É analisar e escolher o melhor
Blogs e Colunas | Joedson Telles 01/10/2018 20:51

O debate marcado para acontecer “numa TV da capital”, na noite desta terça-feira 2, será mais uma oportunidade de o eleitor analisar os candidatos e escolher o melhor para governar Sergipe, no próximo domingo 7. É bom não desperdiçar mais uma chance. O conselho soa óbvio. Mas, assim como as entrevistas que eles concederam ao longo da campanha, das aparições na propaganda eleitoral na TV e as próprias histórias, o debate ajudará a sepultar dúvidas e futuras desculpas de ter comprado coxão duro por picanha.

Os problemas e a escassez de recursos para prover soluções, obrigam o eleitor a não abrir mão, mais uma vez, da responsabilidade de escolher o melhor. De longe, preparo, honestidade e disposição para trabalhar são pré-requisitos que não podem ser descartados.

Evidente que não há o candidato perfeito. Aliás, santo só Deus. Mas é possível identificar o melhor, em se tratando das aspirações da coletividade, e apostar nele.

Todavia, para que haja a conscientização imprescindível ao sucesso de Sergipe, uma fatia significativa do eleitor precisa se livrar de certas âncoras. A parte lúcida sozinha não resolve.

A primeira delas é parar de decidir o voto enxergando a política como futebol, olhando apenas que lidera pesquisa. Evidente que, às vezes, o melhor lidera. Mas, em política, não basta vencer. Tem que vencer o candidato certo. Não é uma mera paixão por camisa que perde um campeonato, vence outro e está tudo bem. Vamos comemorar… Os interesses de todos estão em xeque numa eleição.

É trivial: o eleitor quando vota num político transfere para ele o seu poder de decisão. E as consequências de gente errada no poder são terríveis e do conhecimento de todos. Pra mencionar só um galho da mega árvore, enquanto roubavam descaradamente a Petrobras, inúmeras pessoas agonizavam sem que uma saúde pública eficiente justificasse a imoral carga tributária a pesar nos ombros dos brasileiros.

Outra trava ao desenvolvimento via melhor gestor eleito é a cultura de políticos – com ou sem mandato – mandarem no voto de considerável número de pessoas. É preciso acabar com esta irresponsabilidade de votar em Fulano porque Beltrano pediu.

O voto precisa ser dirigido ao melhor para o conjunto da sociedade, e não ao bom apenas para o chamado cabo eleitoral que, cinicamente, ganha dinheiro, cargos, favores à custa do voto alheio. Canalhas viciados.

Por fim, há os que jogaram a toalha. São os eleitores que por vários motivos passaram a dar de ombros à política e aos políticos. Compreensível que a desmotivação leve a este caminho, mas nada inteligente. Branco, nulo não resolve. As pessoas decepcionadas se afastam da política, mas as que ficam decidem. E, ironicamente, os votos farão falta ao candidato certo.

Não há, evidente, como assegurar que com estas três fatias do eleitorado analisando e votando no melhor candidato tudo será resolvido do dia para a noite. É um processo e requer tempo. A mudança será também a médio e longo prazo. Mas não há dúvida: um importante passo terá sido dado na direção certa, deixando pelo caminho aventureiros, comprovadamente, descartáveis.

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Joedson Telles
Joedson Telles é um jornalista sergipano formado pela Universidade Federal de Sergipe e especializado em política. Exerceu a função de repórter nos jornais Cinform, Correio de Sergipe e Jornal da Cidade. Fundou e edita, há nove anos, o site Universo
Político e é colunista político do site F5 News.

E-mail: jornalismo@universopolitico.com.br


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