇÃO, O SINTESE SENDO DERROTADO
Blogs e Colunas | Luiz Eduardo Costa 13/09/2018 20:02 - Atualizado em 14/09/2018 11:05

     Não se pode falar em avanço na educação em Sergipe, enquanto prevalecer, no sistema de ensino, a influência demolidora de um sindicato  de professores, que não representa a maioria da classe, mas consegue impor suas ideias e suas práticas ideológicas e corporativas, que podem servir para tudo, inclusive eleger e reeleger a deputada Ana Lúcia, enquanto as escolas ficavam paralisadas, algumas vezes por quase a metade do ano letivo.

     O SINTESE, os seus dirigentes, que, aliás, não prestam contas publicamente da dinheirama gorda que recebem, são profetas do caos e do atraso. Apegam-se às ideias que o mundo moderno, há muito, já sepultou. Insistem em que a Educação não deve formar quadros capacitados para “serem explorados pelo sistema capitalista”. Mas não dizem como os alunos que estão em escolas pública poderão viver, exatamente no sistema capitalista, sendo aparelhados pelos professores sintesistas, para que se tornem “esclarecidos quadros, na luta pela transformação das estruturas”.

     Resumindo: que eles sejam militantes, apoiadores das greves ininterruptas nas escolas onde estudam, enquanto o “novo mundo não chega” e se preparem para ser cabos eleitorais de Ana Lúcia, exatamente para que ela se eleja, reeleja, sendo deputada e gozando de todos os privilégios do sistema capitalista.

     Assim, a escola pública em Sergipe foi ao fundo do poço. Sucessivos governadores reagiram, e sucessivos governadores e secretários da Educação foram figurar nos vistosos outdoors espalhados pela cidade, apontados como inimigos do povo.

     Marcelo Déda, eleito pelo PT e sendo, na época, o SINTESE  uma ala muito influente no partido, era um homem culto, moderno e atualizado com o mundo, guardava restrições, mas não podia, de imediato, bater de frente com uma base de apoio, embora falsa e perniciosa, tendo, ao mesmo tempo, de enfrentar a oposição dura e organizada contra ele. Fez de Ana Lúcia Secretária e o desastre aprofundou-se.

     Foi buscar, na Universidade, a lucidez e o conhecimento técnico do professor José Lima, um qualificado ex-Reitor. O SINTESE triturou José Lima. Uma lâmpada queimada numa sala de aula era motivo para a greve. Sacrificaram períodos letivos inteiros, depois surgia a farsa de uma recuperação, que de fato não era feita. Déda convocou Belivaldo, ele, como Secretário, conseguiu, a muito custo, evitar as greves, restabelecer o rendimento nas escolas.

     O SINTESE então, no auge da revolta, antecipou a morte de Déda, simulando o seu enterro, quando ele já era um paciente terminal. Ana Lúcia e seus sequazes ajudaram a carregar o féretro.

     Jackson assumiu, buscou dialogar com o SINTESE e, deles, ouviu que diálogo só existiria se fosse exonerado o professor Jorge Carvalho. Começou então o enfrentamento com o SINTESE, a oportunidade para entrarem novas ideias nas escolas e, enquanto o ambiente ia sendo arejado, a curva descendente da educação em Sergipe foi revertida, na mesma proporção em que o SINTESE era enxotado.

     Enquanto isso, usando desbragadamente os recursos que o estado todos os meses lhes repassava, inclusive com descontos que eram obrigatórios nos salários dos professores, os dirigentes do SINTESE faziam um festival de outdoors em Aracaju e no interior, demolindo Jackson e o seu Secretário, Jorge Carvalho.

     Agora, chega a boa novidade revelada pelo Ministério da Educação, de que Sergipe reverteu a queda da qualidade no ensino em anos sucessivos, desde que foi implantado o sistema de avaliação do IDEB, e houve uma evolução nos últimos anos. Sergipe saiu da última posição, avançou quatro pontos e hoje está no vigésimo terceiro lugar entre os 27 estados. O avanço no ensino do português e da matemática em Sergipe, junto com outros fatores, é considerado pelo MEC como um fato relevante.

     O secretário da Educação, professor Josué Passos Subrinho, também doutor em Educação, como Jorge, e um homem sensato, considera que essa escalada de posições tende a crescer, enquanto o governador Belivaldo Chagas mantém a firme posição de livrar o ensino sergipano dos tentáculos do polvo antiquado que se chama SINTESE, para que assim, efetivamente, a Escola Publica possa ser defendida, valorizada, e os pais tenham a certeza de que, nelas, os seus filhos poderão ter anos literalmente letivos, e não dias  de tumultos e greves.

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Luiz Eduardo Costa
É jornalista, escritor e membro da Academia Sergipana de Letras e da Academia Maçônica de Letras e Ciências. Ambientalista, fundou o Instituto Vida Ativa que, dentre outras atividades, viabilizou em 18 anos o plantio de mais de um milhão de mudas da Caatinga e Mata Atlântica.

E-mail: lecjornalista@hotmail.com


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