Vamos falar de violência doméstica e familiar contra a mulher?
Blogs e Colunas | Camila Marrocos 09/08/2018 10:00 - Atualizado em 08/08/2018 16:58

Nessa semana em que a Lei 11.340/2006 completou 12 anos de existência, nos deparamos com mais uma notícia da morte de uma mulher – neste caso, uma advogada – por seu próprio marido dentro da sua casa. Então, por que não falarmos desse assunto?

Essa lei é conhecida como Lei Maria da Penha por ter sido justamente o caso da senhora Maria da Penha Maia Fernandes o paradigma para a sua edição, após a condenação do Brasil internacionalmente por demorar a punir o seu agressor, tendo em vista que ela passou quase 20 anos aguardando a finalização do processo criminal.

No entanto, infelizmente, apesar do avanço do Brasil nessa seara, ainda é alto o número de agressões contra as mulheres, seja física, psicológica, sexual, patrimonial ou mesmo moral. Isso quando se tem conhecimento dos casos, porque a imensa maioria deles nem chega ao conhecimento da autoridade policial, quiçá do juiz para que o agressor possa responder e possivelmente ser  condenado pela sua conduta.

Então, leitoras (hoje especialmente para as mulheres), o recado que eu quero deixar é que eu me filio à campanha do “Diga Não ao Relacionamento Abusivo”. Saibam que todas nós temos o direito de sermos amadas, respeitadas, incentivadas, ouvidas, cuidadas, elogiadas, admiradas, apoiadas. Se você não encontra isso no seu relacionamento, talvez seja hora de repensar o porquê de estar ao lado dessa pessoa que não te faz bem. E saiba que o amor não precisa de desculpas ou justificativas – especialmente as do tipo “tapa de amor não dói”. Se tem violência, não é amor. Amor liberta, não aprisiona ou poda.

Realmente, muitas vezes encerrar um ciclo é muito doloroso, mas você não precisa estar sozinha, pode procurar ajuda para se fortalecer, para se reerguer, para encontrar forças para lutar e ser você. Sem julgamentos, sem críticas, sem alguém te prendendo a uma união em que você não é plenamente feliz.

Qualquer fim de relacionamento é difícil, o divórcio é difícil, mas essa é só uma etapa a ser vencida para você reencontrar o melhor amor que você pode ter: o amor próprio! E quem sabe, depois de estar cheia desse amor você não encontre alguém que te ame tão quanto? Pois você não merece nada menos do que isso.

Por fim, se você sofre algum tipo de violência (como eu disse, não precisa ser física, não precisa deixar marcas visíveis) ou sabe de alguém que sofre, não se cale. Você pode fazer uma ligação gratuita para o 180 – Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

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Camila Marrocos
Advogada, pela OAB/SE, com atuação nas áreas Cível e Consumeirista. Mediadora de conflitos, pela ABRAME. Graduada pela Universidade Federal de Sergipe. Especialista em Direito de Família e Sucessões, pela Faculdade Damásio (SP). Participante do I
Curso de Teoría y Práctica de lá Integración Regional da Universidad de Alcala de Henares (Espanha).

E-mail: camila.marrocos@gmail.com