O que deputados diriam ao governador para acabar com a crise?
Blogs e Colunas | Joedson Telles 25/03/2019 08:25 - Atualizado em 25/03/2019 08:53

Cansou. Já deu. Exauriu a paciência de Jó. Ninguém aguenta mais. E quando se pensa que o disco acabou, lá está o assunto em uma rede social... Refiro-me à queixa de meia dúzia de deputados pelo fato de o presidente da Assembleia Legislativa, Luciano Bispo, ter negado microfone para a participação deles, após a fala do governador Belivaldo Chagas, expondo a preocupante situação financeira do Estado. Os detalhes são fartamente conhecidos por todos.

Claro, evidente, não há dúvidas que a fala – sobretudo por se tratar do Poder Legislativo – deveria ter sido assegurada aos deputados. Cristalino também que os parlamentares estão certos em manifestar, depois da sessão, no calor dos fatos, a insatisfação. Mas feito isso, acabou. Não precisa repetir o que todos já sabem. Fazer das redes sociais palanque eleitoral. Mandar notas para a imprensa...

Não julgo. Mas, se a intenção for apenas ajudar Sergipe, o que impede de esperar os secretários do governo irem também à Alese, nos próximos dias, como anunciou a comunicação da Casa, e colocar para fora o que provoca a inquietação? Terão a oportunidade para acabar a grande expectativa que eles mesmos criaram sobre o que têm a dizer. Aliás, o que os deputados diriam ao governador para acabar com a crise?

Repito: os deputados deveriam ter direito a fala. A discussão não é essa. Mas se não tiveram, mas terão a oportunidade de usar o microfone com os secretários presentes, há justificativa para tanto sensacionalismo? Não evidente.

Até porque, nada que poderia ser dito ao governador naquele dia que interessa, de fato, aos sergipanos por contribui para que o estado saia do atoleiro está proibido de ser dito hoje, amanhã ou a qualquer momento na tribuna da mesma Casa. E, evidente, chegará ao governador.

Aliás, o deputado que tem a solução para a crise nem precisaria esperar o governador ir à Assembleia para revelar a mágica: uma audiência resolveria. Ou mesmo usar a tribuna da Alese.

Como já posto aqui, a ideia não é julgar deputados. Mas fica difícil descartar, de pronto, que, além de pensar nos problemas do Estado, pensou-se também em fazer política. Aproveitar as galerias lotadas, a TV Alese, a imprensa e jogar para a galera. Desgastar o governador. O fim do mundo? Pelo contrário: estamos falando de política. Como cunhou um experiente político, "a arte do cão".

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Joedson Telles
Joedson Telles é um jornalista sergipano formado pela Universidade Federal de Sergipe e especializado em política. Exerceu a função de repórter nos jornais Cinform, Correio de Sergipe e Jornal da Cidade. Fundou e edita, há nove anos, o site Universo
Político e é colunista político do site F5 News.

E-mail: joedsontelles@gmail.com


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