Obesidade pet: saiba riscos e cuidados que você deve ter com seu animal
Pesquisa aponta que mais da metade dos bichos domésticos estão acima do peso
Blogs e Colunas | Coluna de Estimação 27/05/2018 07:30 - Atualizado em 25/05/2018 13:09

Pensar que seu pet gordinho é sinônimo de beleza e vitalidade é engano. Isso porque essa fofura exagerada pode representar obesidade, o que eleva os riscos de o pet ter a vida reduzida, intolerância ao exercício e ao calor, além de ficar mais propenso a diabetes, câncer, problemas cardíacos e respiratórios, entre outras doenças.

O fato é que, segundo especialistas, existem vários fatores que podem desenvolver a obesidade, desde alterações metabólicas do animal  até o aumento excessivo de alimentação.

Com base numa pesquisa recente, realizada com tutores de animais de estimação no Brasil, China, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos, mais da metade da população de cães e gatos está obesa no mundo.

De acordo com a pesquisa, 54% dos tutores de gatos e cães sempre ou muitas vezes cedem aos apelos dos pets e oferecem mais alimento quando eles “pedem” ; 22% muitas vezes oferecem alimento em excesso para mantê-los felizes; apenas 20% sempre medem a quantidade de alimento que oferecem aos pets e 87% oferecem a quantidade que eles acham que o animal precisa em cada refeição.

O problema é que a maioria dos tutores não faz ideia se o seu animal de estimação está acima do peso ou não, não sabem a quantidade correta de alimento que deve ser dado, o que devem ou não comer, e dificilmente enxergam em seu pet excesso de peso.

O vínculo emocional pode ser parte dessa dificuldade, pois muitos tutores expressam carinho por meio da alimentação, o que pode levar o pet a consumir mais calorias do que ele precisa.

A veterinária Juliene Oliveira, especializada em nutrologia pet, afirma que o excesso de petiscos ricos em gordura é um dos vilões da obesidade, assim como a falta de controle na alimentação. Por isso, os tutores devem dar alimentação apropriada para cada espécie e não oferecer comida humana.

“O animal tem pré-disposição à obesidade assim como o humano, em relação à comida. A comida humana é um pouco mais gordurosa e desbalanceada para eles, não é aconselhado dar principalmente porque ela tem muito tempero, condimentos que são tóxicos, por exemplo, a cebola e o alho. O cão e o gato são carnívoros restritos, o alimento precisa ser regrado porque eles precisam de 46 nutrientes essenciais à vida, que precisam estar balanceados entre si para não haver excesso”, explica a veterinária.

A escolha correta da ração ou de uma dieta caseira, que deve ser elaborada por profissional especializado, também é importante para combater ou tratar a obesidade. A ração, de preferência Premius e Super Premius, deve ser com base na espécie por conta das necessidades nutricionais, respeitando a fase da vida (filhote, adulto e idosos) e se o animal tiver doença preexistente.

Animais castrados estão mais propensos a ficar obesos devido à perda de cerca de 30% do seu gasto energético fisiológico que é feito pelo sistema reprodutor. O ideal, segundo a nutróloga, é que o pet continue com a mesma alimentação, porém com a redução de 30% do que ele está acostumado a comer.

“Como é difícil fazer isso, existem alimentos industrializados, específicos para pacientes castrados, rações formuladas, com teor de gordura melhor e pouco mais de fibra. Se o paciente já se tornou obeso as rações são específicas para obesidade, pensando na perca de peso. Não adianta seguir uma recomendação do rótulo da ração se não for acompanhado para chegar ao peso ideal. Se optar por dieta caseira, desde que seja balanceada. Se não tem tempo de fazer a dieta caseira, a melhor chance de acerto é a ração”, esclarece Juliene.

Tratamento

O tratamento, conforme Juliene Oliveira, vai variar de acordo com o principal fator da obesidade. Inicialmente se inicia com a ingestão de alimentos menos calóricos, rotina de exercícios físicos, seja com hidroterapia, caminhada e fisioterapia, e tentar a saciedade do paciente.

Para pacientes obesos, a alimentação deve ser rica em fibras e pouca gordura, mesmo assim moderada; pacientes renais, a alimentação é com menos proteína e fósforo. Já o paciente com doença inflamatório intestinal, precisa ser com mais fibra e nutrientes que não causem alergia.

Veja se seu pet está acima do peso:

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Fernanda Araújo é formada em Comunicação Social – Jornalismo pela UNIT, pós-graduada em MBA Marketing, Assessoria e Comunicação Integrada pela FANESE. Já trabalhou como assessora de comunicação em sindicato de classe, e atualmente, é repórter no Portal F5 News. Premiada em primeiro lugar no Prêmio João Ribeiro de Divulgação Científica da Fapitec, na categoria web jornalismo, em 2018.

E-mail: fernandaaraujo.jornalismo@gmail.com

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