Minha vaca Estrela e meu boi Fubá, meu lucro!
Blogs e Colunas | Haroldo Araújo Filho 20/05/2019 10:36 - Atualizado em 21/05/2019 10:52

A domesticação dos animais surgiu há milhares de anos com intuito de promover maior disponibilidade de alimentos, facilitar o trabalho, o transporte e o comércio, enfim todas atividades relacionadas ao homem,. Consequentemente trouxe também a afeição sentimental ao animal domesticado, cantada em verso e prosa por diversas canções, dentre elas a canção “Vaca Estrela, boi Fubá” de autoria de Patativa do Assaré, imortalizada nas vozes de Luiz Gonzaga e Fagner, e em uma infinidade de outras músicas.

Cristalino afirmar que aqui não queremos reduzir o negócio da pecuária a uma visão romântica/emotiva, mas dela queremos usar para fazer uma correlação com a qualidade racial do que se cria e, por consequência, criar uma possível alternativa econômica da atividade pecuária em nosso Estado.

O Estado de Sergipe, conforme dados do IBGE/2017, apresentou, comparado a anos anteriores, uma variação negativa em torno de 10% nos rebanhos bovino e equino, e de mais de 30% nos de ovinos e caprinos. Em que pese a relação direta da diminuição do rebanho com os recentes períodos de seca vivenciados, essa por si só não pode ser considerada um fator limitante para se aprofundar em alternativas econômicas que promovam a melhoria da cadeia produtiva da pecuária sergipana.

Imperativo dizer que, em virtude da nossa pequena dimensão territorial, a pecuária sergipana não será competitiva pela quantidade de cabeças criadas, mas pode ser pela qualidade do que se cria, abrindo assim uma excelente oportunidade para incrementar economicamente a atividade, como nos atributos dos perfumes em pequenos vasos, ou seja, os pequenos vasos (estados) abrigam os melhores perfumes (rebanhos).

A qualidade das raças criadas em Sergipe não seria uma atividade para se começar do zero, já que temos diversos exemplos exitosos, como as raças bovinas do Indubrasil (desde a década de 1970), do Nelore, do Guzerá, do Santa Gertrudis, do Girolando e do Holandês - essas duas últimas, em especial, na região leiteira do sertão sergipano - da destacada nacionalmente raça ovina do Santa Inês; das caprinas Boer e Savana; como também os destaques nacionais dos equinos para vaquejada das raças Quarto de Milha e Paint Horse; além dos excelentes exemplares da raça Mangalarga Machador. Enfim, diversos criatórios destacados nacionalmente e internacionalmente.

Portanto, ações organizadas entre poder público, associação de criadores, federação da Agricultura e agentes financeiros poderiam promover incentivos e profissionalização desse filão do negócio da pecuária sergipana.

Associada a uma excelente estratégia de marketing, como por exemplo, a criação da marca “Genética Sergipe”, poderíamos tornar mais comercial ainda o que já existe de bom nos diversos planteis e, em especial, potencializar essa atividade econômica no Estado.

 

*Mantenha o seu rebanho protegido e livre da aftosa. Maio é o mês da campanha de vacinação!

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Haroldo Araújo Filho
Engenheiro Agrônomo do Incra/Ministério da Agricultura, formado pela Universidade Federal de Sergipe, pós-graduado em Irrigação (UFS). Secretário de agricultura de Riachão do Dantas (2005-2007); Superintendente regional do Incra em Sergipe ( 2016-2017); Delegado da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário em Sergipe (2017). Antes de ingressar no serviço público atuou em empresas comerciais do ramo agropecuário.

E-mail: hafaraujo@yahoo.com.br


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