ENGENHARIA AGRONÔMICA: A SEMPRE PROFISSÃO DO FUTURO
12 de Outubro também é o dia da Engenharia Agronômica
Blogs e Colunas | Haroldo Araújo Filho 11/10/2019 15:49 - Atualizado em 11/10/2019 18:04

Todo estudante de Engenharia Agronômica, independente da época, escutou essa frase: “Engenharia Agronômica é a profissão do futuro”.

Antes de falar do futuro falaremos um pouco sobre o passado.

Quando a humanidade migrou da condição de nômade (caçador e coletor) para a de cultivador de seus próprios alimentos, houve a chamada revolução agrícola, ocorrida há mais de 10 mil anos, no período chamado de neolítico. Sem, ou melhor, com muita pretensão podemos dizer que surge aí, de forma natural, o profissional da Engenharia Agronômica.

A oficialização da Agronomia ocorreu na França no ano de 1848 com a fundação do Instituto Nacional Agronômico de Versailles.

No Brasil, na fase Colonial, D. João VI criou dois cursos práticos de agricultura, 1812 na Bahia e em 1814 no Rio de Janeiro. Após isso, na fase Imperial, e sob o contexto do declínio da mão-de-obra escrava e da produção de cana-de-açúcar no Nordeste e da produção de café e do início da imigração no Sudeste, surgem o Imperial Instituto Baiano de Agricultura, em 1859. Enfim, em 1877 é criada a primeira escola de Engenharia Agronômica do Brasil, localizada no município baiano de São Bento das Lages.

Adiante, outros importantes fatos surgem: Em 1887, criação da Imperial Estação Agronômica de Campinas, hoje Instituto Agronômico de Campinas (IAC); 1901 Escola Agrícola prática Luiz de Queiroz, atual ESALQ; 1910 regulamentação do ensino de Agronomia; 1909 criação do Ministério da Agricultura e em 1933, no dia 12 de outubro, a regulamentação do exercício da profissão de Engenheiro Agrônomo, via decreto nº 23.196.

Em Sergipe, o curso de Engenharia Agronômica surge somente em 1992, no campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão - o qual me orgulha muito de ser um egresso. Posteriormente, em 2014, é ampliado para o campus do Sertão, localizado no município de Nossa Senhora da Glória.

A Agronomia é derivado do grego “agros” e “nomos” que significa campo e manejo. A aparente e simplória definição esconde uma das atividades profissionais mais ecléticas, a qual adentra em uma formação bastante densa e complexa. Corroborando com isso, ao vermos a evolução das técnicas agrícolas e seus consequentes aumentos exponenciais de produtividade, limpidamente enxergarmos que produzir alimentos é muito mais do que “semear sementes no chão e esperar o resultado”.

Tomemos o caso brasileiro, em 50 anos, o Brasil deixou de ser um país importador de alimentos para ser um dos maiores exportadores mundiais. Fato esse só possível pelo ardoroso trabalho dos profissionais da agronomia.

São grandes os desafios e as responsabilidades das gerações vindouras dessa profissão. Em especial, como continuar elevando os índices de produtividade, associado ao manejo sustentável dos recursos ambientais e o encargo social desta atividade, além de acompanhar o rápido avanço tecnológico, a exemplo da inteligência artificial.

Por fim, através de um olhar positivo, a expressão “Profissão do futuro” é extremamente salutar. Pois prova que a humanidade estará no caminho certo quando ainda se preocupar em produzir alimentos de forma mais eficiente, ambientalmente sustentável e socialmente justo. Na retaguarda disso tudo, inexoravelmente, estarão os profissionais da Engenharia Agronômica.

 Por essa razão continuem nos chamando de Profissão do futuro.

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ASSOCIAÇÃO DE ENGENHEIROS AGRÔNOMOS DE SERGIPE - AEASE

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Haroldo Araújo Filho
Engenheiro Agrônomo do Incra/Ministério da Agricultura, formado pela Universidade Federal de Sergipe, pós-graduado em Irrigação (UFS). Secretário de agricultura de Riachão do Dantas (2005-2007); Superintendente regional do Incra em Sergipe ( 2016-2017); Delegado da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário em Sergipe (2017). Antes de ingressar no serviço público atuou em empresas comerciais do ramo agropecuário.

E-mail: hafaraujo@yahoo.com.br


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